Altas e quedas nos preços do tomate, banana e arroz em São Paulo
Tomate e banana nanica puxam altas nos preços pagos ao produtor em março
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O Relatório de Acompanhamento Mensal dos Preços Pagos ao Produtor, elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento e do Cepea-Esalq/USP referentes a março de 2026, aponta oscilações nos preços dos principais produtos agropecuários, influenciadas por fatores como clima, oferta e demanda.
Entre os destaques do período, o tomate registrou valorização superior a 100% em relação a fevereiro. Segundo o relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, “a forte valorização é explicada pela desaceleração da safra de verão, que reduziu significativamente a disponibilidade do produto no mercado”.
A banana nanica também apresentou alta de cerca de 40% tanto na comparação mensal quanto anual. De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, “a elevação dos preços está relacionada à oferta limitada no Vale do Ribeira, em decorrência da antecipação da colheita para os meses de janeiro e fevereiro, influenciada por chuvas e temperaturas elevadas”. A entidade acrescenta que “a maior demanda das escolas no período contribuiu para a elevação nos preços”.
No caso do arroz, o preço médio registrou alta de 17% em março, impulsionado pela demanda. Ainda assim, o relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo aponta que “a rentabilidade do produtor segue comprometida”.
A laranja apresentou comportamentos distintos entre os segmentos. A variedade Pêra teve alta de 5,6% em relação a fevereiro, sustentada pela menor disponibilidade com a aproximação do fim do ciclo produtivo, embora ainda acumule queda de 55% no comparativo anual. Por outro lado, a laranja destinada à indústria registrou recuo de 10% no mês e de 51% em 12 meses, influenciada pelo aumento da oferta global.
O amendoim em casca também registrou queda nos preços, com recuo de 4% em março e de 6% no acumulado dos últimos 12 meses. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, “a desvalorização está associada ao início da colheita, à expectativa de maior produção e à queda histórica dos preços internacionais”.
De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, “o comportamento dos preços em março reflete a dinâmica típica do setor agropecuário, marcada por variações sazonais e pela influência direta de fatores climáticos e de mercado, reforçando a importância do acompanhamento constante para a tomada de decisão dos produtores rurais”.