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Abate de gado atinge recorde no Brasil com alta de 8,2%

Mato Grosso manteve a 1ª posição no ranking nacional


Foto: Pixabay

País abateu 42,94 milhões de cabeças de bovinos e se consolidou como principal produtor e exportador de carnes do mundo pelo 2º ano consecutivo

O Brasil abateu 42,94 milhões de cabeças de bovinos em 2025, volume que representa crescimento de 8,2% em relação a 2024. O país registrou pelo 2º ano consecutivo o maior abate de gado da série histórica e consolidou sua posição como principal produtor e exportador mundial de carne bovina.

Houve aumento em 26 das 27 unidades federativas do país. A expansão foi registrada em todos os trimestres de 2025 ante os mesmos períodos do ano anterior. A trajetória de alta vem sendo observada desde 2022, refletindo a dinâmica do ciclo pecuário brasileiro.

O crescimento do abate foi impulsionado pelo aumento na oferta de fêmeas. O abate desse grupo subiu 18,2% em 2025 em relação as  3,25 milhões de cabeças registradas no ano anterior. Esse fator contribuiu para conter o aumento de preço da carne bovina ao consumidor em 2025, embora o produto tenha permanecido entre os principais responsáveis pela pressão inflacionária no período.

Entre os Estados com maior participação na produção nacional, São Paulo registrou aumento de 629,22 mil cabeças abatidas. O Pará teve acréscimo de 472,77 mil cabeças. Rondônia abateu 364,43 mil cabeças a mais. Goiás registrou alta de 244,87 mil cabeças. Mato Grosso teve aumento de 199,21 mil cabeças. Mato Grosso do Sul abateu 175,09 mil cabeças a mais que em 2024.

Mato Grosso manteve a 1ª posição no ranking nacional, respondendo por 17,1% do total de abates. São Paulo ficou em 2º lugar, com 11,1% de participação. Goiás apareceu em 3º, com 9,9%. A concentração da produção nesses estados reflete a infraestrutura frigorífica instalada e a proximidade com as principais áreas de criação de gado do país.

No 4º trimestre de 2025, o volume alcançou 11,04 milhões de cabeças abatidas. O número representou crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2024. Houve redução de 2,7% quando comparado ao 3º trimestre de 2025, variação considerada normal para o período devido à sazonalidade da atividade pecuária.

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