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Soja apresenta bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul

Chuvas favorecem avanço da soja no Rio Grande do Sul


Foto: USDA

A semeadura da soja avançou de forma consistente no Rio Grande do Sul e está próxima da conclusão na maior parte do Estado, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (25). O avanço foi favorecido pela reposição da umidade do solo ao longo de dezembro, com a área semeada alcançando 92%. Restam principalmente plantios realizados em sucessão a outras culturas, após a colheita.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, apesar de períodos pontuais de restrição hídrica registrados na segunda quinzena de novembro, especialmente em áreas semeadas mais cedo, as chuvas subsequentes permitiram a retomada do crescimento vegetativo. O órgão informa que houve “bom estabelecimento inicial das lavouras e formação adequada dos estandes”. Replantios foram registrados de forma localizada e pouco expressiva, decorrentes principalmente de falhas de emergência associadas ao déficit hídrico ou à compactação superficial do solo.

O desenvolvimento vegetativo das lavouras varia de satisfatório a muito bom. Conforme o levantamento, ocorre emissão ativa de trifólios, rápida expansão foliar e início do fechamento das entrelinhas nas áreas implantadas entre o final de outubro e o início de novembro. A Emater/RS-Ascar destaca que “as condições ambientais, com adequada umidade do solo, temperaturas compatíveis com a época e elevada luminosidade, têm favorecido o crescimento da cultura”.

Em áreas de várzea, o desempenho da soja é considerado positivo, comportamento historicamente associado à maior estabilidade produtiva em anos com influência do fenômeno La Niña. De modo geral, o potencial produtivo das lavouras está mantido, condicionado à regularidade das chuvas nas próximas fases fenológicas.

Os tratos culturais foram intensificados, com destaque para o controle de plantas daninhas em pós-emergência e o início das aplicações preventivas de fungicidas, especialmente contra a ferrugem-asiática. Segundo a Emater/RS-Ascar, o monitoramento de esporos indica, até o momento, baixo risco de infecção. A incidência de doenças permanece baixa, e as ocorrências de pragas são pontuais, com registros localizados de insetos sugadores e ácaros, manejados conforme a necessidade.

Para a safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 6.742.236 hectares e produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare.

No mercado, o valor médio da saca de 60 quilos apresentou elevação semanal. De acordo com o levantamento de preços da Emater/RS-Ascar, o preço aumentou 0,74% em relação à semana anterior, passando de R$ 126,38 para R$ 127,31.

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