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Produtividade do milho silagem varia entre regiões

Área de milho silagem pode chegar a 366 mil hectares no Rio Grande do Sul


Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de milho destinadas à produção de silagem no Rio Grande do Sul apresentam desempenho variável entre as regiões. As condições climáticas foram parcialmente favoráveis, com ocorrência de chuvas leves e tempo estável em parte do Estado, o que contribuiu para o desenvolvimento de algumas áreas.

Segundo o relatório, a diferença de desempenho entre as lavouras está relacionada principalmente à época de implantação das culturas, à disponibilidade de água durante o período reprodutivo e ao nível tecnológico adotado nas propriedades. Nas áreas semeadas mais cedo, a colheita da silagem está em andamento ou já foi concluída. Nessas lavouras, o rendimento de massa verde é considerado adequado em função do porte elevado das plantas, favorecido pelas chuvas registradas até o início de janeiro.

Por outro lado, o informativo aponta que, em várias áreas, a proporção de grãos na massa ensilada foi reduzida devido à restrição de umidade durante fases importantes do ciclo da cultura, como pendoamento, polinização e início do enchimento dos grãos. Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem no Estado deve alcançar 366.067 hectares, com produtividade média projetada em 38.338 quilos por hectare.

Na região administrativa de Bagé, na Campanha, a colheita das lavouras implantadas em novembro está começando. O relatório indica que essas áreas apresentam rendimento adequado de massa verde em função do porte das plantas, resultado das chuvas registradas até o início de janeiro. No entanto, também foram observados casos de má formação dos grãos devido à limitação de umidade durante o período de pendoamento e polinização. Em lavouras com maior nível tecnológico, a produtividade tem alcançado cerca de 45 toneladas por hectare.

Ainda conforme a Emater/RS-Ascar, os cultivos realizados em dezembro iniciam o período reprodutivo com porte menor, mas há expectativa de formação de silagem satisfatória caso ocorram chuvas nos próximos dias. No município de Aceguá, a ensilagem deve começar em breve, embora já haja estimativa de perdas em relação às projeções iniciais por causa de períodos sem precipitação.

Na região da Fronteira Oeste, a colheita está próxima da conclusão em municípios como Uruguaiana, Itacurubi, Alegrete, Manoel Viana e Santa Margarida do Sul. Em São Gabriel, nas áreas implantadas mais tardiamente, a colheita alcança cerca de 25% dos 900 hectares cultivados. O relatório aponta que a maioria das lavouras apresenta baixo nível tecnológico, com produtividade em torno de 20 toneladas por hectare.

Na região de Erechim, mais de 95% da área já foi colhida, com produtividade média de 45 toneladas por hectare. Em Ijuí, as lavouras do segundo cultivo apresentam desenvolvimento considerado adequado. Na região de Santa Maria, mais de 60% das áreas já foram colhidas e cerca de 12% estão no ponto de corte para silagem.

Já na região de Santa Rosa, o plantio do milho destinado à silagem de segunda safra foi concluído. Contudo, o relatório aponta que a germinação ocorreu de forma irregular devido à falta de umidade no solo e à presença elevada de cigarrinha, fator que tem dificultado o manejo das lavouras.

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