Tecnologia amplia resiliência no campo
A tecnologia apresentada é resultado de pesquisas com algas marinhas
A tecnologia apresentada é resultado de pesquisas com algas marinhas - Foto: Ribamar Neto/UFC
As perdas de produtividade no campo estão cada vez mais associadas às respostas naturais das plantas diante de estresses como seca, calor e frio, fenômenos que tendem a se intensificar com as variações climáticas. O texto foi escrito por Diego Andrade, engenheiro agrônomo e gerente de desenvolvimento de mercado da Acadian Sea Beyond.
Segundo o autor, esses mecanismos de defesa são geneticamente determinados e, quando ativados de forma intensa, podem comprometer o desenvolvimento das culturas. Diante desse cenário, o uso de tecnologias capazes de modular as respostas fisiológicas das plantas torna-se estratégico para ampliar a resiliência e sustentar o potencial produtivo.
A tecnologia apresentada é resultado de pesquisas com algas marinhas ricas em compostos bioativos, desenvolvidas a partir de estudos científicos rigorosos. A base da solução está na capacidade natural de adaptação dessas algas, que crescem em ambientes sujeitos a variações extremas de temperatura, salinidade e maré. Essa resistência, construída em condições adversas, fundamenta os efeitos observados quando os extratos são aplicados na agricultura.
Em regiões tropicais, marcadas por altas temperaturas, déficit hídrico e limitações nutricionais, a aplicação da tecnologia favorece o desenvolvimento radicular, melhora a absorção de nutrientes e contribui para o equilíbrio metabólico das plantas. Os efeitos incluem maior tolerância a estresses abióticos, lavouras mais uniformes e incremento no vigor das culturas.
A presença de compostos naturais, como fitohormônios e aminoácidos, está associada à ativação de mecanismos internos de defesa, ao fortalecimento do sistema antioxidante e à melhoria da eficiência fotossintética. Além dos ganhos agronômicos, a proposta se alinha aos princípios da agricultura sustentável, ao utilizar matéria-prima de origem natural e processos biológicos, contribuindo para sistemas produtivos mais resilientes e eficientes no longo prazo.