Comercialização de pescados durante a Semana Santa deve ultrapassar R$ 4 milhões na Região Sul
Semana Santa impulsiona venda de pescados e renda a produtores do Sul
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A comercialização de pescados deve ultrapassar os R$ 4 milhões em vendas durante a Semana Santa na Região Sul do Estado, de acordo com projeção da equipe regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas. A expectativa é que mais de 160 toneladas de peixes de captura e de viveiros sejam comercializadas. Os peixes de água salgada lideram a oferta, com cerca de 120 toneladas disponíveis e movimentação estimada em R$ 2,8 milhões.
As feiras do pescador ocorrem até a sexta-feira (03/04), em 17 municípios da região administrativa da Emater/RS-Ascar, oferecendo camarão e peixes inteiros, eviscerados e em filés, tanto de água doce quanto salgada. São Lourenço do Sul deve registrar o maior volume de vendas, com previsão de mais de 60 toneladas a serem comercializadas. Na sequência aparecem Rio Grande, com estimativa de 48 toneladas, e Pelotas, com cerca de 33 toneladas.
Pelotas concentra o maior número de bancas, com 45 pontos de venda distribuídos pela cidade, seguida por Rio Grande, que conta com mais de 15 locais de comercialização. Entre as espécies de água salgada ou estuarina, os maiores volumes de vendas devem ser registrados pelo camarão, com expectativa de faturamento de R$ 973 mil, e pela tainha, que deve superar R$ 790 mil. Já entre os pescados de água doce, o destaque é o filé de traíra, bastante procurado pelos consumidores e que, sozinho, deve movimentar mais de R$ 400 mil.
Também há oferta de pescados oriundos de viveiros, com destaque para São Lourenço do Sul, que deve disponibilizar mais de 12 toneladas de peixes cultivados. As espécies com maior projeção de vendas na região são a carpa-capim e a tilápia, que juntas devem gerar mais de R$ 260 mil.
De acordo com o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar Fernando Horn, a Semana Santa representa uma oportunidade de renda e de relação direta entre os pescadores e piscicultores e os consumidores. "É um momento de intensa venda, gerando renda significativa a piscicultores e pescadores artesanais profissionais. A maioria dos piscicultores estruturam sua produção para efetuar a despesca nesta época do ano. As feiras também fortalecem a relação direta com os consumidores, promovendo a troca de conhecimentos sobre conservação e preparo do pescado", destaca.