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Clima recente traz desafios ao arroz gaúcho

Área de arroz passa de 920 mil hectares no RS


Foto: Divulgação

O cultivo de arroz segue em desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com parte das lavouras ainda em fase vegetativa e outras já avançando para o estágio reprodutivo, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (8) pela Emater/RS-Ascar. Conforme o órgão, em áreas onde o florescimento se inicia, “são realizadas aplicações de adubação para atender à demanda nutricional”.

As precipitações recentes contribuíram para o desempenho das lavouras, mas também provocaram prejuízos localizados. De acordo com a Emater/RS-Ascar, em algumas regiões “foi necessária a reconstrução de estruturas”, especialmente na Região Central. A queda das temperaturas no fim do período aumentou a apreensão entre os produtores, principalmente nas áreas em fase reprodutiva.

A área destinada ao cultivo de arroz está estimada em 920.081 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), enquanto a produtividade inicial projetada é de 8.752 quilos por hectare, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, foram feitos reparos em áreas afetadas pelas chuvas intensas registradas na semana do Natal. As lavouras mais tardias, que ainda não tinham irrigação estabelecida, foram beneficiadas pelas chuvas da segunda quinzena de dezembro, que promoveram a saturação do solo e o estabelecimento definitivo da irrigação. A Emater/RS-Ascar informa que esse cenário também favoreceu “melhor desenvolvimento inicial e perfilhamento”. Já os cultivos implantados no fim de setembro e início de outubro alcançam a fase de emissão de panículas, enquanto áreas semeadas em novembro chegam à diferenciação do primórdio floral, etapa considerada adequada para a segunda aplicação de ureia.

Na região de Pelotas, os produtores realizam manejos de irrigação, adubação, controle de plantas daninhas e tratamentos fitossanitários. O boletim aponta que “o preço baixo pago ao produto preocupa os produtores”, com impacto negativo sobre a cadeia produtiva e reflexos na sustentabilidade da atividade.

Em Santa Maria, as chuvas intensas do fim de dezembro causaram danos estruturais relevantes, comprometendo quadros, taipas e sistemas de condução de água. Segundo a Emater/RS-Ascar, em alguns casos houve necessidade de reconstrução das estruturas e até de replantio pontual, como observado na Quarta Colônia. A maior parte das lavouras permanece em fase vegetativa, embora algumas já avancem para floração e início do enchimento de grãos. O preço apresentou leve valorização, mas segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando a média era de R$ 94,51 por saca de 50 quilos na região.

Na região de Santa Rosa, a cultura evoluiu de forma positiva com o aumento da radiação solar e da temperatura na semana do Natal. Ainda assim, produtores relatam que, “em razão do preço do grão estar bastante aquém do esperado”, não pretendem aplicar fungicidas e devem reduzir o uso de inseticidas, exceto em situações de maior necessidade. As chuvas não causaram danos expressivos, já que a boa estrutura das plantas reduziu os efeitos de enxurradas e alagamentos.

Em Soledade, as lavouras apresentam crescimento adequado na fase inicial de desenvolvimento, com continuidade do manejo da água. As chuvas volumosas provocaram alagamentos e danos pontuais em áreas com dificuldade de drenagem. Conforme a Emater/RS-Ascar, seguem o controle de plantas invasoras e a adubação nitrogenada em cobertura nas áreas de plantio intermediário, enquanto cerca de 10% das lavouras já se encontram em florescimento.

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