Colheita de feijão começa com perdas no Paraná
Seca afeta lavouras de feijão no Paraná
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O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou em boletim divulgado na quinta-feira (9) que a segunda safra de feijão no Paraná, principal do estado, deve apresentar redução de área e produção em 2026. Segundo o levantamento, a cultura foi semeada ao longo do primeiro trimestre e a colheita deve começar de forma mais efetiva nos próximos dias, com 3% das áreas já em fase de maturação.
De acordo com o órgão, a área plantada foi estimada em 239 mil hectares, o que representa retração de 31% em relação à segunda safra de 2025. “Essa extensão ocupada é 31% inferior à colhida na segunda safra de 2025, o que deve acarretar uma redução de pelo menos 20% na produção”, aponta o boletim.
O relatório também indica piora nas condições das lavouras nas últimas semanas. Atualmente, 72% das áreas são classificadas como em boas condições, ante 76% no levantamento anterior. As áreas em condição mediana passaram de 18% para 20%, enquanto as consideradas ruins subiram de 6% para 8%.
As regiões de Pato Branco, Laranjeiras do Sul e Francisco Beltrão concentram os maiores impactos da seca e respondem por mais da metade da produção estadual. Ainda segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), as chuvas registradas recentemente interromperam o estresse hídrico, mas não devem recuperar o potencial produtivo das lavouras. “As precipitações interromperam momentaneamente o estresse hídrico das plantas, mas a produtividade média de 30 sacas, estimada no relatório de março, dificilmente será alcançada”, registra o documento.
Apesar da redução geral da área cultivada, houve aumento na participação do feijão do grupo carioca. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam crescimento de 3% na área de feijão de cores, enquanto a retração se concentrou nas variedades de feijão-preto.
A dinâmica, segundo o boletim, está relacionada aos preços recebidos pelos produtores. Nos últimos 12 meses, o feijão-preto registrou alta de 7%, enquanto o feijão carioca acumulou valorização de 48%. Mesmo com essa diferença, o feijão-preto permanece predominante, ocupando cerca de dois terços da área total cultivada no estado na segunda safra.