Produtores redirecionam milho para silagem
Falta de chuva altera destino do milho no Rio Grande do Sul
Foto: Agrolink
O avanço da colheita de milho para silagem no Rio Grande do Sul alcançou 51% das áreas, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento indica que 11% das lavouras estão em maturação, 17% em enchimento de grãos, 10% em floração e 11% em desenvolvimento vegetativo.
De acordo com o boletim, a baixa umidade do solo e a intensa evapotranspiração têm provocado estresse hídrico em parte das lavouras, com prejuízos ao potencial produtivo, enquanto produtores aguardam a ocorrência de chuvas para viabilizar a implantação de novas áreas. O informativo registra ainda que áreas inicialmente destinadas à produção de grãos estão sendo redirecionadas para silagem, diante da dificuldade de as plantas completarem o ciclo produtivo em função da restrição hídrica.
A Emater/RS-Ascar estima que a área destinada ao milho para silagem chegue a 366.067 hectares, com produtividade inicialmente projetada em 38.338 kg por hectare, com nova projeção prevista para o início de março. Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita prosseguiu e o material colhido apresentou bom rendimento e qualidade, conforme o informativo.
Na regional de Erechim, 80% da área plantada já foi colhida, com produtividade em torno de 50 toneladas por hectare, e as áreas colhidas têm sido destinadas ao plantio de safrinha de soja ou milho, além de uso para pastagens de bovinos. Em Ijuí, a colheita para silagem está praticamente concluída, restando pequenas áreas, e produtores aguardam chuvas para o plantio da segunda safra em parte dessas áreas.
Na região de Passo Fundo, mais de 80% das áreas foram colhidas, com produtividade considerada adequada e qualidade da silagem classificada como excelente no informativo. Em Pelotas, precipitações pontuais contribuíram para o desenvolvimento das lavouras, e, em Chuí, as chuvas do fim de semana beneficiaram as áreas cultivadas.
Na regional de Santa Maria, 52% das lavouras foram colhidas, enquanto 16% estão em maturação, 10% em enchimento de grãos, 9% em floração e 13% em desenvolvimento vegetativo. Em Santa Rosa, as lavouras apresentam estresse hídrico, com mais de 77% das áreas já colhidas. Em Soledade, a falta de umidade tem afetado parte das lavouras, sobretudo em solos compactados, e volumes baixos de chuva registrados em 7 de fevereiro ajudaram a amenizar temporariamente o estresse hídrico, mantendo potencial produtivo elevado nas áreas em estado vegetativo.