Safra da uva tem início na Serra Gaúcha
Colheita de uva avança nas regiões produtoras
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O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29) registra o início da safra da uva na região administrativa de Caxias do Sul, com a colheita das variedades precoces. Segundo o levantamento, “a safra da uva teve início na maioria das vinícolas”, com resultados considerados adequados em quantidade e qualidade e teores de açúcares dentro dos padrões, apesar da ocorrência de chuvas no período. As cultivares de ciclo tardio encontram-se em maturação e seguem recebendo tratamentos fitossanitários, principalmente para a prevenção da podridão-da-uva-madura e do míldio.
No mercado, a Emater/RS-Ascar informa que, na Ceasa/Serra, a uva Niágara destinada ao consumo in natura é comercializada ao preço médio de R$ 5,17 por quilo, enquanto, na venda direta na propriedade, os produtores recebem entre R$ 3,00 e R$ 4,00 por quilo. As cultivares Itália, Rubi, Benitaka, BRS Clara e BRS Vitória são destinadas ao mercado de mesa, com preços entre R$ 7,00 e R$ 10,00 por quilo.
Na região de Erechim, a cultura encontra-se em fase inicial de colheita, com produtividade elevada e padrão visual adequado, condição atribuída às condições climáticas e ao manejo fitossanitário e nutricional. Em Frederico Westphalen, as videiras estão em diferentes estádios fenológicos em função da diversidade de cultivares. O informativo aponta que a cultivar Bordô está em comercialização, com teores de sólidos solúveis entre 15 e 16 °Brix, enquanto Niágara Rosada e Niágara Branca estão na fase final de venda. Seyve Villard e Carmem avançam para maturação e início de colheita, e a produção da cultivar BRS Magna já foi totalmente colhida.
De modo geral, a Emater/RS-Ascar avalia que a safra 2025/2026 apresenta produtividade adequada e condições regulares de desenvolvimento. Em Alpestre, o desempenho produtivo e comercial é apontado como o melhor desde 2022/2023. Já em Ametista do Sul e Planalto, apesar de níveis produtivos compatíveis, a safra é marcada por dificuldades de comercialização, redução nos preços pagos ao produtor e impactos climáticos associados ao excesso de chuvas em períodos do ciclo. O informativo registra variação na qualidade entre os municípios, com registros entre boa e regular.