Tecnologia de Aplicação de Glyphosate na Cultura do Eucalipto
Um dos grandes problemas no setor florestal, refere-se ao manejo de plantas daninhas. varios são os problemas encontrado a nível de campo que devem ser resolvidos, de modo a se ter uma produção sustentável, com maior eficiencia no uso dos insumos fitossanitários e menor risco de contaminação ambiental.
O eucalipto é a essência florestal mais utilizada nos programas de reflorestamento no Brasil, em razão de suas características de rápido crescimento e boa adaptação às condições edafoclimáticas existentes no país. Segundo a Sociedade Brasileira de Silvicultura, (2004), o eucalipto é responsável por gerar mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos e contribuir com aproximadamente 4% do PIB nacional (US$ 21 bilhões).
O setor florestal começou a se expandir significativamente a partir dos incentivos fiscais, nas décadas de 70 e 80, que proporcionaram intensos plantios florestais, que visavam, a priori, reduzir o desmatamento das vegetações nativas e criar uma base florestal para o uso industrial.
Apesar de ser o eucalipto um gênero que possui espécies de rápido crescimento e de apresentar boa competitividade quanto a seu estabelecimento no campo, isso não o isenta da interferência das plantas daninhas, que tem como conseqüência o decréscimo quantitativo e qualitativo da sua produção. Devido às grandes áreas cultivadas, a escassez de mão-de-obra e ao menor custo dos métodos químicos de controle das plantas daninhas, esta tecnologia tem sido a preferida pelas empresas reflorestadoras.
O manejo das plantas daninhas em reflorestamentos é baseado praticamente em métodos químicos e mecânicos, isolados ou combinados. No caso das empresas florestais, onde as áreas cultivadas são extensas, não só a escassez de mão-de-obra, mas a necessidade de atingir elevados índices de produtividade, dentro de padrões econômicos aceitáveis, tem levado ao aumento do uso da capina química, como alternativa para atender estes objetivos.
O glyphosate é o herbicida mais utilizado em cultivos comerciais de eucalipto por exercer efetivo controle de grande número de espécies daninhas mono e dicotiledôneas, perenes e anuais. Além disso, acredita-se ser esse produto ambientalmente pouco agressivo, sendo considerado o herbicida mais conhecido no mundo. Todavia, até mesmo em empresas que adotem bom nível tecnológico, verifica-se a ocorrência de deriva do glyphosate durante as aplicações.
Em conseqüência disso, tem-se observado regularmente a ocorrência de toxidez desse herbicida na parte aérea, principalmente de mudas e ou nas brotações, no caso da rebrota de plantas de eucalipto.
Apesar da importância do glyphosate para a cultura do eucalipto, na literatura poucos são os trabalhos que visam elucidar os efeitos diretos e indiretos deste herbicida sobre o ecossistema florestal.
A deriva do glyphosate em eucalipto com doses acima de 86,4 g ha-1 de glyphosate, pode causar injúrias severas nas plantas, comprometendo o crescimento e causando alterações anatômicas, como a morte de células epidérmicas, que poderiam facilitar a entrada de patógenos.
Um dos maiores problemas refere-se à tecnologia de aplicação desses produtos. A utilização inadequada de produtos quer seja pela super ou sub dosagem, período impróprio, condições adversas, associado ao desconhecimento dos recursos e das máquinas aplicadoras e suas limitações são fatores que contribuem para redução da eficiência no controle químico dos problemas fitossanitários. Desse modo, é de extrema importância, que os produtores tenham plenos conhecimentos de produtos fitossanitarios e de tecnologia de aplicação dos mesmos, a fim de reduzir custos de produção, impacto ambiental e desse modo maximizar a produção e a rentabilidade do agronegócio.