Agricultor: cuidado com os agrotóxicos falsificados
Uma prática que vem ganhando impulso no País nos últimos anos, a falsificação de embalagens e compostos agrotóxicos preocupa as autoridades policiais e sanitárias brasileiras.
Tão perigosa quanto a falsificação de medicamentos para tratamento de saúde, a falsificação de agrotóxicos coloca em risco a saúde das lavouras, do consumidor de alimentos e do meio ambiente.
A seguir, confira dicas para evitar a compra e a aplicação de agrotóxicos falsificados.
•Olho no preço: preço muito baixo é pra lá de suspeito.
•Vendedor não-credenciado é indício de malandragem.
•Exija nota fiscal e receituário agronômico.
•Compre somente de revendedores comprovadamente idôneos.
•Não acredite em histórias dando conta de que esse ou aquele produto são fabricados em outros países mas iguais aos usados no Brasil: isto é lorota!
•Olho nas embalagens: embora os falsificadores persigam a perfeição nas falsificações, sempre há margem para identificação de um produto falso. Em caso de dúvidas, consulte o fabricante do produto verdadeiro.
•Avise a polícia ou a autoridade sanitária de sua região se suspeitar de falsificação de agrotóxicos. Se preferir, acione o Disque-Denúncia 0800 940 7030: a ligação é gratuita e a denúncia é anônima.
Fique de olho nos agrotóxicos ilegais. Dicas para o agricultor reconhecer produtos contrabandeados, pirateados e falsificados:
•Regiões do País – Geralmente, os agrotóxicos ilegais são encontrados nas regiões rurais dos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Santa Catarina.
•Embalagens – Atenção ao idioma utilizado nos rótulos dos produtos: Espanhol, na grande maioria dos casos. As embalagens são do tipo sacos plásticos, metalizados ou caixas de papel cartão, com peso líquido aproximado de 10 gramas a 200 gramas.
•Vendedores – As ofertas, na maioria dos casos, são feitas por vendedores não-credenciados. Procure sempre uma revenda oficial e idônea.
•Culturas agrícolas: As mais visadas são a soja, milho (verão e safrinha), trigo, arroz e algodão.
•Nomes dos produtos (principais): Agruron, Callimuron, Chloryl, Clorimuron, Clorimusol, Clotyl, Clorinor, Corona, Eclipse, Flash, Herbex, Huron, Herbimet, K-cique, Koan, Kombat, Parisud, Metsulfuron Agrotec, Sinochem Hebei, Maxi 50, Meturon, Naok, Pegasus, Poker, Spin 25, Terriz, Etheflor, Mustang 10 SL, Tebutec 250 SC, Imyl 70 WG e Orsal são os mais visados pelas quadrilhas de contrabandistas.
•Época de comercialização: Soja: setembro a outubro; trigo: janeiro e fevereiro; arroz: outubro a novembro; algodão: outubro a novembro; milho verão: junho a julho e milho safrinha: dezembro a janeiro.
•Meios de transporte: O transporte se dá por via terrestre, nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Tocantins e Rio Grande do Sul, sobretudo, em caminhões e ônibus de excursões (volumes maiores) e automóveis (volumes menores). Há registro, também, de transporte por via área para volumes maiores.
Fonte: Informativo Sindag/Andav.