A pesquisa começou em 2022 - Foto: Divulgação Vigna
O avanço do coral-sol na costa brasileira tem mobilizado iniciativas de pesquisa e controle para conter os impactos dessa espécie exótica sobre a biodiversidade marinha. No litoral de Santa Catarina, um estudo vem apresentando resultados relevantes no monitoramento e no manejo da proliferação do organismo, com expectativa de que as técnicas desenvolvidas possam ser aplicadas em outras regiões do país.
A pesquisa começou em 2022, dentro do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Coral-Sol na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e entorno. A iniciativa integra medida de mitigação vinculada ao licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama para a exploração de petróleo no Campo de Baúna, na Bacia de Santos. O trabalho envolve a Universidade Federal de Santa Catarina e o Núcleo de Gestão Integrada do ICMBio em Florianópolis.
Desde o início das atividades, foram realizados 114 mergulhos, somando 140 horas de monitoramento em cerca de 65 quilômetros de costões rochosos. A partir do mapeamento, são definidas e executadas ações de manejo, segundo a analista do ICMBio Adriana Carvalhal Fonseca.
O projeto também desenvolveu equipamentos para remoção mecânica do coral-sol, como martelete, escova elétrica e dispositivos de aplicação de luz ultravioleta. De acordo com o Ibama, algumas técnicas foram testadas ou adaptadas pela primeira vez em ambiente natural.
Originário dos oceanos Índico e Pacífico, o coral-sol se espalhou pelo litoral brasileiro desde a década de 1980. Segundo a UFSC, ao ocupar recifes e costões, a espécie reduz o espaço de organismos nativos e altera a estrutura dos ecossistemas.