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Safra de soja enfrenta efeitos da irregularidade das chuvas

Área de soja supera 6,7 milhões de hectares


Foto: Canva

A cultura da soja no Rio Grande do Sul encontra-se majoritariamente em estádios reprodutivos, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (5). O levantamento indica predomínio das fases de floração, com 18% das lavouras, e enchimento de grãos, que corresponde a 67% da área cultivada, etapas consideradas decisivas para a definição do rendimento.

De acordo com o informativo, “a área em maturação totaliza 11%, e a colhida está restrita a lavouras pontuais, ainda sem expressão estatística”. O relatório aponta que as chuvas registradas no período tiveram distribuição irregular e volumes heterogêneos, o que resultou em recuperação parcial das áreas que enfrentavam restrição hídrica mais intensa, especialmente em regiões com maior área cultivada.

Mesmo com as precipitações, o documento destaca que a reposição de umidade foi insuficiente em parte das lavouras. Segundo o levantamento, “a reposição da umidade foi insuficiente em parcelas expressivas, especialmente em solos de menor profundidade (neossolos), onde persistem problemas no enchimento de grãos e redução do peso específico”.

Nas áreas semeadas em novembro, as lavouras se aproximam do final do ciclo e apresentam menor capacidade de resposta às chuvas recentes. Já as áreas implantadas em dezembro e janeiro apresentam comportamento variável, influenciado pela distribuição das precipitações ao longo do ciclo e pelo tipo de cultivar utilizada.

Em relação à sanidade das lavouras, o informativo aponta situação satisfatória. O relatório destaca que “as aplicações de fungicidas para controle da ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi) foram intensificadas em consonância com as condições de aumento de umidade noturna”. O documento também registra que a redução recente das chuvas favoreceu a incidência de ácaros e tripes, além de incremento populacional de percevejos em algumas áreas em formação de grãos.

As estimativas parciais de produtividade indicam variação entre regiões do estado, refletindo a irregularidade das chuvas e as diferenças edafoclimáticas. Conforme o informativo, em áreas com melhor distribuição de precipitações e manejo adequado, as expectativas permanecem próximas ao potencial produtivo inicial. Em contrapartida, em localidades afetadas por insuficiência hídrica prolongada ou por temperaturas elevadas durante a floração, já foram registradas perdas e redução do potencial produtivo.

Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar estima área cultivada de 6.742.236 hectares no Rio Grande do Sul. Uma nova projeção de área e produtividade será apresentada em 10 de março, durante a Expodireto Cotrijal 2026, realizada em Não-Me-Toque.

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