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Logística e clima pressionam colheita de pêssego no RS

Ameixa e pêssego ganham demanda no final do ano


Foto: Divulgação

A colheita de pêssego no Rio Grande do Sul enfrenta entraves logísticos e perdas produtivas neste início de verão. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (1), a região administrativa de Pelotas vive o pico da colheita, mas produtores lidam com filas prolongadas para descarga nas indústrias, além da limitação no fornecimento de caixas. As condições climáticas, marcadas por altas temperaturas e elevada umidade relativa do ar, têm favorecido a ocorrência da podridão-parda, provocando perdas expressivas de frutos.

As indústrias informam dificuldades para ampliar o ritmo de processamento em razão da escassez de mão de obra. Em 22 de dezembro, uma reunião promovida pela Prefeitura de Pelotas, com participação da Conab, de entidades ligadas à cultura e de produtores, discutiu alternativas para o escoamento da produção. Na ocasião, foi sinalizada a disponibilização de R$ 4 milhões para a compra de sucos produzidos por cooperativas da região.

A estimativa é de que a safra apresente redução de cerca de 20% em relação à projeção inicial. Os preços pagos pela indústria, fixados em R$ 2,10/kg para pêssegos tipo I e R$ 1,85/kg para o tipo II, têm gerado insatisfação entre os produtores.

Na região administrativa de Caxias do Sul, em Pinto Bandeira, a colheita das cultivares de ciclo médio, como Chimarrita, BRS Regalo e BRS Serenata, já foi encerrada. A principal variedade do município, PS 10711, encontra-se em fase final de colheita, com queda significativa nos volumes. As cultivares tardias, como Eragil e Barbosa, estão em pré-maturação e apresentam carga produtiva considerada satisfatória. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 2,80 e R$ 6,00/kg, conforme calibre, qualidade e mercado, com tendência de manutenção durante o período das festas.

A colheita de ameixa segue em andamento, com destaque para a cultivar Fortune, cuja comercialização se intensifica no final do ano. Os preços estão em torno de R$ 7,00/kg para frutos de maior calibre e entre R$ 4,00 e R$ 6,00/kg para os menores. O amadurecimento da cultura ocorreu com atraso, e a nectarina é comercializada pelos mesmos valores.

Na região de Soledade, as variedades de pêssego de ciclo intermediário e semi-tardio estão em fase final de colheita. A produção apresenta bom desempenho em áreas com manejo adequado, mas houve aumento da incidência de mosca-das-frutas e de podridão-parda, exigindo reforço nas práticas de controle. Apesar da elevada oferta, a demanda se concentra principalmente na Serra Gaúcha, com incremento típico do período de final de ano, tanto para pêssego quanto para ameixa.

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