Bula Abamit

acessos
Abamectina
11209
FMC - Campinas

Composição

Abamectina 18 g/L Avermectina

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
III - Produto perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Curuquerê
(Alabama argillacea)
0,45 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. 21 dias. Logo após o início da infestação
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Larva minadora
(Liriomyza huidobrensis)
1 L p.c./ha 300 L de calda/ha 20 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. 14 dias. Constatada presença de adultos ou as primeiras pontuações
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Minadora da folhas
(Phyllocnistis citrella)
22,5 a 30 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha 20 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. 7 dias. Primeiros sinais de aparecimento de pragas nas brotações
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Larva minadora
(Liriomyza trifolii)
75 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha 20 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. 3 dias. Logo após o início da infestação

Frasco plástico polieitileno de alta densidade:
0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5 e 3,0 L;

Lata folhada de Flandres e alumínio:
0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 10,0; 20,0 e 50 L;

Bombona plástica de polietileno de alta densidade:
3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 10,0; e 50 L;

Balde metal:
10, 20, 50, 100, 200, 300 e 400 L;

Container ou farm pack retornável plástico de polietileno de alta densidade ou metal:
100, 200, 300, 400, 500 e 1.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO:

O ABAMIT é um inseticida/acaricida produto isolado a partir da fermentação natural de Streptomyces avermitilis e recomendado para cultura do Algodão, Tomate, Batata e Citros.
O produto deve ser aplicado logo após o início da infestação. Efetuar a aplicação de forma que possibilite uma boa cobertura da parte aérea das plantas. Respeitar a quantidade máxima de 1 aplicação por ciclo da cultura.
Para o controle do Curuquerê(Alabama argilácea) na cultura do Algodão, recomenda-se a utilização da dose de 0,45 L do produto comercial/ha, com volume de calda de 200 L/ha.
Para o controle da Larva-minadora(Liriomyza huidobrensis) na cultura da Batata, recomenda-se a utilização da dose de 1 L do produto comercial/ha, com volume de calda de 300 L/ha. Aplicar tão logo sejam observadas a presença de adultos ou as primeiras pontuações.
Para o controle da Minadora-das-folhas(Phyllocnistis citrella Stainton) na cultura dos Citros, recomenda-se a utilização da dose de 22,5 a 30 mL do produto comercial/100 L de água, com volume de calda de 1.000 L/ha. Iniciar a aplicação com os primeiros sinais de aparecimento da praga nas brotações. O volume de calda poderá ser alterado conforme o porte da planta.
Para o controle da Larva-minadora(Liriomyza trifolii) na cultura do Tomate, recomenda-se a utilização da dose de 75 mL do produto comercial/100 L de água, com volume de calda de 1.000 L/ha.

MODO DE APLICAÇÃO
ABAMIT deve ser aplicado em pulverização com equipamento manual ou motorizado, costal, estacionário ou tratorizado. Em qualquer dos casos, é importante que haja uma total cobertura da parte aérea da planta. Para o controle de ácaros e insetos, os bicos mais recomendados são os bicos cônicos. Evitar aplicação nas horas mais quentes do dia, temperatura acima de 27 ºC ou com a presença de ventos fortes, velocidade acima de 10 km/hora bem como a umidade relativa do ar abaixo de 50%

Equipamentos de aplicação:

1.1 Aplicação Terrestre

ABAMIT deve ser aplicado em pulverização com equipamento manual ou motorizado, costal, estacionário ou tratorizado. Recomenda-se usar bicos Twinjet ou leque com espaçamento de 50 cm entre bicos, Mantendo-se uma pressão de operação de 60 a 80 libras/pol². Proporcionar uma cobertura na folha de 20 a 30 gotas/cm² e as gotas com diâmetro de 200 a 400 micras.
Procurar aplicar um volume de calda suficiente para que se obtenha uma boa cobertura da parte interna e externa da planta. Evitar escorrimento. Utilizar as recomendações dos fabricantes para regulagem correta dos equipamentos. Antes da aplicação de Abamit verificar se os equipamentos de pulverização estão limpos e bem conservados, procedendo à calibragem dos mesmos com água para a correta pulverização do produto.

1.2 Aplicação Aérea

A aplicação de Baixo Volume (BV) com água ser feita com um volume de calda de 20 a 50 litros/ha. A largura da faixa de aplicação pode variar de 15 a 20m, dependendo do tipo de aplicação O diâmetro de gotas devera ser de 150 a 200 micra para UBV (Ultra Baixo Volume) e de 200 a 400 micra para aplicação a BV. A calibração deve ser feita observando-se a densidade de gotas que devera variar de 20 a 30 gotas/cm², tanto para aplicação UBV ou BV. Para as aplicações BV, os tipos de bico a serem utilizados são: bicos cônicos vazios da série "D" ou Micronair com as pás de hélice ajustadas a um ângulo de 65º. Para as aplicações UBV, o produto deverá ser aplicado através de atomizador rotativo tipo "Micronair", com pressão de 15 a 22 libras/pol², dependendo do orifício utilizado. Os parâmetros quanto ao diâmetro de orifício dos bicos, deve ser selecionado em função da vazão a ser utilizada, velocidade de vôo, volume e largura da faixa.

Condições climáticas:
. Temperatura ambiente: máximo 28ºC
. Umidade relativa do ar (UR): mínima 70%
. Velocidade do vento: 2 a 10 km/hora.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão 21 dias.
Tomate 03 dias.
Batata 14 dias.
Citros 07 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

Não deve ocorrer a reentrada de pessoas nas culturas antes de 24 horas após aplicação, a menos que se use roupa protetora.

LIMITAÇÕES DE USO:

ABAMIT foi avaliado para todas as culturas registradas, incluindo uma grande variedade de plantas. Entretanto, desde que todas as combinações e seqüências de aplicação de outros produtos não foram testadas, é prudente fazer antes um teste numa pequena área da cultura a ser tratada, para se certificar da não ocorrência de fitotoxicidade.
. A calda deve ser aplicada no mesmo dia da preparação. Não deixar a calda de um dia para o outro.
. Mantenha a calda em agitação, no tanque de pulverização.

ATENÇÃO: durante 10 dias antes e 10 dias após a aplicação, não devem ser usados produtos a base de Captan, Folpet ou Enxofre.

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
Produto para uso exclusivamente agrícola;
Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto;
Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados;
Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas;
Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados;
Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos; Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca;
Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
Produto extremamente irritante para os olhos.
Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
Manuseie o produto em 10c?!1 aberto e ventilado.

PREUCAÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
Evite o máximo possível o contato com a área tratada;
Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia;
Não aplique o produto contra o vento, se utilizar distribuidor costal. Se utilizar trator (ou avião), aplique o produto contra o vento.
Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.
Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.'
Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
Os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
Troque e lave as suas roupas de proteção separadas das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
Fique atento ao período de vida útil dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante;
Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
Não reutilizar a embalagem vazia;
No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI : macacão de algodão impermeável com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR ABAMECTINA E AQUIL BENZENO C9

INFORMAÇÕES MÉDICAS

As informações presentes nesta tabela são para uso exclusivo do profissional de saúde. Os procedimentos descritos devem ser realizados somente em local apropriado (hospital, centro de saúde, etc.).

Grupo químico:
ABAMECTINA: Acaricida, Inseticida e nematicida
AQUIL BENZENO C9: Hidrocarboneto aromático

Classe toxicológica:
I - EXTREMAMENTE TÓXICO

Vias de exposição:
Dérmica, inalatória e oral.

Toxicocinética:
ABAMECTINA: Em estudo conduzido com ratos, a abamectina apresentou excreção principalmente através das fezes, (69-82% da dose administrada); sendo que após 7 dias da administração (via oral), a porcentagem excretadai na urina foi de 0,3 a 1 % da dose administrada. Foram detectados níveis dei resíduos teciduais no fígado, rins, músculos e tecido adiposo. Em ratos, cabras e bovinos, o composto na forma inalterada representou até 50% dos resíduos teciduais totais nos tecidos.
AQUIL BENZENO C9: Os produtos pertencentes ao grupo dos hidrocarbonetos aromáticos são bem absorvidos através da via inalatória, atravessam facilmente a membrana alveolar e, rapidamente, atingem o sistema nervoso central. Em caso de ingestão, apresenta boa absorção oral e as principais vias de eliminação são a pulmonar, na forma inalterada, e ai urinária, na forma de produtos de biotransformação

Mecanismo de toxicidade:
ABAMECTINA: O mecanismo de ação das avermectinas em animais vertebrados ainda não foi completamente elucidado. Nesses animais, osl efeitos das avermectinas ocorrem através de reações nos receptores para o neurotransmissor inibitório GABA. As avermectinas abrem os canais dei cloreto do receptor GABAA, atuando como um agonista parcial desse neurotransmissor. Os íons c1oreto então fluem para o neurônio pós-sináPtico.j Este aumento de permeabilidade aos íons c1oreto pode significativamente, hiperpolarizar (tornar mais negativo) o potencial de membrana do neurônio,! inibindo a descarga do impulso nervoso.
AQUIL BENZENO C9: Em concentrações elevadas, age como depressor do sistema nervoso central.

Sintomas e sinais clínicos:
ABAMECTINA: Midríase, sedação e tremores.
AQUIL BENZENO C9: A ingestão de substâncias da classe dos hidrocarbonetos aromáticos pode causar tosse, náusea, vômito, diarréia, dor/queimação abdominal, taquidisritmia cardíaca. A ingestão e a inalação podem causar depressão do sistema nervoso central, caracterizada pori náuseas, do de cabeça, tontura, perda da coordenação, inconsciência e coma. Também podem causar Irritação da pele e mucosas.

Diagnóstico:
O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível.

Tratamento:
Realizar tratamento sintomático e de suporte de acordo com o quadro clínico para manutenção das funções vitais. Não há antídoto específico. Em caso de contato com a pele, lavar as áreas atingidas com água corrente e sabão neutro em abundância. O profissional de saúde deve estar protegido, utilizando luvas, botas e avental impermeáveis. Se o produto foi ingerido, avaliar a necessidade de administração de carvão ativado. Sintoma de alarme: midríase, incoordenação muscular e tremores.

Contra-indicação:
A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química, porém se o vômito ocorrer espontaneamente não devel ser evitado. Uma vez que a abamectina estimula a liberação do ácido gama! aminobutírico - GABA - em animais, é prudente que se evitem drogas que! estimulem o efeito do GABA (barbitúricos, benzodiazepinas, ácido valpróico) em pacientes com risco de estarem contaminados com a abamectina.

Efeitos sinérgicos:
Não são bem estabelecidos.

ATENÇÃO:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800-343545 ou Oxx34-33193019

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATORIO:
O mecanismo de ação das avermectinas em animais vertebrados ainda não foi completamente elucidado. Nesses animais, os efeitos das avermectinas ocorrem através de reações nos receptores para o neurotransmissor inibitório GABA. As avermectinas abrem os canais de cloreto do receptor GABAA, atuando como um agonista parcial desse neurotransmissor. Os íons cloreto então fluem para o neurôn"o pós-sináptico. Este aumento de permeabilidade aos íons cloreto pode significativamente hiperpolarizar (tornar mais negativo) o potencial de membrana do neurônio, inibindo a descarga do impulso nervoso.
Em estudo conduzido com ratos, a abamectina apresentou excreção principalmente através das fezes, (69-82% da dose administrada); sendo que após 7 dias da administração (via oral), a porcentagem excretada na urina foi de 0,3 a 1 % da dose administrada. Foram detectados níveis de resíduos teciduais no fígado, rins, músculos e tecido adiposo. Em ratos, cabras e bovinos, o composto na forma inalterada representou até 50% dos resíduos teciduais totais nos tecidos.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO

EFEITOS AGUDOS
Efeitos agudos: testes realizados com ratos apresentram sintomas tais como: ataxia, incoordenação muscular, tremores e irritação ocular.
DL50 Oral (mg/kg): 1033
DL50 Dérmica (mg/kg) : > 4000
CL50 Inalatória (mg/L) :

1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

• Este produto é PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE III)

Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microcrustáceos.
Evite contaminação ambiental- Preserve a Natureza.
Aplique somente as doses recomendadas.
Não utilize equipamento com vazamento.
Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de capitação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
Observe as disposições constantes ha legislação municipal e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
Coloque placa de advel1ência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3. INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES:
Isole e sinalize a área contaminada.
Contate as autoridades locais competentes e a empresa FMC Química do Brasil Ltda. - telefone de emergência: Uberaba - MG (034) 3319-3019.
Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão de impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros).
Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.

• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante pelo telefone indicado acima.

• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

Em caso de incêndio, use extintores DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, CO2 ou PÓ QUÍMIco, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

Para embalagem RÍGIDA LAVÁVEL:

I. LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.

• Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de tríplice lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
Despeje a água da lavagem no tanque do pulverizador;
Faça esta operação três vezes;
Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

• Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão segUir os seguintes procedimentos:
Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-Ia invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

II. ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da tríplice lavagem ou lavagem sob pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

IV. TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

Para embalagem RÍGIDA NÃO LAVÁVEL:

I. ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

II. ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em Caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

III. DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

IV. TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, animais e pessoas.

Para embalagens SECUNDÁRIAS (NÃO CONTAMINADAS)

I. ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

II. ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário,deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

III. DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

IV. TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação deste produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

Manejo integrado é a associação de medidas de controle que visa atender os aspectos econômicos, ecológicos e sociológicos.
Dentre os princípios de manejo integrado, podemos destacar as seguintes práticas: utilizar sementes/material de propagação sadios, trabalhar com materiais resistentes/ tolerantes sempre que possível, realizar adubação adequada, praticar sempre rotação de culturas e utilizar o tratamento fitossanitário, quando recomendado através de diagnose correta do problema.

Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
Qualquer produto para controle de doenças da mesma classe ou de mesmo modo de ação não deve ser utilizado em aplicações consecutivas do mesmo patógeno, no ciclo da cultura.
Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.