Oficina ensina floresta e sustentabilidade a alunos no Paraná
Pesquisa e educação se unem em oficina sobre florestas e sustentabilidade na Embrapa
Foto: Pixabay
Aprender sobre a natureza ganha um novo significado quando o cenário é o próprio universo da pesquisa florestal. Com esse intuito, a Embrapa Florestas, em Colombo (PR), transformou-se, no dia 17 de março, em um laboratório vivo para cerca de 50 crianças, durante a oficina e visita técnica "Florestas e Sustentabilidade". A atividade compõe o projeto "Integração de processos de restauração e conservação florestal como parte da silvicultura urbana em um trecho do rio Belém, Curitiba, PR". Seu objetivo é recuperar a mata ciliar e proporcionar a melhoria ambiental da bacia hidrográfica no trecho próximo à escola dos estudantes.
Durante a programação, os alunos exploraram o Arboreto do Centro de Pesquisa e conheceram o Laboratório de Sementes Florestais. Entre os temas que mais despertaram a curiosidade estavam a identificação de espécies nativas; técnicas de restauração ambiental; a enxertia de araucária para a produção precoce de pinhão; a importância das abelhas na polinização e o controle biológico de formigas.
Para o supervisor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Florestas, Emiliano Santarosa, que coordenou tecnicamente a oficina, a iniciativa funciona como uma ponte vital entre a ciência e a sociedade. "Estas ações visam à integração entre a educação e a pesquisa científica, com ênfase na troca de conhecimentos sobre restauração florestal e a importância das florestas para sociedade, incluindo conhecimentos de silvicultura no meio urbano e meio rural", explica Santarosa.
A oficina contou com palestras dos pesquisadores da Embrapa Florestas Guilherme Schnell e Schuhli, Elisiane Queiroz e Elisa Serra Negra Vieira. O projeto amplo é coordenado pelos pesquisadores Annete Bonnet e Gustavo Curcio, sendo fruto de uma cooperação técnica entre a Embrapa Florestas, o Colégio Bosque dos Mananciais e o Instituto Federal do Paraná (IFPR) — este último representado pela coordenação do professor Gledson Bianconi. Segundo Annete Bonnet, essa interação dos alunos com os pesquisadores é profícua. “Em oportunidades como essa ambos vivenciam o poder da curiosidade e a satisfação que o conhecimento proporciona, estimulando interesses e responsabilidades com os recursos naturais que nos cercam e dos quais dependemos”.
Mais do que um dia de aprendizado prático, a iniciativa busca consolidar benefícios duradouros para a fauna e a flora locais ao engajar os estudantes em conceitos fundamentais, como a restauração ecológica com plantio de espécies nativas, a proteção dos recursos hídricos, a conservação do solo e a valorização da biodiversidade.