Leite cru encerra 2025 com deflação
Isso se deve principalmente pelo aumento nos custos com fertilizantes
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O Índice de Insumos para Produção de leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) encerrou o ano de 2025 com uma leitura acumulada de deflação de 3,62%, conforme relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta quarta-feira (28/01).Essa deflação está em linha com a dinâmica do IPA-DI/FGV, que apresentou retração de 3,61% no mesmo período.
A elevada correlação entre as séries sugere que o movimento desinflacionário no atacado se transmitiu de forma relevante para os componentes da cesta de insumos da atividade leiteira.A queda nos custos foi liderada por fertilizantes (-2,2%), silagem (-8,8%) e concentrado (-4,3%). Em contrapartida, componentes como sal mineral (+10,6%), combustíveis (+1,6%) e energia elétrica (+6,2%) mantiveram pressão altista sobre a estrutura de preços.
Esse movimento deflacionário não indica que o ambiente econômico esteja positivo, entretanto. A queda no preço da venda do leite ocorreu em ritmo superior ao recuo dos custos, implicando compressão de margens e limitando a percepção de alívio do custo no curto prazo. O preço recebido pelo produtor teve queda de 19% em 2025.Em dezembro, o índice encerrou em alta de 0,7%.
Isso se deve principalmente pelo aumento nos custos com fertilizantes, que aumentaram 3,48% no mês. Também houve leve alta no preço do combustível, de 0,3%. Do outro lado, gastos com energia elétrica caíram 13,6%.Para janeiro, existe expectativa de queda na cotação do milho e da soja, o que podem reduzir custos com alimentação, além de queda no dólar, o que alivia o gasto com fertilizantes e combustíveis.