Produção de citros enfrenta entressafra e controle de pragas
Larva-minadora exige atenção em pomares de citros no RS
Foto: Seane Lennon
Os pomares de citros no Rio Grande do Sul atravessam um período marcado por entressafra, avanços no manejo e atenção redobrada ao controle fitossanitário. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (8), na região administrativa de Lajeado, os cultivos de laranja e bergamota estão fora do pico produtivo, enquanto as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento dos frutos de bergamota. A Emater/RS-Ascar informa que “o raleio dessa cultura está previsto para iniciar na segunda quinzena de janeiro”, etapa em que parte da carga será retirada com foco na produção de óleo essencial.
Em Pareci Novo, produtores já iniciaram o raleio em bergamoteiras precoces. Segundo o Informativo, a combinação entre chuvas regulares e temperaturas elevadas estimulou o crescimento vegetativo, com alongamento dos ramos, renovação da copa e emissão de folhas jovens. No entanto, a Emater/RS-Ascar alerta que essas brotações apresentam maior suscetibilidade a estresses bióticos, como insetos e fungos.
Nas brotações novas, foi registrada forte presença da larva-minadora-dos-citros (Phyllocnistis citrella). Conforme o boletim, o inseto atua diretamente sobre folhas em expansão, reduzindo a área fotossintética e comprometendo o desenvolvimento vegetativo. A Emater/RS-Ascar destaca que “as galerias formadas pela larva constituem uma das principais portas de entrada para o cancro-cítrico”, o que eleva o risco de infecção em condições de calor e umidade. Diante desse cenário, o órgão recomenda monitoramento constante das brotações e a adoção de estratégias de manejo e controle.
As operações de manejo dos pomares, como roçadas, encontram-se em fase final na maior parte das propriedades. Em função das temperaturas elevadas e das condições ambientais favoráveis à ocorrência de pragas e doenças, a Emater/RS-Ascar aponta intensificação dos tratamentos fitossanitários preventivos, com destaque para o controle da mosca-branca e o monitoramento contínuo de doenças fúngicas, especialmente a pinta-preta.
Em São José do Hortêncio, a colheita da laranja Valência está em fase final, com encerramento previsto para meados de fevereiro. Na área de 180 hectares destinada ao consumo in natura, cerca de 90% dos pomares já foram colhidos, com preço médio de R$ 50,00 por caixa de 25 quilos. Já na área de 30 hectares voltada à indústria, aproximadamente 90% da colheita foi concluída, com preço médio de R$ 10,00 por caixa de 25 quilos. A colheita da laranja Monte Parnaso foi finalizada nos 40 hectares cultivados no município, com preço médio de R$ 80,00 por caixa de 25 quilos.
A lima ácida Tahiti apresenta estabilidade nos preços nos municípios analisados. Em Bom Princípio, importante polo regional com 120 hectares cultivados, o valor recebido pelos produtores é de R$ 50,00 por caixa de 25 quilos. O Informativo aponta baixa carga produtiva nos pomares, especialmente em áreas de várzea, onde enchentes provocaram atraso no ciclo. Em São José do Hortêncio, em uma área de 25 hectares, cerca de 95% da produção já foi colhida, com preços variando entre R$ 70,00 e R$ 80,00 por caixa de 25 quilos.