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Calor deve retornar ao Brasil após semana fria

Previsão indica calor acima do normal nos próximos dias


Foto: Freepok

Informações do Meteored indicam que a primeira semana de 2026 é marcada por queda das temperaturas no centro-sul do Brasil, cenário que deve mudar nos próximos dias com a previsão de retorno do calor ao país. A condição atual está associada à atuação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que mantém elevada nebulosidade e volumes de chuva sobre áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, enquanto uma massa de ar frio avança pelo Sul e parte do Sudeste.

A mudança no padrão atmosférico deve ocorrer já na próxima semana. Entre a sexta-feira (9) e o sábado (10), a previsão aponta para a formação de um ciclone com frente fria associada entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, com deslocamento em direção ao Brasil e potencial para provocar chuvas severas na Região Sul, em Mato Grosso do Sul e em áreas do Estado de São Paulo.

Antes da chegada da frente fria, o Meteored destaca a atuação da condição de pré-frontal, definida como “o período que antecede a chegada de uma frente fria, marcado por aquecimento, queda da umidade e intensificação dos ventos”. Nesse contexto, as temperaturas no Sudeste podem ultrapassar os 30°C em São Paulo no sábado e alcançar até 37°C no Rio de Janeiro.

Entre o domingo (11) e a quarta-feira (14), o índice Extreme Forecast Index (EFI), do modelo europeu ECMWF, indica a possibilidade de condições meteorológicas anômalas em uma faixa do Sudeste, sinalizando a ocorrência de temperaturas acima da média já no início da próxima semana. Com isso, tem início um novo período de calor intenso no Brasil, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, caracterizando a formação de uma nova onda de calor na região.

O aquecimento acima do normal também deve atingir grande parte do Centro-Oeste e áreas do Sul, especialmente o extremo oeste e cidades litorâneas do Paraná e de Santa Catarina. Segundo o Meteored, esse cenário é reforçado pela atuação da Oscilação de Madden-Julian (OMJ), que pode avançar para as fases 6 e 7, capazes de reduzir a formação de chuvas e favorecer períodos mais secos e quentes em áreas tropicais do país.

De acordo com as informações, a persistência do calor pode agravar problemas de saúde, sobretudo entre populações mais vulneráveis, além de aumentar o risco de incêndios e queimadas nas regiões atingidas pela onda de calor.

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