Cresce 10% a destinação de embalagens
Mais de 6 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas. Esse foi o resultado alcançado pelo sistema de destinação final de embalagens vazias de produtos fitossanitários no primeiro quadrimestre do ano, volume que representa crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2006, quando foram processadas 5.767 toneladas de recipientes. Diversos Estados também apresentaram crescimento nos primeiros quatro meses do ano, alguns deles acima da média Brasil:
Estado - Crescimento (%) - Volume abr/06 (ton) - Volume abr/07 (ton)
Bahia - 32,7 - 385 - 511
Goiás - 72,1 - 290 - 500
Maranhão - 40,6 - 39 - 55
Mato Grosso - 25,1 - 1.285 - 1.608
Mato Grosso do Sul - 19,3 - 343 - 409
Minas Gerais - 10,7 - 579 - 642
Piauí - 90,9 - 15 - 30
Rio de Janeiro - 448,7 - 2 - 10
Rio Grande do Sul - 5,1 - 430 - 452
Rondônia - 29,3 - 8,4 - 11
Roraima - 6,4 - 7,5 - 8
Santa Catarina - 37,1 - 91 - 125
São Paulo - 6,7 - 904 - 964
Brasil - 10,3 - 5.767 - 6.362
Nos últimos doze meses (entre abril de 2006 e abril de 2007), o volume de embalagens destinadas ultrapassou 20 mil toneladas, 595 ton a mais em relação a 2006. Esse cenário positivo é reflexo do trabalho contínuo da indústria produtora de defensivos agrícolas (representada pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias – inpEV), canais de distribuição, cooperativas e poder público para promover a conscientização de agricultores e trabalhadores rurais sobre a importância da lavagem adequada e a devolução de embalagens vazias de fitossanitários.
Em cinco anos de atuação, o programa brasileiro de descarte de embalagens já reúne mais de 2 mil distribuidores de defensivos agrícolas organizados em 239 associações de distribuidores e cooperativas que gerenciam 365 unidades de recebimento em todo o País. Essas unidades já receberam mais 63 mil toneladas de embalagens que seguiram para a reciclagem ou incineração, entre março de 2002 e dezembro de 2006. Somente em 2006 foram retiradas da natureza 19.634 toneladas de embalagens vazias, o que representa 63% do volume total colocado no mercado e 88% das embalagens primárias (aquelas que entram em contato direto com o produto) colocadas no mercado.
“O programa brasileiro de destinação final de embalagens vazias se tornou referência mundial ao destinar mais embalagens plásticas (percentualmente ao volume colocado no mercado) do que os 30 maiores países do mundo com programas similares”, explica João Cesar Rando, diretor-presidente do inpEV. Esses dados são apurados anualmente pelo Croplife International Container Management Comittee (Comitê de destinação de embalagens da CropLife), um comitê internacional que congrega todas as entidades de destinação final de embalagens vazias do mundo. Os dados apurados apontam o custo da destinação de embalagens plásticas lavadas do Brasil como um dos menores do mundo por três anos consecutivos.
Acompanhe abaixo a evolução do volume de recipientes destinados e o número de unidades de recebimento.
# Evolução da destinação de embalagens:
Ano - Quilos destinados
2003 - 7.855.007
2004 - 13.933.111
2005 - 17.881.162
2006 - 19.633.849
# Evolução do número de unidades de recebimento
Ano - Unidades de recebimento - Postos - Centrais - Total
2002 - 33 - 1 - 34
2003 - 165 - 98 - 263
2004 - 215 - 111 - 326
2005 - 242 - 108 - 350
2006 - 257 - 108 - 365
# Agricultor Consciente
Pesquisa recente contratada pelo inpEV e realizada pelo instituto Kleffmann Group, aponta que 94% dos agricultores brasileiros devolvem as embalagens vazias dos produtos fitossanitários que utilizam. A pesquisa avaliou os resultados da campanha educativa para agricultores “A Natureza Agradece”, de iniciativa do inpEV, que foi veiculada em rede nacional de televisão por meio de espaços gratuitos obtidos com o apoio do Governo Federal nos períodos de maio e junho de 2006 e novembro de 2006 e fevereiro de 2007.
A pesquisa também revelou que 98% dos produtores realiza a lavagem das embalagens vazias de defensivos agrícolas, sendo que 95% deles executa a prática no momento adequado, ou seja, na hora da aplicação do produto. Do total da amostragem, 85% dos entrevistados têm conhecimento sobre a legislação que regulamenta a devolução desses recipientes.
Foram entrevistados 521 agricultores dos Estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. A margem de erro da pesquisa é de 5% e o nível de confiança de 95%.
Segundo a Gerente de Comunicação e Educação do inpEV – Juliana Hosken Wernek – os resultados surpreendem e comprovam o elevado grau de conscientização ambiental adquirido pelo agricultor brasileiro. Inicialmente os procedimentos de lavagem e devolução das embalagens vazias foram estimulados por uma legislação e hoje, após 5 anos de início do programa, podemos afirmar que já foram incorporados na rotina dos produtores rurais. Os resultados positivos são motivos de orgulho para todos os envolvidos: agricultores, distribuidores, cooperativas agrícolas, indústria fabricante e poder público, completa.
# Sobre o inpEV
O inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias – é uma entidade sem fins lucrativos que representa a indústria fabricante de defensivos agrícolas em sua responsabilidade de destinar as embalagens vazias de seus produtos de acordo com a Lei Federal nº 9.974/2000 e o Decreto Federal nº 4.074/2002. A lei atribui a cada elo da cadeia produtiva agrícola (agricultores, fabricantes, canais de distribuição e órgãos governamentais) responsabilidades que possibilitam o funcionamento do Sistema de Destinação de Embalagens Vazias.
O instituto foi fundado em 14 de dezembro de 2001 e entrou em funcionamento em março de 2002. Atualmente, possui 66 empresas e sete entidades de classe do setor como associadas.
Fonte: InpEV.