Milho: colheita de verão segue atrasada
Milho fecha fevereiro com estabilidade
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A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente à semana de 20 a 26 de fevereiro, publicada na quinta-feira (26), que os preços do milho se mantiveram relativamente estáveis no Brasil. No Rio Grande do Sul, as principais praças giraram em torno de R$ 57,00 por saca, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 51,00 e R$ 66,00 por saca no fim de fevereiro.
Segundo o boletim, mesmo com a estabilidade, “os compradores têm considerado que os preços estão elevados”, além de enfrentarem problemas logísticos, uma vez que a prioridade de escoamento tem sido a soja.
De acordo com levantamento da AgRural, o plantio da safrinha 2026 alcançou 50% da área esperada no Centro-Sul até o dia 19, contra 64% no mesmo período do ano passado. Já a colheita do milho de verão na região atingiu 28%, ante 37% um ano antes.
No total do país, 47% da safrinha havia sido semeada até o fim da semana anterior, abaixo da média histórica de 53,2%. A colheita do milho de verão chegou a 20,5% da área, frente a 22,2% na média histórica. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Rio Grande do Sul havia colhido 58% da área, o Paraná 25%, Santa Catarina 22%, a Bahia 5% e São Paulo 4%. Nos demais estados, a colheita ainda não havia começado.
No Rio Grande do Sul, a Emater-RS informou que, até 19 de fevereiro, a colheita do milho de verão atingia 58% da área, acima da média de 51% para a data.
Em Santa Catarina, dados da Epagri e do Sicoob Central SC/RS indicam que, nos últimos dez anos, a produção de milho tem apresentado oscilações. No período, a área semeada recuou 30%, passando para 258 mil hectares. Segundo as entidades, o movimento é “reflexo da competição com outras culturas, como a soja, e limitações de expansão agrícola”.