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Safra de feijão avança no Rio Grande do Sul

Chuvas ajudam potencial da 2ª safra


Foto: Pixabay

A colheita do feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul registra avanço, conforme o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o levantamento, ainda restam áreas mais extensivas no Nordeste do estado, onde está concentrada parte significativa das lavouras em plantio tardio.

De acordo com o relatório, “a cultura apresenta avanço significativo da colheita, restando lavouras mais extensivas no Nordeste do Estado, onde se cultiva 43% da área estadual em plantio tardio, em período próximo da segunda safra nas demais regiões produtoras”. A Emater/RS-Ascar projeta área de 23.029 hectares para o feijão da primeira safra, com produtividade média estimada em 1.781 quilos por hectare.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, 42% das lavouras já foram colhidas, enquanto 50% estão em maturação. A produtividade registrada se aproxima de 2.000 quilos por hectare, abaixo da expectativa inicial. Segundo o informativo, a redução está associada ao período prolongado de restrição hídrica e às altas temperaturas, que afetaram o desenvolvimento das plantas, resultando em abortamento de flores, menor porte e redução do número de vagens por planta.

No caso do feijão da segunda safra, a maior parte das lavouras está em fases de desenvolvimento vegetativo e reprodutivo. Até o momento, 4% da área foi colhida e 11% está em maturação. O avanço do ciclo ocorre de forma relativamente homogênea, com maior presença das lavouras nas fases de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, refletindo o calendário mais tardio dessa safra.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “as precipitações no período contribuíram para a manutenção do potencial produtivo nas áreas em fases fenológicas críticas, ainda que a irregularidade na distribuição tenha limitado o crescimento em parte das lavouras”. Para a segunda safra, a projeção é de área cultivada de 7.774 hectares e produtividade média de 1.504 quilos por hectare.

O relatório aponta ainda que o quadro fitossanitário permanece estável, com baixa incidência de pragas e doenças na maior parte das áreas monitoradas.

Na regional de Erechim, predominam as fases de desenvolvimento vegetativo e floração, além de áreas em enchimento de grãos. Uma parcela inferior a 1% das lavouras já foi colhida, e a produtividade estimada é de 1.681 quilos por hectare. Na regional de Ijuí, as lavouras estão distribuídas entre desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, com a colheita ainda em estágio inicial.

Na região de Santa Maria, os cultivos apresentam resposta positiva às chuvas registradas no período, com confirmação dos rendimentos iniciais nas áreas já colhidas. Em Soledade, as precipitações favoreceram a recuperação parcial do desenvolvimento das lavouras, embora a restrição hídrica anterior tenha reduzido o ritmo de crescimento das plantas. Segundo o informativo, “há registro de ocorrência de ácaros e tripes, cuja incidência tem sido favorecida pelas condições de tempo seco”.

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