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Com mercado pressionado, produtor busca eficiência e controle fitossanitário mais assertivo

Safra 25/26 exige estratégia e tecnologia para garantir rentabilidade no arroz


Foto: Divulgação

A cadeia produtiva do arroz atravessa um momento de ajustes, marcado por oscilações de mercado, aumento dos custos de produção e desafios climáticos. Nesse cenário, o foco do produtor está cada vez mais voltado à previsibilidade, eficiência e rentabilidade por hectare. É nesse contexto que a BASF reforça sua estratégia de atuação no segmento.

Com presença histórica na cultura, a companhia é reconhecida pelo forte investimento em pesquisa e desenvolvimento voltados ao cultivo do arroz no Brasil, um posicionamento construído a partir da proximidade com o rizicultor. Segundo o Diretor de Marketing, Rafael Vicentini, a trajetória da empresa acompanha a própria evolução do arroz no Rio Grande do Sul. A estratégia tem sido ouvir as demandas do campo e transformar essas necessidades em soluções de pesquisa, entregando ferramentas no momento certo para o produtor.

A Diretora de Marketing da Divisão Agro da BASF no Brasil, Graciela Mognol, explica que a organização da empresa acompanha a lógica dos próprios sistemas produtivos adotados pelos agricultores. “Nós nos organizamos da forma como o agricultor se organiza, que é por sistema produtivo”, afirma. No Cerrado, o foco está no sistema soja-milho-algodão. Já no Sul, especialmente na metade sul do Rio Grande do Sul, predomina o sistema arroz-soja. “Dessa forma, ao longo dos últimos 20 anos, temos contribuído de maneira significativa, trazendo soluções inovadoras que ajudam o agricultor a produzir mais e melhor”, destaca.

Previsibilidade no manejo

Diante de um cenário cada vez mais desafiador para a orizicultura, marcado por maior pressão de doenças e pela necessidade de decisões mais assertivas no campo, a previsibilidade no manejo se torna um fator crítico para o sucesso da lavoura. De acordo com Matheus Scherer, Gerente de Marketing de Cultivos Arroz BASF, o principal desafio do rizicultor hoje é justamente garantir essa previsibilidade. Isso passa por contar com ferramentas que entreguem alta performance no controle de doenças, aliadas à flexibilidade de uso dentro do sistema produtivo, permitindo ajustes estratégicos conforme as condições da safra.
“Com previsibilidade, o produtor aumenta as chances de combater as doenças de forma mais eficiente e reverte isso em maior produtividade e melhor qualidade de grãos, refletindo diretamente na rentabilidade”, explica.

O clima, segundo ele, é um fator determinante nesse processo. Ele compõe o chamado “triângulo da doença” e varia a cada safra. Em anos de maior estiagem, a pressão tende a ser menor, mas isso não elimina a necessidade de manejo. Já em safras mais úmidas e com temperaturas elevadas, o ambiente se torna mais favorável à infecção. A safra 25/26 é considerada neutra, o que também não exclui riscos. Por isso, estratégias como escolha varietal adequada, definição correta da época de semeadura e uso preventivo de fungicidas seguem fundamentais para evitar perdas produtivas.

Lançamento do Kilymos®

Dentro dessa proposta de ampliar a previsibilidade no campo, a empresa lançou o fungicida Kilymos® durante a Abertura Oficial da Colheita do Arroz, realizada em fevereiro, em Capão do Leão/RS. Para Graciela, o momento foi simbólico. “O manejo de doenças no arroz é bastante complexo, e o agricultor precisa de muitas ferramentas. Dentro desse cenário, ao trazermos uma molécula já conhecida aliada a um ingrediente ativo de última geração contribui ainda mais para um controle muito eficiente para o cultivo”, afirma.

O Kilymos® atua no controle da brusone - principal doença da cultura - além de manchas foliares, como mancha parda e queima das bainhas. Esta última, muitas vezes menos perceptível, vem causando danos econômicos e tende a ganhar relevância na busca por maiores patamares produtivos.

A pesquisadora e fitopatologista Dra. Mônica Debortoli reforça que, diante do aumento dos custos de produção, cada tecnologia precisa entregar retorno direto ao agricultor. Segundo ela, os fungicidas são pilares no manejo de doenças, ao lado de práticas culturais e do uso de materiais genéticos.

Atualmente, existem cultivares resistentes à brusone, mas ainda sensíveis a outras doenças. Nesse contexto, o fungicida é fundamental para proteger esses materiais e preservar tanto a produtividade quanto a qualidade industrial do grão. Monica destaca ainda a importância da rotação de mecanismos de ação dentro do programa de aplicação. 

O Kilymos® combina triciclazol, reconhecido pelo controle robusto da brusone, e o Revysol®, triazol exclusivo da BASF, que atua no controle de manchas foliares com amplo espectro. “A alternância de ingredientes ativos é essencial para manter a eficiência do sistema e a sustentabilidade do manejo”, ressalta a pesquisadora.

O Revysol® representa uma importante inovação dentro do grupo dos triazóis, oferecendo alta eficiência no controle de patógenos causadores de manchas no arroz. Com características físico-químicas diferenciadas, a molécula amplia a flexibilidade de uso, contribuindo para um manejo mais previsível. No Kilymos®, sua combinação com outro ingrediente ativo proporciona um posicionamento robusto no controle das principais doenças da cultura.

Entre os seus principais diferenciais, destaca-se a elevada absorção foliar e a capacidade de distribuição e armazenamento nos tecidos da planta, o que proporciona efeito residual prolongado e maior resistência às condições climáticas adversas. Além disso, a tecnologia Power Flex confere à molécula uma flexibilidade estrutural única, permitindo melhor interação com o alvo no fungo, aumentando sua eficácia e contribuindo para o manejo da resistência, ao manter a performance mesmo diante de possíveis mutações dos patógenos.

O amplo espectro de controle do Kilymos® proporciona mais previsibilidade ao produtor porque atua de forma preventiva e curativa dentro do programa de manejo. Essa versatilidade permite ajustar as aplicações conforme as condições climáticas, o estágio da cultura e a pressão de doenças em cada região, trazendo mais assertividade na tomada de decisão. Na prática, os resultados de campo mostram incrementos consistentes de produtividade quando o fungicida é utilizado dentro de programas bem estruturados, refletindo em maior número de sacas por hectare e impacto direto na rentabilidade da lavoura. Além disso, o controle eficiente de doenças contribui significativamente para a qualidade do grão, reduzindo a incidência de manchas e danos fisiológicos, o que eleva o padrão industrial e comercial do arroz. Com isso, os benefícios se estendem por toda a cadeia produtiva, do produtor ao beneficiamento e à comercialização.

Inovação como caminho

A agricultura é cíclica e naturalmente desafiadora, uma verdadeira “indústria a céu aberto”, sujeita a variações climáticas e de mercado. Nesse contexto, a inovação se torna indispensável para passar por todas as fases. Para companhia, é a inovação que sustenta a evolução do setor.

Entre as estratégias para vencer os desafios climáticos e consolidar a longevidade dos cultivos, a companhia aposta também no sistema produtivo integrado, com tecnologias já consolidadas no mercado como Clearfield® e Provisia®, além da rotação de culturas entre arroz e soja - modelo chamado internamente de “mandala”. A combinação de genética, defensivos e boas práticas de manejo busca ampliar a eficiência por hectare e diluir riscos.

Mesmo em um cenário de preços pressionados, a expectativa é de reequilíbrio ao longo das próximas safras, com ajustes na oferta e uma possível recuperação nos preços. Diante desse contexto, o produtor que apostar em inovação, tecnologia e diversificação tende a estar mais bem preparado para retomar margens e atravessar períodos de instabilidade. Em um ambiente cada vez mais exigente do ponto de vista técnico e produtivo, a inovação se consolida como a principal aliada para superar limites de produtividade, aumentar a eficiência e fortalecer a competitividade do arroz brasileiro no mercado.

Atenção: este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Uso agrícola. Venda sob receituário agronômico. Consulte sempre um agrônomo. Informe-se e realize o manejo integrado de pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos dos produtos. Leia atentamente e siga as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize os equipamentos de proteção individual.

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