Por Alexei de Campos Dianese, Sueli Matiko Sano*
A mangabeira e o cajuzinho florescem no final da estação seca ou no início da estação chuvosa nos meses de setembro e outubro. Neste ano, as chuvas no final do mês de agosto e em setembro, em algumas regiões de Cerrado, propiciaram condições ambientais favoráveis à proliferação da antracnose, doença de origem fúngica que ataca tanto as mangabeiras quanto os cajueiros. A produção de frutos destas plantas é afetada pelas chuvas no período de frutificação, pois são extremamente susceptíveis a essa doença. Assim, sorvetes ou sucos de mangaba e cajuzinho - produtos advindos da agricultura familiar local e que vem sendo valorizados em cidades históricas como Goiás Velho e Pirenópolis ou mesmo Goiânia e Brasília - serão raridade em algumas regiões este ano.
A antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum, ataca também as folhas e os ramos. O sintoma é bem característico, com lesões necróticas nas folhas, muitas vezes iniciando-se na nervura central. O fungo também causa a queda de flores e o abortamento prematuro de frutos ainda em estágio de formação. Nos frutos do cajueiro, as lesões aparecem nas castanhas, causando escurecimento e apodrecimento do fruto, que seca e, muitas vezes, permanece aderido à planta, sintoma conhecido como "mumificação". Nas mangabas, as lesões aparecem como manchas avermelhadas com pequenos pontos escuros no centro. Essas manchas expandem-se, penetrando a polpa e apodrecendo o fruto que cai prematuramente. Sob alta umidade, as lesões adquirem uma coloração rosa-salmão, caracterítica que ajuda a identificar a doença. Os galhos afetados secam a partir das extremidades (seca descendente).
Não existem fungicidas registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para mangabeiras ou cajueiros do Cerrado, pois essas duas fruteiras ainda não possuem um sistema de produção em escala comercial, e, com isso, não atraem a atenção das grandes companhias produtoras de defensivos agrícolas. Portanto, para diminuir a incidência da doença na próxima safra, a forma mais prática é a retirada das folhas, frutos e inflorescências com sintomas, além da poda sanitária durante o inverno (estiagem) retirando os galhos secos. Recomenda-se aplicar a calda bordalesa nos galhos podados, evitando que eles se tornem portas de entrada para novas infecções.
A mangabeira e o cajuzinho florescem no final da estação seca ou no início da estação chuvosa nos meses de setembro e outubro. Neste ano, as chuvas no final do mês de agosto e em setembro, em algumas regiões de Cerrado, propiciaram condições ambientais favoráveis à proliferação da antracnose, doença de origem fúngica que ataca tanto as mangabeiras quanto os cajueiros. A produção de frutos destas plantas é afetada pelas chuvas no período de frutificação, pois são extremamente susceptíveis a essa doença. Assim, sorvetes ou sucos de mangaba e cajuzinho - produtos advindos da agricultura familiar local e que vem sendo valorizados em cidades históricas como Goiás Velho e Pirenópolis ou mesmo Goiânia e Brasília - serão raridade em algumas regiões este ano.
A antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum, ataca também as folhas e os ramos. O sintoma é bem característico, com lesões necróticas nas folhas, muitas vezes iniciando-se na nervura central. O fungo também causa a queda de flores e o abortamento prematuro de frutos ainda em estágio de formação. Nos frutos do cajueiro, as lesões aparecem nas castanhas, causando escurecimento e apodrecimento do fruto, que seca e, muitas vezes, permanece aderido à planta, sintoma conhecido como "mumificação". Nas mangabas, as lesões aparecem como manchas avermelhadas com pequenos pontos escuros no centro. Essas manchas expandem-se, penetrando a polpa e apodrecendo o fruto que cai prematuramente. Sob alta umidade, as lesões adquirem uma coloração rosa-salmão, caracterítica que ajuda a identificar a doença. Os galhos afetados secam a partir das extremidades (seca descendente).
Não existem fungicidas registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para mangabeiras ou cajueiros do Cerrado, pois essas duas fruteiras ainda não possuem um sistema de produção em escala comercial, e, com isso, não atraem a atenção das grandes companhias produtoras de defensivos agrícolas. Portanto, para diminuir a incidência da doença na próxima safra, a forma mais prática é a retirada das folhas, frutos e inflorescências com sintomas, além da poda sanitária durante o inverno (estiagem) retirando os galhos secos. Recomenda-se aplicar a calda bordalesa nos galhos podados, evitando que eles se tornem portas de entrada para novas infecções.



