Déficit em produtos químicos pode bater recorde

MERCADO

Déficit em produtos químicos pode bater recorde

O déficit na balança comercial de produtos químicos chegou, até julho, à marca de US$ 17,4 bilhões
Por: -Leonardo Gottems
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O déficit em produtos químicos já registra US$ 31,4 bi nos últimos 12 meses e poderá ser um recorde em 2019, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). De acordo com as informações, m esmo com cenário econômico tímido, valor é apenas inferior ao total registrado em 2013, de US$ 32 bilhões. 

“Em que pese o tímido resultado da atividade econômica nacional no ano, em todos os meses de 2019 as importações foram superiores a US$ 3 bilhões, com especial efeito da recente pressão cambial entre junho e julho, enquanto as exportações mensais foram de praticamente US$ 1 bilhão, impactadas com a crise comercial que vive a Argentina, principal parceiro comercial brasileiro em produtos químicos e com a preocupação de uma estagnação geral da economia mundial no contexto da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China”, disse a Abiquim. 

Além disso, o déficit na balança comercial de produtos químicos chegou, até julho, à marca de US$ 17,4 bilhões, elevação de 11,3% em relação ao mesmo período de 2018. Nos últimos 12 meses, de agosto de 2018 a julho deste ano, o déficit comercial somou US$ 31,4 bilhões, apenas inferior ao recorde de US$ 32 bilhões em 2013, sendo crescente a percepção de que, para o final de 2019, esse indicador será superado, mesmo com a ainda tímida recuperação do crescimento econômico nacional e em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China. 

“Indiscutivelmente as recentes conclusões de negociações de livre comércio com os dois blocos econômicos europeus, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio (sigla EFTA, em inglês), traduzem o compromisso do Governo em promover uma inserção internacional responsável e dialogada com o setor privado e em viabilizar um ambiente de negócios favorável, com textos disciplinadores modernos, eficientes e alavancadores de fluxos de comércio e de investimentos seguros e leais”, destaca Denise Mazzaro Naranjo, diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim. 


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