Sua roupa pode estar poluindo mais do que imagina
Como alternativa, o algodão se destaca
Como alternativa, o algodão se destaca - Foto: Pixabay
A produção e o consumo de roupas estão no centro de um debate ambiental crescente, impulsionado pelo avanço de materiais sintéticos. Segundo Fernando Prudente, diretor executivo de Algodão da Bayer, o cenário exige avaliar os impactos da cadeia têxtil ao longo do ciclo de vida.
O uso de fibras derivadas do petróleo se ampliou com a popularização de modelos como a fast fashion, elevando a presença de plásticos no setor. Esse movimento contribui para a poluição, agravada pela liberação de microfibras durante o uso e a lavagem das peças.
Como alternativa, o algodão se destaca por sua composição natural e biodegradável, ainda que sua degradação dependa de condições ambientais. A diferença em relação às fibras sintéticas está na menor persistência de resíduos. A sustentabilidade, porém, envolve também design, reaproveitamento e descarte. O algodão brasileiro, com produção estimada em 3,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, integra esse debate com iniciativas voltadas à mensuração de emissões e eficiência produtiva.
“A conexão entre quem produz e quem consome é parte da resposta que o setor pode dar à crise mundial do plástico. A discussão sobre fibra natural versus fibra sintética não é sobre simplificar um problema complexo, mas sobre como responder a uma crise real com escolhas responsáveis. Se o planeta busca soluções para a poluição e o excesso de resíduos, faz sentido que a moda acelere a transição para fibras renováveis, biodegradáveis e produzidas com responsabilidade. O algodão brasileiro, conectado a iniciativas e a esforços pioneiros de mensuração climática no campo, tem um papel concreto a cumprir nessa agenda”, conclui.