Milho cai no dia, mas surpreende no mês
Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa
Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa - Foto: Divulgação
O mercado de milho apresentou oscilações recentes, refletindo fatores externos e ajustes internos após um período de valorização. Na bolsa brasileira, os preços recuaram no fechamento mais recente, em movimento alinhado ao câmbio e ao desempenho internacional, enquanto o mês anterior consolidou ganhos relevantes. As informações são da TF Agroeconômica.
Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa, acompanhando a desvalorização do dólar e a fraqueza observada em Chicago. O movimento também foi influenciado por realizações de lucro após as altas registradas ao longo de março. Mesmo com a queda diária, os contratos mantêm desempenho positivo na semana e no acumulado mensal, com avanços que superaram 5% em alguns vencimentos e ultrapassaram 6% nos contratos mais longos.
No mercado físico, a valorização foi mais moderada, com alta pouco acima de 1%, enquanto questões climáticas e atrasos no plantio da safrinha seguem no radar. No Rio Grande do Sul, a comercialização permanece lenta e regionalizada, com compradores priorizando estoques próprios e preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita avança, mas em ritmo mais lento, influenciada pela priorização da soja.
Em Santa Catarina, o avanço da colheita contrasta com a baixa fluidez nas negociações. A diferença entre preços pedidos e ofertados limita novos negócios, mantendo o mercado travado mesmo diante de alguma restrição de oferta em regiões específicas. No Paraná, o cenário é semelhante, com desalinhamento entre compradores e vendedores e impacto das condições climáticas sobre a safrinha.
Já em Mato Grosso do Sul, o mercado mostra recuperação após quedas anteriores, sustentado parcialmente pela demanda do setor de bioenergia. Ainda assim, o ambiente segue competitivo e com baixa liquidez, enquanto a semeadura avança de forma mais lenta devido às chuvas.