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Pastagens evoluem com chuvas e calor no RS

Pastagens respondem bem à adubação no RS


Foto: Divulgação

As pastagens apresentaram evolução favorável em grande parte do Rio Grande do Sul nas últimas semanas, impulsionadas por chuvas regulares, umidade adequada do solo e temperaturas elevadas. Segundo a Emater/RS-Ascar, esse conjunto de fatores “favoreceu o desenvolvimento das pastagens gens”, com boa resposta das plantas às adubações de cobertura, especialmente as nitrogenadas, resultando em rebrota e aumento da produção de massa verde. Áreas de campo nativo e de pastagens agensimplantadas seguem em desenvolvimento vegetativo, com melhoria na oferta e na qualidade da forragem.

Na região administrativa de Bagé, as pastagens de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão registraram crescimento consistente, beneficiadas pela umidade e pela radiação solar. A Emater/RS-Ascar informa que áreas implantadas de forma escalonada já estão disponíveis para pastejo, enquanto as mais recentes estão sendo preparadas para a entrada dos animais a partir da segunda quinzena de janeiro. Em Hulha Negra e Aceguá, a oferta de trevo e cornichão é considerada suficiente tanto para pastejo direto quanto para fenação ou colheita de sementes. Em Candiota, produtores relatam problemas associados a derivados de herbicidas utilizados em culturas de soja.

Na região de Caxias do Sul, a redução da umidade do solo contribuiu para o manejo das pastagens e para a execução de trabalhos nas mangueiras. De acordo com a Emater/RS-Ascar, áreas com elevada presença de trevo-branco receberam manejo preventivo “para evitar casos de timpanismo em bovinos”, tendo, em algumas propriedades, uso associado de monensina.

Em Erechim, as chuvas consecutivas limitaram o desempenho das espécies forrageiras, com redução do crescimento em função da menor fotossíntese. Ainda assim, as pastagens anuais de verão mantiveram oferta de forragem considerada suficiente para o pastel.

Nas regiões de Ijuí, Frederico Westphalen, Pelotas e Santa Maria, as forrageiras anuais e as perenes de verão apresentam elevada produção de massa verde, boa qualidade e rápida rebrota após o pastel. Segundo a Emater/RS-Ascar, esses fatores garantem “volume suficiente para o pastel”, associado ao manejo adequado das pastagens e dos piquetes.

Na região de Soledade, foram observadas altas taxas de crescimento das pastagens anuais e perenes de verão. No campo nativo, ocorre o desenvolvimento de leguminosas nativas, com destaque para o pega-pega, identificado pela Emater/RS-Ascar como espécie de “bom valor proteico” e atualmente em período de disseminação de sementes.

Em Santa Rosa, tanto no campo nativo quanto nas gramíneas perenes, houve incremento rápido da área foliar, elevando a disponibilidade de forragem e gerando sobra de pasto em propriedades. Após chuvas intensas registradas em 29 de dezembro, piquetes pastejados com excesso de umidade, compactação do solo, redução de plantas e menor rebrota. Com o retorno do tempo firme e da insolação, foram intensificados os trabalhos de roçada, fenação e produção de pré-secado, embora a Emater/RS-Ascar aponte que, em diversas áreas, o atraso dessas práticas encontradas em maior proporção de talos em relação às folhas.

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