Paraná projeta safra recorde de tabaco
Colheita deve superar 200 mil toneladas
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O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), informou no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (19) que, com a colheita do tabaco próxima de 90%, o Paraná deve alcançar produção recorde de aproximadamente 210 mil toneladas. A área cultivada soma 86 mil hectares, a maior da série histórica estadual, com crescimento de 4% em relação a 2025. Segundo o boletim, o avanço de área e a produtividade superior à do ciclo anterior permitirão superar pela primeira vez a marca de 200 mil toneladas, acima dos 195 mil toneladas registrados em 2017 e 2025.
De acordo com o Deral, diferentemente de outros produtos agrícolas que registraram queda de preços nos últimos 12 meses, o tabaco deve ter reajuste acima da inflação. O modelo de integração da cadeia produtiva, que possibilita negociação direta entre produtores e indústria, já resultou nos primeiros acordos. A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) relata “um aumento linear de 7% em todas as classificações”. O índice foi definido prioritariamente com base na elevação dos custos de produção e, segundo o boletim, deve assegurar maior rentabilidade diante do volume colhido.
A atividade é conduzida principalmente por pequenos produtores, com famílias estabelecidas nos próprios municípios de cultivo. Conforme o Deral, o novo ciclo de resultados deve direcionar recursos à economia local, fortalecendo o comércio nas regiões produtoras. O boletim destaca seis municípios onde o tabaco apresenta maior Valor Bruto da Produção: Agudos do Sul, Guamiranga, Piên, Quitandinha, Rio Azul e São João do Triunfo. Nessas localidades, com população inferior a 20 mil habitantes, o impacto econômico da safra é apontado como relevante para o desenvolvimento das comunidades.