Maria Regina Vilarinho de Oliveira¹
¹Pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
O aumento de divisas e a consequente melhoria de vida dos povos dos países industrializados, vêem resultando na expansão do comércio internacional de “commodities”. Diretamente relacionado a isso, os mais variados tipos de mercadorias têm sido enviadas para as mais distantes regiões do planeta.
Com a intensificação do movimento de produtos entre países, blocos econômicos e continentes, também foi incrementada a utilização de embalagens para acondicionar e proteger de forma adequada os produtos que estão sendo transportados. Tais embalagens, em muitos casos, são feitos de madeira sólida ou de aglomerados e compensados de madeira, e via de regra, entram no país e acompanham os produtos até ao seu destino; em muitos casos, as embalagens são reaproveitadas ou recicladas para os mais diferentes fins.
Assim, um dos problemas que surgiu com intensificação do comércio foi a introdução, no Brasil, de pragas exóticas da madeira, muitas dos quais podem atacar, além das madeiras que compõem as embalagens, árvores vivas de espécies nativas ou importadas, constituindo-se em ameaças para a diversidade florestal brasileira. Estas pragas florestais, exóticas podem causar consideráveis perdas econômicas, como morte de árvores, degradação e defeitos em madeira utilizada na industria, perda da diversidade genética florestal em ecossistemas naturais, diminuição de turistas em parques pela morte e destruição de árvores, queda de árvores em áreas públicas e particulares, entre várias outras. Uma grande variedade de pragas pode ser facilmente transportadas para o Brasil, através desta via de ingresso. Entretanto, ao lado das embalagens, outros produtos da madeira (souvenirs, calçados, móveis, tábuas, engradados, esteios, etc.) também podem ser portadores de insetos exóticos. Estes insetos (entre eles temos as brocas e as coleobrocas) apresentam ciclo de vida associado a troncos de árvores e muitos deles são capazes de permanecerem neste habitat por períodos de meses ou até anos. Recentemente, a entrada de Anoplophora glabripennis, vulgarmente conhecido como besouro chinês e de Tonicus piniperda (besouro dos brotos do pinheiro), nos Estados Unidos, ocasionou perda de inúmeras árvores e gastos de muitos milhões de dólares devido ao reflorestamento, tratamentos para a eliminação de todas as fases do inseto e em programas de erradicação dos insetos.
A diversidade genética florestal deve ser protegida das espécies invasoras exóticas e para tanto um levantamento das principais pragas que poderiam estar associadas aos materiais de embalagem e à importação de mudas de árvores foi realizado pelo Laboratório de Quarentena Vegetal da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Concluiu-se que cerca de 70 espécies de insetos exóticos podem acompanhar os produtos feitos a base de madeira, entre elas, o besouro chinês. Muitas destas espécies são altamente destrutivas e por serem introduzidas no país, não têm inimigos naturais nos bosques e florestas nativos, o que as torna pragas de difícil controle.
Um reforço na fiscalização fitossanitária das embalagens de madeira, nos diferentes pontos de entrada do país tornou-se prioridade por parte da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Contudo, a sociedade brasileira necessita tornar-se parceria deste esforço não introduzindo no país, sem fiscalização adequada, produtos feitos de madeira e cuidando para que a reciclagem das embalagens seja feita de modo cuidadoso e criterioso.
Com a intensificação do movimento de produtos entre países, blocos econômicos e continentes, também foi incrementada a utilização de embalagens para acondicionar e proteger de forma adequada os produtos que estão sendo transportados. Tais embalagens, em muitos casos, são feitos de madeira sólida ou de aglomerados e compensados de madeira, e via de regra, entram no país e acompanham os produtos até ao seu destino; em muitos casos, as embalagens são reaproveitadas ou recicladas para os mais diferentes fins.
Assim, um dos problemas que surgiu com intensificação do comércio foi a introdução, no Brasil, de pragas exóticas da madeira, muitas dos quais podem atacar, além das madeiras que compõem as embalagens, árvores vivas de espécies nativas ou importadas, constituindo-se em ameaças para a diversidade florestal brasileira. Estas pragas florestais, exóticas podem causar consideráveis perdas econômicas, como morte de árvores, degradação e defeitos em madeira utilizada na industria, perda da diversidade genética florestal em ecossistemas naturais, diminuição de turistas em parques pela morte e destruição de árvores, queda de árvores em áreas públicas e particulares, entre várias outras. Uma grande variedade de pragas pode ser facilmente transportadas para o Brasil, através desta via de ingresso. Entretanto, ao lado das embalagens, outros produtos da madeira (souvenirs, calçados, móveis, tábuas, engradados, esteios, etc.) também podem ser portadores de insetos exóticos. Estes insetos (entre eles temos as brocas e as coleobrocas) apresentam ciclo de vida associado a troncos de árvores e muitos deles são capazes de permanecerem neste habitat por períodos de meses ou até anos. Recentemente, a entrada de Anoplophora glabripennis, vulgarmente conhecido como besouro chinês e de Tonicus piniperda (besouro dos brotos do pinheiro), nos Estados Unidos, ocasionou perda de inúmeras árvores e gastos de muitos milhões de dólares devido ao reflorestamento, tratamentos para a eliminação de todas as fases do inseto e em programas de erradicação dos insetos.
A diversidade genética florestal deve ser protegida das espécies invasoras exóticas e para tanto um levantamento das principais pragas que poderiam estar associadas aos materiais de embalagem e à importação de mudas de árvores foi realizado pelo Laboratório de Quarentena Vegetal da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Concluiu-se que cerca de 70 espécies de insetos exóticos podem acompanhar os produtos feitos a base de madeira, entre elas, o besouro chinês. Muitas destas espécies são altamente destrutivas e por serem introduzidas no país, não têm inimigos naturais nos bosques e florestas nativos, o que as torna pragas de difícil controle.
Um reforço na fiscalização fitossanitária das embalagens de madeira, nos diferentes pontos de entrada do país tornou-se prioridade por parte da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Contudo, a sociedade brasileira necessita tornar-se parceria deste esforço não introduzindo no país, sem fiscalização adequada, produtos feitos de madeira e cuidando para que a reciclagem das embalagens seja feita de modo cuidadoso e criterioso.


