O segredo por trás de uma safra recorde de soja
Antecipar decisões e integrar manejos biológicos e químicos foi determinante
Antecipar decisões e integrar manejos biológicos e químicos foi determinante - Foto: Pixabay
O florescimento e o enchimento de grãos são fases decisivas para o desenvolvimento da soja, pois concentram a formação das estruturas reprodutivas e a redistribuição de nutrientes que influenciam diretamente a produtividade da lavoura.
Atento a esse cenário, o produtor Paulo Storti adotou o uso de bioestimulantes nessas etapas na Fazenda Santana, em Itapeva (SP). A estratégia resultou em maior retenção de vagens e incremento no peso dos grãos, contribuindo para o primeiro lugar na categoria sequeiro do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja 24/25, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, com rendimento de 126,71 sacas por hectare.
O produtor avalia que antecipar decisões e integrar manejos biológicos e químicos foi determinante para o resultado. Segundo ele, o desafio funciona como um parâmetro técnico que exige alto nível de precisão ao longo do ciclo, especialmente diante de condições climáticas adversas.
Na safra, a lavoura enfrentou veranico no início da formação de vagens e excesso de chuvas na maturação. Para lidar com a variabilidade, foram utilizadas cultivares de alto potencial e estabilidade, além do escalonamento do plantio e monitoramento em tempo real para ajustes de manejo.
O controle fitossanitário também foi prioridade, com foco em ferrugem asiática, mancha-alvo e percevejo-marrom. O manejo incluiu aplicações preventivas, alternância de mecanismos de ação e acompanhamento constante da lavoura.
“Muitas ações são executadas por costume, não por evidência. É essencial investir em capacitação das equipes, planejamento estratégico e conhecer profundamente cada talhão da fazenda. O potencial está lá, mas só quem domina o sistema consegue extrair o máximo dele”, finaliza o produtor Paulo Storti, que foi o campeão nacional da categoria Irrigado.