O Agricultor e os EPIs
Os EPI´s são ferramentas de trabalho que servem para proteger a saúde do trabalhador rural quando são usados produtos fitossanitários, para reduzir os riscos de intoxicação na hora da aplicação de defensivos.
As vias de exposição do agricultor são:
1. Boca: principalmente quando está fumando e adicionando defensivo no tanque do pulverizador;
2. Nariz: sempre para quem não está usando máscaras, por que existem defensivos sem cheiro e não se percebe a inalação;
3. Pele: pelos respingos do defensivo;
4. Olhos: Acontece muito quando está aplicando defensivos em dias de vento.
Todas as parte do corpo devem ser protegidas pelos Equipamentos de Proteção Individual por que a intoxicação durante o manuseio ou a aplicação de produtos é considerada acidente de trabalho. O uso de EPI´s é uma exigência da legislação trabalhista através de suas normas rurais.
Os EPI´s existem para proteger a saúde do trabalhador e na hora da aquisição destes deve ser verificado se possui o certificado de aprovação e sigla C.A, por que todo produto que não possui esta sigla é considerado crime para quem está vendendo e quem vai usar, ficando os dois sujeitos a penalidades previstas na lei.
Os mais importantes equipamentos são:
- Luvas: é o mais importante equipamento de proteção porque protege uma das partes do corpo com maior risco de exposição, asa mãos. Devem ser de borracha ou neoprene, materiais que podem ser utilizados com qualquer tipo de formulação.
- Máscaras: tem por objetivo evitar a inalação de vapores orgânicos, névoas ou partículas tóxicas através das vias respiratórias e para a aplicação de defensivos devemos usar máscaras de filtro p2 2 p3.
- Viseira facial: ela protege os olhos e o rosto contra respingos durante o manuseio e aplicação. Em alguns casos pode se substituir a viseira pelo óculos mas sempre lembrando que o óculos protege somente os olhos do aplicador.
- Jaleco e calça: são apropriados para proteger o corpo dos respingos do produto formulado.
- Botas: elas devem ser de cano longo e resistentes aos solventes orgânicos, por exemplo PVC.
A forma de usar deve obedecer a seguinte ordem: em primeiro lugar vestir a calça, após o jaleco, depois as botas, a máscara, a viseira facial, o boné e por último as luvas, principalmente se elas forem usadas.
Para tirar os EPI´s devemos primeiramente lavar as mãos com as luvas, depois as botas, o boné, as luvas, a viseira, a máscara e depois tomar um banho com bastante água e sabão.
As vestimentas de proteção devem ser abundantemente enxaguadas com água corrente para diluir e remover os resíduos da calda de pulverização. A lavagem deve ser feita de forma cuidadosa, preferencialmente com sabão neutro (sabão de coco). As vestimentas não devem ficar de molho. Em seguida as peças devem ser bem enxaguadas para remover todo o sabão. O uso de alvejantes não é recomendado, pois poderá danificar a resistência das vestimentas.
As vestimentas devem ser secas á sombra e para usar máquinas de lavar ou secar, consulte asa recomendações do fabricante.
As botas, luvas e viseira devem ser enxaguadas com água abundante após cada uso. É importante que cada VISEIRA NÃO SEJA ESFREGADA, pois isto poderá arranhá-la, diminuindo a transparência.
Os respiradores devem ser mantidos conforme instruções específicas que acompanham cada modelo. Respiradores com manutenção (com filtros especiais de reposição) devem ser descontaminados e armazenados em local limpo. Filtros não saturados devem ser envolvidos em uma embalagem limpa para diminuir o contato com o ar.
O simples fornecimento dos equipamentos de proteção individual jamais será capaz de proteger a saúde do trabalhador e evitar contaminações. Incorretamente utilizados, os EPI´s podem comprometer ainda mais a segurança do trabalhador.
Bem informado, o profissional de ciências agrárias poderá adotar medidas cada vez mais econômicas e eficazes para proteger a saúde dos trabalhadores, além de evitar problemas trabalhistas.