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Clima afeta vinhedos, mas sanidade das uvas é mantida

Safra da uva avança apesar de danos climáticos


Foto: Divulgação

As intempéries registradas em dezembro provocaram a queda de aproximadamente 22 hectares de vinhedos em 18 propriedades rurais na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, com destaque para o município de Bento Gonçalves. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (8).

De acordo com o levantamento, Cotiporã teve queda de 18,5 hectares em 11 propriedades, enquanto em Antônio Prado foram registrados danos em cerca de 3,8 hectares distribuídos em quatro propriedades. Em Nova Roma do Sul, a área afetada foi estimada em 3,5 hectares em três propriedades. Já em Veranópolis, a queda ocorreu em torno de 1,4 hectares em duas propriedades, mas os vinhedos foram reerguidos com apoio de vizinhos, voluntários e do Exército. O informativo também aponta ocorrências em outros municípios da região, como Pinto Bandeira e Nova Pádua.

Em função das intempéries climáticas, algumas vinícolas iniciaram temporariamente a vinificação de uvas provenientes de parreirais que sofreram queda, com o objetivo de facilitar o processo de reestruturação das áreas. Segundo o documento, “foram poucos dias de vinificação, e essas vinícolas permanecem, no momento, fechadas, aguardando a maturação plena das uvas”.

O Informativo Conjuntural destaca que “as videiras apresentam boa sanidade, sem maiores problemas de ataques de pragas ou doenças que possam comprometer a quantidade e a qualidade do produto”. Durante as festas de Natal e Final de Ano, os preços pagos ao produtor em Bento Gonçalves se mantiveram estáveis, com as variedades Niágara Branca e Niágara Rosada sendo comercializadas entre R$ 3,00 e R$ 3,50 por quilo na propriedade.

Na região de Frederico Westphalen, a cultivar Bordô está em fase de maturação e colheita, com teor de 15° Brix e evolução uniforme, sendo vendida entre R$ 2,30 e R$ 2,50 por quilo. As cultivares Niágara Rosada, comercializada entre R$ 4,50 e R$ 5,00 por quilo, e Niágara Branca também avançam na maturação e colheita. Conforme o informativo, “a comercialização das uvas em colheita da Safra 2025/2026 avançou significativamente, e há boas expectativas para as variedades que ainda estão em maturação”. As cultivares Seyve Villard e Carmem seguem em desenvolvimento, com início da comercialização previsto para o período de colheita.

Em Soledade, as uvas americanas, como Niágara, Bordô e Concord, estão em fase de pré-maturação e início da maturação. Apesar do período de chuvas e calor favorável ao míldio, os vinhedos mantêm boa sanidade. O documento recomenda manejo preventivo complementar para a podridão-da-uva-madura e aponta que o potencial produtivo permanece elevado.

Na região de Santa Rosa, a colheita da uva já teve início, com produção considerada adequada. As chuvas causaram maturação desuniforme e incidência de podridões. A maior parte da produção é destinada ao autoconsumo, com preços entre R$ 6,00 e R$ 10,00 por quilo entre os poucos produtores que comercializam. O informativo relata “forte presença de abelhas e vespas, que danificam as bagas e depreciam a produção”, além de registrar que os tratamentos fitossanitários estão suspensos, com exceção das áreas de videiras mais tardias, respeitando o período de carência. Alguns produtores adotaram o uso de telas para proteção contra insetos e pássaros.

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