Qualidade de vida para permanecer no campo
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Agronegócio

Qualidade de vida para permanecer no campo

O Mais Alimentos financia máquinas, veículos e implementos agrícolas aos produtores familiares
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Na família Bittencourt, o amor pela terra é passado por gerações. Seu Olmiro, mais conhecido como Chico, 52 anos, aprendeu a trabalhar no campo com o pai. Na época, eles plantavam grãos no interior do Rio Grande do Sul. Mas depois que se casou e se mudou para Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, ele passou a investir na produção de hortigranjeiros como alface, rúcula, tempero verde (salsinha e cebolinha), couve, beterraba e cenoura.

Parte do que é produzido, na lavoura de 4,5 hectares, é comercializado na Ceasa de Porto Alegre todos os dias. Para facilitar a entrega dos produtos na cidade, a mercados, restaurantes e lancherias, em 2010 ele financiou um pequeno veículo de carga pela linha de crédito Mais Alimentos, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

“O veículo era para continuar a nossa logística. Em muitos lugares, dentro de Porto Alegre, fica difícil fazer as entregas com o caminhão”, contou o agricultor. Mas o apoio do programa não parou por aí. Dois fortes temporais que passaram pela região quase inviabilizou a produção da família.

“Foram dois temporais em um ano só. No primeiro, as estufas que eu tinha feito para melhorar a produção ficaram danificadas. Para poder recuperá-las eu peguei crédito do Mais Alimentos. Tempo depois, outro temporal veio e eu perdi tudo de novo. Se não fosse esse programa, eu já tinha parado há muito tempo”, lembra Olmiro.

Para quem produz hortigranjeiros, as estufas são fundamentais. “Se vem chuva pesada ela machuca as folhas das plantas, destruindo a produção. Com as estufas, a qualidade do alimento fica melhor, porque ela não sofre com as intempéries climáticas. Fora da estufa a planta se judia”, explicou o extensionista da Empresa de Assistência Técnica do Rio Grande do Sul (Emater/RS), Roberto Schenckel, que acompanha a família de agricultores.

Exemplo do pai

Os três filhos do seu Olmiro trabalham com ele. Um deles, o jovem Sandro Bittencourt, 25 anos, decidiu fazer do campo o seu próprio negócio e, em março deste ano, fez um financiamento do Mais Alimentos para a construção das primeiras estufas no seu pedaço de lavoura. “O Pronaf é o único jeito de poder construir e investir. Em 2008 eu me formei no curso técnico agrícola. Nesse período eu fiquei trabalhando com o pai. E agora eu estou trabalhando por conta. É bom fazer o que fazer o que a gente gosta, né?”, declarou Sandro.

Ele conta que mesmo com a experiência que teve ao lado do pai, começar foi difícil. “Eu fiz o financiamento para dez estufas do modelo do meu pai. Mas quando saiu o recurso, eu pensei em fazer diferente, melhor. Às vezes as coisas não são tão fáceis. Eu tirei o financiamento, o dinheiro foi suficiente, mas não é só chegar e fazer. Eu comecei a fazer as estufas por conta própria e deu trabalho”, lembrou.

Ao olhar as quatro estufas que já estão em pé Sandro se emociona. “Esses dias, estava no fim de tarde e eu nem sei o que estava fazendo e bah, me sentei embaixo delas e fiquei uns 20 minutos pensando”, afirmou. O jovem agricultor é casado e tem uma filha de três anos.

Mais Alimentos

Criado em 2008, o Mais Alimentos financia máquinas, veículos e implementos agrícolas aos produtores familiares, com juros que variam entre 2,5% A 5,5% ao ano. De julho de 2013 até o momento, os agricultores familiares gaúchos já contrataram mais de R$ 5,5 bilhões no Pronaf Mais Alimentos.

Atualmente, a cartela de produtos oferecidos pelo programa inclui mais de 10 mil itens. Entre as opções estão motocultivadores, tratores, colheitadeiras, equipamentos para irrigação, equipamentos para produção de energia solar e eólica, além de equipamentos para criação de aves e suínos.

Expointer

Os agricultores que visitarem o Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer poderão tirar as dúvidas sobre o Mais Alimentos. O estande do programa está na lateral do pavilhão, próximo ao espaço institucional.

 


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