Agricultores de Horizontina participam de dia de campo sobre produção orgânica

Produção orgânica

Agricultores de Horizontina participam de dia de campo sobre produção orgânica

Na propriedade com mão de obra familiar, as principais atividades geradoras de renda são a produção de uva orgânica, gado de corte e soja
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A produção orgânica de alimentos foi o tema central de dia de campo realizado na propriedade da família de Luciano e Ilda Hickmann, na localidade de Lajeado Guilherme, em Horizontina, na última sexta-feira (20/07). Na oportunidade foram apresentados resultados do trabalho executado pela Emater/RS-Ascar na propriedade, através do Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar. 

Na propriedade com mão de obra familiar, as principais atividades geradoras de renda são a produção de uva orgânica, gado de corte e soja. Além disso, a família produz para subsistência e comercializa alimentos como queijo, abacate, ovo, vinho, suco de uva, feijão, banana, laranja, bergamota, alho, pimentão, entre outros. Com a certificação orgânica dos produtos, ampliou-se a comercialização e a agregação de valor aos produtos. Além da venda direta ao consumidor, os produtos são comercializados na Cooperativa de Agricultores Cooperagro Familiar e na feira de produtos orgânicos na praça da cidade, aos sábados. 

O técnico da Emater/RS-Ascar, Sadi Neri Schmidt, destacou que a família tomou diversas medidas para efetivar o êxito na produção de base ecológica como a implantação de quebra-vento para formar barreira de proteção, análise do solo para tomar a melhor decisão sobre a forma de manejá-lo, cuidado na escolha das mudas, além de investir em mais conforto e ergonomia para melhorar as condições de trabalho. 

O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Neimar Freddi, que auxilia nas atividades de melhorias da gestão destacou alguns aspectos que apontam para a profissionalização da família como a participação em capacitações promovidas pela Instituição sobre produção orgânica, homeopatia, manejo de frutíferas, preparo de caldas e biofertilizantes, entre outras temáticas. A família também passou a integrar o grupo de certificação solidária Organovida para a vistoria e renovação da certificação de conformidade orgânica dos alimentos. 

Com assessoramento da Emater/RS-Ascar também acessou financiamento do Pronaf para aquisição de tela protetora de granizo e de pássaros para o parreiral. A Emater/RS-Ascar orientou em relação à diminuição da penosidade do trabalho com o investimento em um pulverizador adaptado. Também prestou assessoramento na aquisição de mudas, insumos e sementes, informações na utilização de insumos orgânicos, análise e correção do solo, projeto para construção de açude, manejo de solo de água com adequação para preservação da estrada, assistência técnica na implantação de barreiras naturais. 

Ao exibir a couve-flor exposta na mesa central do dia de campo, que chamava atenção pelo tamanho e sanidade, Ilda destacou os resultados do composto bokashi usado para a fertilização do solo. Em frente à mesa farta de diversos alimentos produzidos de forma orgânica na propriedade, Luciano explicou sobre os insumos naturais utilizados para chegar à produção, entre eles, o uso de calda sulfocálcica, biofertilizante foliar super magro, fungicidas naturais e repelentes de insetos. Também apresentou informações sobre o passo a passo para a enxertia de mudas de parreira. 

O assistente técnico regional em produção vegetal da Emater/RS-Ascar, Gilmar Francisco Vione, complementou com orientações sobre o uso e manejo de biofertilizantes e fungicidas naturais. Em sua fala, a supervisora da Emater/RS-Ascar, Ancila Altmann, explanou sobre o que significa produzir o próprio alimento, com a apresentação dos dados da produção de autoconsumo na propriedade dos Hickmann. Em 2017, por exemplo, a família de quatro pessoas teve gasto anual com alimentação de R$ 23. 934. Deste total, a família produziu alimentos para seu próprio consumo que representam R$ 22.100 (correspondente a 23,16 salários mínimos) e teve que comprar fora da propriedade apenas R$ 1.834,00 em alimentos, o que representa um grau de autossuficiência alimentar de 92%. Diante dos dados, o produtor Luciano observou que ?o dinheiro que a gente economiza com a produção do próprio alimento é reinvestido na propriedade e aproveitado para ampliar a produção e facilitar o trabalho?.  


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