Manejo do solo aumenta produtividade e resiliência
Manejo correto do solo eleva produtividade e sustentabilidade rural
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Ligado diretamente ao desempenho das lavouras, à rentabilidade do produtor e à sustentabilidade ambiental, o manejo adequado do solo é apontado como um dos pilares da produção agropecuária. A avaliação é destacada pela Emater/RS-Ascar, que ressalta que o cultivo agrícola depende de solos bem estruturados e em condições adequadas para que as plantas expressem seu potencial produtivo.
Entre as práticas recomendadas para a conservação do solo estão o plantio direto na palha, o plantio em nível, a construção de terraços, a rotação de culturas, a descompactação — mecânica ou biológica — e o uso de plantas de cobertura. De acordo com a Emater/RS-Ascar, essas técnicas contribuem para reduzir a erosão, ampliar a infiltração e o armazenamento de água, elevar os teores de matéria orgânica e melhorar a atividade biológica do solo.
Quando o manejo não é realizado de forma adequada, os impactos tendem a aparecer rapidamente, com aumento de custos e maior exposição das lavouras às variações climáticas. Segundo a entidade, com o passar do tempo a degradação pode se intensificar a ponto de comprometer áreas que antes eram produtivas.
O extensionista rural Leandro Filipin Vezzosi, da Emater/RS-Ascar no município de Manoel Viana, relata que o trabalho de orientação ocorre por meio de visitas técnicas às propriedades. "Após a análise de solo, são identificados os manejos mais adequados, como descompactação, marcação de terraços, semeadura em nível, rotação de culturas e implantação de plantas de cobertura. Também são orientadas as correções de fertilidade, com indicação de adubação e aplicação de calcário, sempre organizadas em um cronograma compatível com a capacidade operacional e financeira de cada produtor", explica.
A cobertura vegetal, por exemplo, tem papel relevante na proteção contra o impacto das chuvas, na redução da temperatura do solo e no controle de plantas invasoras. Já a rotação de culturas diversifica os sistemas radiculares, contribui para a descompactação natural e reduz a incidência de pragas e doenças, segundo a Emater/RS-Ascar.
Outro ponto destacado pela entidade é a importância da matéria orgânica. Além de melhorar a fertilidade do solo, ela contribui para a retenção de água e a disponibilidade de nutrientes, armazena carbono e estimula a presença de microrganismos. Em sentido contrário, a compactação do solo limita o crescimento das raízes, reduz a infiltração de água e compromete a absorção de nutrientes, mesmo quando a adubação é realizada de forma adequada.
Com a intensificação de eventos climáticos extremos, associada às mudanças no clima, o manejo conservacionista tem ganhado maior relevância. Conforme a Emater/RS-Ascar, solos protegidos e bem estruturados tendem a sofrer menos erosão e a manter maior estabilidade produtiva diante de condições adversas.
Atualmente, tecnologias como mapeamento por satélite, análises de fertilidade e levantamentos topográficos auxiliam na tomada de decisão no campo. Essas ferramentas permitem a elaboração de estratégias e intervenções mais precisas. Nesse contexto, Vezzosi afirma que "o manejo correto reduz custos de produção, favorece o aproveitamento dos nutrientes e minimiza perdas por erosão".
Para a entidade, o resultado dessas práticas é a construção de propriedades mais produtivas e preparadas para o longo prazo. O manejo sustentável do solo, segundo a Emater/RS-Ascar, representa não apenas uma técnica agrícola, mas um investimento na longevidade das áreas produtivas, na segurança alimentar e na preservação ambiental.