Diversas práticas podem ser utilizadas para o controle da mosca branca. Entre as mais efetivas, encontram-se a limitação das épocas de plantio; e a eliminação de plantas voluntárias (tiguera), de restos culturais e de plantas daninhas, visando impedir a manutenção da população da praga.
A limitação da época de plantio almeja a redução da oferta de alimentos para o inseto. Esta prática requer flexibilidade quanto a implantação de novos plantios após o encerramento da colheita das culturas antecedentes. Assim, evita-se a sobreposição de culturas, principalmente, entre a fase de maturação com a fase de implantação de uma nova lavoura, onde a mosca branca migra das culturas em fase de colheita para as em início de desenvolvimento.
Já a eliminação de restos culturais deve ser uma medida imediata à colheita. Eliminando-se os restos culturais, seja por método químico ou físico, elimina-se a mosca branca, evitando a migração e infestação de cultivos subsequentes.
No processo de colheita do feijão e da soja, por exemplo, existe a perda de grãos que irá promover a emergência de plantas. Estas plantas voluntárias (tiguera) poderão ser fonte permanente de manutenção da população da mosca branca. A eliminação das plantas voluntárias reduz a oferta de alimentos e a multiplicação da mosca neste ambiente.
Em se tratando do sistema de plantio direto, recomenda-se a realização de amostragens em plantas daninhas, visando determinar o nível populacional da mosca branca. Detectando-se a ocorrência de altas populações, o produtor poderá tomar medidas preventivas como a realização da dessecação, deixando a área em pousio (duas semanas) antes da semeadura.
No caso da semeadura imediata após a dessecação das plantas daninhas, recomenda-se a aplicação de um inseticida na área de plantio para o controle de adultos da mosca branca antes da emergência da plantas.
O principal método de controle da mosca branca continua sendo o químico. Diversos princípios ativos estão registrados para o controle da mosca branca, entretanto, poucos deles são eficientes.
Em testes sob condições controladas, diversos princípios ativos do grupo dos organofosforados, piretróides e carbamatos foram eficientes no controle de adultos da mosca branca, espécie Bemisia tabaci raça A, mas ineficientes para a Bemisia tabaci raça B.
Atualmente, os inseticidas do grupo dos neonicotinóides apresentam eficiência no controle de adultos da mosca branca B. tabaci raça B. Os princípios ativos thiamethoxan, acetamiprid e imidacloprid foram os mais eficientes no controle de adultos da mosca branca B. tabaci raça B.
O inseticida pyriproxyfen pertencente ao grupo dos juvenóides, afeta o balanço hormonal dos insetos, causando a supressão da embriogênesis, promovendo um controle efetivo de ovos e ninfas da mosca branca. Os adultos de mosca branca expostos ao produto pyriproxyfen, são afetados, com a postura de ovos inviáveis.
No estabelecimento de uma lavoura de feijão da safras das "águas", da "seca" ou de "inverno" sob pivôt central, com possibilidade de infestação pela mosca branca proveniente de culturas antecedentes, recomenda-se como medidas preventivas o seu controle com aplicação do inseticida juvenóide, visando a quebra do ciclo evolutivo da praga. Outra medida preventiva é a utilização do tratamento de sementes e pulverizações complementares.
Em áreas de cultivo escalonado de feijão, recomenda-se o controle químico da mosca branca nas áreas de plantio antecedente, com inseticida de ação sobre ovos e ninfas, complementado com a aplicação de adulticidas, evitando o crescimento e a migração populacional de a mosca branca infectadas.
Essa medida é importante, pois as aplicações visando somente o controle de adultos resultam em pulverizações sequênciais, com elevação dos custos de produção sem o efeito desejado na eliminação da mosca branca.