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Brasil corta juros enquanto o mundo segue na contramão

O movimento recente também levou à revisão das projeções de inflação


O movimento recente também levou à revisão das projeções de inflação O movimento recente também levou à revisão das projeções de inflação - Foto: Pixabay

O ambiente econômico global segue marcado por incertezas geopolíticas e ajustes na política monetária, com reflexos diretos sobre mercados emergentes. Segundo análise do Rabobank, a intensificação do conflito no Oriente Médio já impacta o cenário, especialmente com ataques a infraestruturas energéticas que elevam riscos de oferta e pressionam os preços do petróleo.

Nos Estados Unidos, a autoridade monetária manteve a taxa básica de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano, decisão já esperada pelo mercado. O Rabobank revisou sua projeção e passou a prever dois cortes de juros em 2026, com possibilidade de ajustes adicionais dependendo da evolução do conflito e de seus efeitos econômicos.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária decidiu reduzir a Selic em 25 pontos-base, levando a taxa a 14,75% ao ano. A decisão foi unânime e alinhada ao consenso, embora abaixo de algumas expectativas. A autoridade monetária indicou que o processo de flexibilização ocorre após sinais de desaceleração da atividade econômica e convergência da inflação para níveis compatíveis com a meta, mas evitou indicar os próximos passos, condicionando novas decisões aos dados e aos impactos do cenário externo.

A instituição avalia que a continuidade da escalada geopolítica, especialmente no Estreito de Ormuz, mantém elevada a incerteza sobre os efeitos econômicos do petróleo mais caro. Soma-se a isso o ambiente de incerteza fiscal no Brasil em ano eleitoral e a persistência de dúvidas no campo tarifário.

O movimento recente também levou à revisão das projeções de inflação, com a estimativa para o IPCA de 2026 passando de 4,1% para 4,4%. Ainda assim, o cenário para a taxa Selic foi mantido. No câmbio, o dólar encerrou a semana anterior cotado a 5,3188, com leve valorização do real, mas o banco projeta a moeda americana a R$ 5,55 ao fim de 2026.

Na agenda econômica, o mercado acompanha a divulgação da ata do Copom, do Relatório de Política Monetária e do IPCA-15 de março, além de dados de contas externas e investimento estrangeiro direto. Na região, também está prevista a decisão de juros no Chile.
 

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