Nematoides podem reduzir em 30% a produtividade do algodão
Tecnologia de tratamento de sementes, presente nas sementes FiberMax®
Agrolink
- Aline Merladete
Foto: India Water Portal
O sucesso de uma lavoura de algodão não é decidido na colheita, mas muito antes: na escolha da semente e no cuidado com o tratamento de sementes. É o que explica Diogo Dombroski, gerente de Contas-Chave de TSI da BASF Soluções para Agricultura, ao detalhar como a estratégia de proteção inicial da cultura ganhou peso diante do avanço de nematoides, doenças e pragas de solo no Cerrado brasileiro.
Segundo Dombroski, a produtividade do algodoeiro começa a ser construída ainda no campo de produção de sementes. "A importância de termos hoje uma semente de qualidade começa já no campo de produção, onde é preciso fazer um trabalho bem-feito, com todos os manejos adequados, e passar por um bom processo de beneficiamento", afirma o executivo. Diferentemente de outras culturas, o algodão passa por etapas adicionais de processamento de semente, o que exige atenção redobrada para que ela chegue ao produtor com todo o potencial produtivo e a qualidade de fibra esperados.
Esse cuidado inicial, no entanto, precisa lidar com um cenário desafiador. Dombroski lembra que o cotonicultor brasileiro atua em uma ampla faixa de território do Mato Grosso a Goiás, São Paulo e Bahia, passando por diferentes regiões do Cerrado e enfrenta uma combinação de fatores que vai de pragas e doenças a condições climáticas adversas. Entre essas ameaças, uma se destaca justamente por não ser vista a olho nu: o nematoide.
"É uma praga oculta: e na BASF falamos que um problema na raiz pode ser a raiz de muitos problemas", descreve. Como o nematoide ataca o sistema radicular, a planta perde capacidade de absorver água e nutrientes, o que compromete diretamente a produção de açúcares e energia e, consequentemente, a produtividade. Pior: as lesões causadas pelo nematoide nas raízes abrem caminho para doenças secundárias, que se aproveitam desses ferimentos para ampliar ainda mais os danos à lavoura, e o produtor só vê os danos causados pelos nematoides.
O impacto financeiro desse manejo inadequado é expressivo. De acordo com Dombroski, perdas por nematoides podem superar 30% da produtividade do algodoeiro, podendo chegar à morte de plantas em reboleiras nas áreas de maior pressão. "Isso reduz bastante a média de produtividade do agricultor, e também a média brasileira", resume.
Diante desse cenário, o tratamento de sementes deixou de ser visto como uma etapa operacional e passou a acompanhar o mesmo nível de investimento da agricultura de precisão. Dombroski explica que o processo é conduzido por equipes especializadas e conta com formulações mais modernas. É o caso das sementes FiberMax®: uma combinação de sete produtos com nove ingredientes ativos diferentes, reunindo controle de pragas sugadoras, pragas mastigadoras e fungicidas voltados a doenças como rizoctonia e tombamento.
A FiberMax® é a marca de sementes de algodão da BASF Soluções para Agricultura, desenvolvida a partir da combinação entre genética avançada, biotecnologia e melhoramento contínuo para atender às diferentes realidades da cotonicultura brasileira. Com mais de duas décadas de atuação no país, a marca possui um portfólio regionalizado, com variedades de diferentes ciclos e características agronômicas, buscando oferecer alto potencial produtivo, estabilidade e elevada qualidade de fibra. Essa ampla adaptabilidade permite ao produtor escolher materiais alinhados ao seu ambiente de produção, estratégia de manejo e objetivos para cada safra.
Outro diferencial da FiberMax® está na incorporação de tecnologias avançadas para proteção e manejo da lavoura. Entre elas estão GlyTol®, LibertyLink®, TwinLink® Plus (TLP) e Seletio® TwinLink® Plus (STP), que combinam características de tolerância a herbicidas e tecnologias Bt para ampliar a proteção contra importantes espécies de lagartas e contribuir para um manejo ainda mais eficiente. Com essa integração entre genética, biotecnologia e conhecimento agronômico, a FiberMax® busca entregar não apenas produtividade, mas também qualidade de fibra, estabilidade e maior potencial de rentabilidade ao cotonicultor.
Essa combinação ampla, segundo o executivo, é necessária justamente porque nem sempre é possível prever com exatidão quais riscos vão predominar em cada região. "Nós adotamos a prática de trabalhar com a maior combinação possível de produtos seguros para a semente, sem causar danos à germinação e ao vigor, contribuindo para o estabelecimento da lavoura", diz Dombroski.
No caso específico do controle de nematoides, a proteção começa a atuar desde os primeiros momentos da germinação. "A proteção já começa nas primeiras raízes que a semente emite a partir da germinação, pois são elas que vão proporcionar o estabelecimento da lavoura", afirma o gerente. A BASF combina ingredientes químicos e biológicos para sustentar esse controle ao longo de todo o ciclo da cultura.
A novidade é que essa tecnologia para tratamento de sementes agora passa a ser oferecida também a outros produtores de sementes de algodão do país. A BASF passou a trabalhar com a disponibilização do tratamento que acompanha as sementes FiberMax® para outras empresas sementeiras, por meio de um modelo de licenciamento. Isso significa que a tecnologia desenvolvida pela BASF pode estar presente em sementes comercializadas por parceiros, ampliando o acesso do mercado ao tratamento de sementes da FiberMax®. Dessa forma, mais produtores podem ter acesso ao tratamento de sementes completo da BASF.
Para o executivo, essa trajetória reforça a confiabilidade da chamada "receita completa" de tratamento de sementes, uma combinação de produtos em doses adequadas, que não interfere negativamente na semente e ainda promove efeitos fisiológicos positivos, deixando a planta mais preparada para enfrentar estresses como excesso de chuva, seca e ataque de pragas.
"O uso do tratamento de sementes seria como uma espécie de seguro que protege o investimento", resume Dombroski. Como o algodão é uma das culturas de maior custo por hectare entre as de larga escala mas também de maior potencial de retorno, a lógica, segundo ele, é simples: quanto mais protegido o estabelecimento inicial da lavoura, maior a segurança do produtor para investir em tecnologia e buscar produtividade máxima ao longo da safra.
Atenção: este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Uso agrícola. Venda sob receituário agronômico. Consulte sempre um agrônomo. Informe-se e realize o manejo integrado de pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos dos produtos. Leia atentamente e siga as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize os equipamentos de proteção individual.
A BASF É MEMBRO DE EXCELLENCE THROUGH STEWARDSHIP® (ETS), uma iniciativa da indústria do setor de sementes e biotecnologia para promover a adoção global da gestão responsável de produtos vegetais oriundos da biotecnologia durante todo o seu ciclo de vida.