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Bioinsumos e tecnologia para irrigação são temas dos painéis da tarde na programação da Embrapa

Embrapa apresenta inovações em bioinsumos e irrigação para soja e milho no RS


Foto: Divulgação

O terceiro painel da Embrapa na 36ª Abertura da Colheita do Arroz tratou de um tema do futuro: o uso de bioinsumos. Foi apresentado o manejo de insetos em soja como controle biológico e a apresentação de inoculantes de empresas parceiras da pesquisa agropecuária, como a Biotrop e a Biosphera. 

O pesquisador da Embrapa Soja, Adeney de Freitas Bueno fez a palestra "Manejo de Insetos em soja em áreas de terras baixas: potencial do controle biológico". Ele apresentou os resultados do Manejo Integrado de Pragas (MIP) empregado em fazendas de soja brasileiras, indicando que os produtores que adotaram a tecnologia reduziram o uso de inseticidas em aproximadamente 50% em relação aos que não adotaram, com produtividades comparáveis ou ligeiramente superiores às dos não adotantes. É uma alternativa de menor uso de inseticidas químicos nas lavouras, assim como, menor presença de químicos nos alimentos para consumo, o que favorece o uso de bioinsumos na cultura da soja e diminuição da dependência de insumos. 

Necessidade de Irrigação em Soja e Milho em Terras Baixas

O painel da tarde foi encerrado com a fala do pesquisador José Maria Barbat Parfitt que mostrou os resultados climáticos dos municípios que representam diferentes regiões do Estado, os quais possuem estações meteorológicas com coleta de dados a longo prazo, que baseados na ocorrência de chuvas em anos de La Nina, La Nino e  Neutro, qual a necessidade de irrigação nas lavouras de soja e milho.  Apresentamos simulações de semeadura em época do cedo, época mediana, e mais tarde (final de dezembro para soja e avançando em janeiro para a cultura do milho), disse. O trabalho indica que na Metade Sul sempre houve a necessidade de realização da irrigação, independente da ocorrência de fenômenos climáticos, pois mesmo em situação de maior volume de chuvas há evaporação em função da temperatura mais quente. O pesquisador ao longo da palestra apresentou detalhamentos técnicos, e por fim, distribuiu 25 exemplares da publicação Manejo da Água em Terras Baixas.

Livro é guia para uso de tecnologias para excesso ou deficiência hídrica

O livro Gestão da Água para Sistemas Produtivos em Terras Baixas - Experiências no Rio Grande do Sul , de autoria de José Maria Barbat Parfitt e Marcos Valle Bueno, é um guia para o uso de ferramentas tecnológicas que colaborem na gestão de excesso ou deficiência hídrica nos sistemas produtivos. As terras baixas possuem um grande potencial agrícola, com disponibilidade de água, bem como condições topográficas e de solo propícias. A publicação indica as tecnologias de suavização do solo, uso de sulco camalhão e politubos para irrigação.Os resultados obtidos influenciaram outras regiões e países com terras baixas semelhantes, como Uruguai, Argentina e Paraguai. A publicação ainda aborda temas como clima, tipos de solo, estruturação das lavouras, hidrologia, hidráulica, barragens de terras, drenagem, sistematização, irrigação e resultados das culturas de soja e milho no sistema sulco-camalhão, todos relacionados ao sistema produtivo das terras baixas. É destinado a profissionais, produtores e estudantes que atuam ou pretendem atuar nesse sistema de produção. O objetivo é contribuir para a intensificação e diversificação do sistema produtivo das terras baixas do Rio Grande do Sul e regiões adjacentes, visando melhor estabilidade no sistema produtivo.

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