CI

Guerra pode pesar no bolso: Como?

No Brasil, o impacto pode aparecer no mercado de fertilizantes


No Brasil, o impacto pode aparecer no mercado de fertilizantes No Brasil, o impacto pode aparecer no mercado de fertilizantes - Foto: Pixabay

O conflito no Oriente Médio passou a representar uma das principais ameaças ao crescimento da economia global e ao equilíbrio dos mercados de energia e commodities. De acordo com análise da consultoria Veeries, a incerteza sobre o escoamento de petróleo, gás e derivados pelo estreito de Ormuz provocou forte reação nos preços e ampliou a volatilidade nos mercados internacionais.

Na madrugada de domingo para segunda-feira, o barril de petróleo chegou a superar a marca de US$ 100 diante do risco de interrupções no transporte da produção da região. As cotações recuaram em seguida após o G-7 indicar a possibilidade de liberar cerca de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas e após declarações de Donald Trump de que a guerra estaria próxima do fim.

O movimento de queda, no entanto, não se sustentou. Os preços voltaram a subir quando ficou claro que a normalização da navegação no estreito de Ormuz não deve ocorrer rapidamente. Entre quarta e quinta-feira, forças iranianas intensificaram ataques a embarcações e a estruturas ligadas ao petróleo e ao gás em países do Golfo, ampliando as preocupações do mercado.

A expectativa seria de um esforço internacional para conter o conflito diante das consequências econômicas de uma guerra prolongada, mas até quarta-feira, 12 de março, iniciativas nesse sentido ainda não ganharam força. Analistas internacionais avaliam que, mesmo no cenário mais favorável, a normalização das operações petrolíferas na região pode levar ao menos dois meses.

O momento também é considerado sensível para o setor agrícola. A escalada dos preços de energia tende a pressionar os fertilizantes às vésperas do plantio da safra em boa parte do Hemisfério Norte, com possíveis reflexos na adubação de lavouras nos Estados Unidos, Europa, Índia e China.

No Brasil, o impacto pode aparecer no mercado de fertilizantes e atingir a safra 2026/27, que começa a ser plantada no segundo semestre. A deterioração das relações de troca para os produtores brasileiros já se aproxima da observada em 2022, mas agora em um cenário de preços de grãos mais baixos, juros elevados, crédito mais escasso e produtores mais endividados.
 

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7