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Estrangeiros ganham espaço na indústria de suínos

Venezuelanos lideram empregos em frigoríficos de suínos


Foto: Pixabay

O número de trabalhadores estrangeiros com vínculo formal em frigoríficos de abate de suínos no Brasil alcançou 19.521 pessoas em 31 de dezembro de 2024, o equivalente a 15,6% do total de empregos do setor. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), com base na versão consolidada da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo o levantamento, “a maior parte dessa mão de obra é formada por venezuelanos, que representam 70,3% do total de estrangeiros empregados nos frigoríficos de suínos”.

Do total de trabalhadores estrangeiros no segmento industrial, 13.733 são provenientes da Venezuela, 4.732 do Haiti, 423 do Paraguai, 273 da Argentina e 143 de Cuba. Para o Deral, “os frigoríficos seguem como um dos principais destinos dessa força de trabalho, em razão da elevada demanda por mão de obra no setor”.

Santa Catarina concentrou o maior número de estrangeiros empregados formalmente em frigoríficos de suínos, com 11.339 vínculos, o que corresponde a 30,6% dos empregos do setor no estado. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 2.659 vínculos, e o Paraná, com 2.385. O boletim destaca que “a concentração reflete a relevância desses estados na cadeia produtiva da suinocultura brasileira”.

No Paraná, os haitianos formaram o principal grupo de estrangeiros empregados nos frigoríficos de suínos, somando 1.012 vínculos, ou 42,2% do total. Os venezuelanos vieram em seguida, com 878 vínculos, seguidos por paraguaios, cubanos e senegaleses. De acordo com o Deral, “a composição da mão de obra estrangeira varia conforme a dinâmica migratória e o histórico de inserção desses trabalhadores no mercado regional”.

Já na atividade de criação de suínos, a participação de trabalhadores estrangeiros foi menor. Em 2024, o Brasil registrou 589 vínculos formais nesse segmento, o que representa 1,7% do total de empregos. Desse contingente, a maior parte era formada por paraguaios, venezuelanos e argentinos. O boletim aponta que “a produção primária apresenta menor absorção de mão de obra estrangeira quando comparada à indústria de abate”.

O Paraná liderou as contratações de estrangeiros na criação de suínos, com 218 vínculos, correspondentes a 4% do quadro funcional do setor no estado, com predominância de paraguaios. O Rio Grande do Sul ficou na segunda posição, seguido por Santa Catarina. Segundo o Deral, “os números evidenciam a importância regional da suinocultura e a necessidade de trabalhadores para sustentar a atividade”.

Para o Departamento de Economia Rural, os dados refletem “as recentes ondas migratórias associadas a tensões geopolíticas e a capacidade de absorção dessa mão de obra por setores com elevada demanda por trabalhadores”, com destaque para os frigoríficos de suínos.

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