Colheita da soja avança, mas segue atrasada
Exportação de soja é revisada para baixo
Foto: Pixabay
A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente à semana de 20 a 26 de fevereiro, publicada na quinta-feira (26), que os preços da soja seguem em queda no Brasil diante da valorização do real frente ao dólar. Segundo o boletim, “os preços da soja continuam recuando diante de um câmbio que torna o Real cada vez mais forte”. Na semana, a moeda norte-americana foi cotada a R$ 5,12, nível observado pela última vez em maio de 2024.
De acordo com a Ceema, nas principais praças do Rio Grande do Sul os preços variaram entre R$ 116,00 e R$ 117,00 por saca. Nas demais regiões do país, as cotações oscilaram entre R$ 98,00 e R$ 116,00 por saca.
A análise aponta que a colheita da soja no Brasil alcançou 30% da área até 19 de fevereiro, abaixo dos 39% registrados no mesmo período do ano passado. Conforme o levantamento, trata-se do percentual mais baixo desde a safra 2020/21.
No Mato Grosso, a colheita atingiu 66% da área até o fim da semana anterior, acima da média histórica de 57,2% para o período. O plantio do milho safrinha no estado chegou a 66,3% da área prevista, abaixo da média histórica de 71,5%.
No Paraná, a colheita alcançou 37% da área, contra 49% na mesma época do ano passado. No Rio Grande do Sul, os trabalhos ainda não começaram e, mesmo com o retorno das chuvas em parte das regiões, o setor produtivo mantém estimativa de quebra de cerca de 30% em relação ao esperado, com diversas localidades em estado de emergência devido à estiagem.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo a projeção de exportações de soja em fevereiro. A nova estimativa é de 10,7 milhões de toneladas, redução de 800 mil toneladas em relação ao volume indicado na semana anterior. Os embarques de farelo também foram ajustados, passando para 1,73 milhão de toneladas no mês.