Bula Agroben 500 - Agro Import

Bula Agroben 500

CI
Carbendazim
7812
Agro Import

Composição

Carbendazim 500 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea/Tratamento de sementes
Fungicida
Não Classificado
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Conteúdo: 1, 5, 10, 20 e 50 litros

INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO

AGROBEN 500 é um fungicida sistêmico apresentado sob a forma de suspensão concentrada do grupo benzimidazol, que contém 500 g/L do ingrediente ativo carbendazim, utilizado no tratamento de doenças nas culturas de citros, feijão, trigo, soja, e no tratamento de sementes de feijão, soja e algodão.

MODO DE APLICAÇÃO

É PROIBIDA A APLICAÇÃO COM EQUIPAMENTO MANUAL OU COSTAL

PULVERIZAÇÃO

AGROBEN 500 deve ser diluído em água limpa. Recomenda-se agitar a embalagem do produto antes do preparo da calda.

PREPARO DA CALDA

Recomenda-se o preparo da quantidade necessária de calda para uma aplicação.
Para preparar melhor a calda, coloque a dose indicada de AGROBEN 500 no pulverizador com água até ¾ de sua capacidade e em seguida complete o volume agitando constantemente, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento. A agitação deve ser constante durante a preparação da calda e aplicação do produto. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação do produto possibilitando a formação de depósito no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação. Aplique de imediato sobre o alvo biológico.

APLICAÇÃO TERRESTRE

Para a aplicação do produto, utilize uma tecnologia de aplicação que ofereça uma boa cobertura dos alvos. O equipamento de pulverização deverá ser adequado para cada tipo de cultura, forma de cultivo e a topografia do terreno. Utilizar gotas de classe Média- M ou Grossa-C.
A pressão de trabalho deverá ser selecionada em função do volume de calda e da classe de gotas. Utilizar a menor altura possível da barra para cobertura uniforme, reduzindo a exposição das gotas à evaporação e aos ventos, e consequentemente a deriva. Para determinadas culturas que utilizarem equipamentos específicos, o tamanho da gota pode ser ajustado e adequado de acordo com cada situação.
Deve-se realizar inspeções nos equipamentos de aplicação para calibrar e manter (bicos, barra, medidores de pressão) em perfeito estado visando uma aplicação correta e segura para total eficiência do produto sobre o alvo.
Na pulverização, utilize técnicas que proporcionem maior cobertura. Consulte um engenheiro agrônomo.
FEIJÃO, SOJA, TRIGO: Utilizar equipamentos tratorizados com barras dotadas de bicos cônicos da série D ou similar, velocidade do trator em torno de 6 Km/h, pressão de trabalho entre 80 a 120 lb/pol² e tamanho de gotas entre 200 a 400 micra, com uma densidade em torno de 60 gotas/cm²
CITROS: Recomenda-se a aplicação com turbo atomizador acoplado ao trator. Respeitar a velocidade do trator em torno de 6 km/hora, à uma pressão de trabalho entre 200 a 300 lb/pol², com tamanho de gotas entre 200 a 400 micra, e densidade em torno de 60 gotas/cm².

APLICAÇÃO AÉREA

Utilizar aeronave agrícola registrada pelo MAPA e homologada para operações aero agrícolas pela ANAC.
A altura de voo não deve ultrapassar 4,0 m, para evitar problemas com deriva; a altura ideal é de 2 a 3 m acima do alvo, desde que garanta a segurança do voo. Deve-se utilizar gotas de classe Média- M e/ou Grossa-C.
O número de bicos utilizados deve ser o menor número de bicos com maior vazão possível que proporcione uma cobertura uniforme, sendo que devem ser orientados de maneira que o jato esteja dirigido para trás, no sentido paralelo a corrente de ar.
Na pulverização, utilize técnicas que proporcionem maior cobertura. Consulte um engenheiro agrônomo.
• Volume de aplicação: 30 a 50 L/ha.
• Altura do voo: com barras: 2 a 3 m do alvo a ser atingido.
• Largura da faixa de deposição efetiva: 15 m.
• Tamanho das gotas: 200 a 400 micra.
• Densidade de gotas: em torno de 60 gotas/cm².
O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação.
FEIJÃO, SOJA, TRIGO: Para aeronaves do tipo Ipanema, utilizar barras dotadas de bicos cônicos série D ou similar, com disco (core) com ângulo inferior a 45° ou micronair com 4 atomizadores, seguindo a tabela do fabricante para ajuste do regulador de vazão (VRV), pressão e ângulo de pá.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS PARA APLICAÇÃO TERRESTRE E AÉREA

As condições climáticas mais favoráveis para a realização de uma pulverização, utilizando-se os equipamentos adequados de pulverização, são:
• Umidade relativa do ar: mínimo 50%; máximo 95%;
• Velocidade do vento: Mínimo - 2 Km/hora; Máximo -10 Km/hora;
• Temperatura: entre 20 a 30°C ideal;
Caso haja a presença de orvalho, não há restrições nas aplicações com aviões; porém, deve-se evitar aplicações com máquinas terrestres nas mesmas condições, ou seja, a presença de orvalho na cultura.
Observações: Tanto para pulverização terrestre quanto aérea, a escolha do volume de calda e o tamanho de gotas a serem utilizados deve levar em consideração as condições climáticas e o stand da cultura, conforme orientações do engenheiro agrônomo.

TRATAMENTO DE SEMENTES

O tratamento de sementes com AGROBEN 500 deve ser através de máquinas apropriadas para tratamento de sementes.
No tratamento de sementes de feijão, soja e algodão destinados ao plantio, deve-se adicionar ao AGROBEN 500, corante específico para tratamento de sementes. O corante denominado Vermelho Sun, deve ser adicionado em água com o fungicida, misturando-se com as sementes que serão semeadas logo em seguida. Recomenda-se utilizar 15 mL de corante/100 kg de sementes.
As sementes tratadas destinam-se única e exclusivamente para o plantio, não podendo ser utilizadas para o consumo humano ou animal.
Misturar homogeneamente o produto às sementes durante um período mínimo de 10 minutos em tambor giratório, betoneiras ou utilizar máquinas específicas para o tratamento de sementes;
ALGODÃO: Diluir 80 mL do produto comercial em 400 mL e 900 mL de água, nas sementes sem linter e com linter, respectivamente. Distribuir homogeneamente em 100 Kg de sementes.
FEIJÃO E SOJA: Diluir 100 mL do produto comercial em 400 mL de água e distribuir homogeneamente em 100 Kg de sementes.

RECOMENDAÇÕES DE BOAS PRÁTICAS DE APLICAÇÃO

Evitar as condições de inversão térmica.
Deve-se evitar aplicação com excesso de velocidade, excesso de pressão, excesso de altura das barras ou aeronave.
Ajustar o tamanho de gotas às condições ambientais, alterando o ângulo relativo dos bicos hidráulicos ou o ângulo das pás do “micronair”.
Os volumes de aplicação e tamanho de gotas maiores são indicados quando as condições ambientais estão próximas dos limites recomendados. Já para lavouras com densa massa foliar, recomendam-se gotas menores e volumes maiores.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização (independente do equipamento utilizado, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva) e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). O tamanho de gotas a ser utilizado deve ser o maior possível, sem prejudicar a boa cobertura da cultura e eficiência.
Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

LIMPEZA DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Proceder lavagem com solução a 3% de amoníaco ou soda cáustica, deixando-a no tanque por 24 horas.
Substituí-la depois, por solução de carvão ativado a 3 g/L de água e deixar em repouso por 1 a 2 dias, lavando em seguida com água e detergente.
Recomenda-se a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações abaixo:
Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque.
Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada.
Para aeronaves, efetuar a limpeza e descarte em local adequado. Encher novamente o tanque com água limpa e agregar uma solução para limpeza de tanque na quantidade indicada pelo fabricante.
Manter o sistema de agitação acionado no mínimo 15 minutos. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e filtros de linha quando existentes e coloca-los em recipiente com água limpa e solução para limpeza de tanque. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixando esgotar pela barra.
Consulte sempre um engenheiro agrônomo.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão, Feijão e Soja em tratamento de sementes: intervalo não determinado devido à modalidade de emprego;
Citros em aplicação foliar: 7 dias;
Feijão e Soja em aplicação foliar: 14 dias;
Trigo em aplicação foliar: 35 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Para as áreas pulverizadas, recomenda-se aguardar a completa secagem do produto sobre a cultura tratada. Aguardar pelo menos 24 horas. Caso necessite entrar antes desse período, utilize equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação. Evitar sempre que possível, que pessoas alheias ao trato com a cultura e animais domésticos circulem pela área tratada. Durante a manipulação de sementes tratadas recomenda-se utilizar luvas e botas.

LIMITAÇÕES DE USO

• Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
• AGROBEN 500 é incompatível com calda sulfocálcica e calda bordalesa, não devendo ser usada em mistura de tanque com qualquer produto.
• A água da calda de pulverização deve ser de boa qualidade (não deve ser “dura” e/ou alcalina) e com pH 5, ideal para a aplicação do produto.
• Desde que sejam mantidas as recomendações de uso, não ocorre fitotoxicidade nas culturas para as quais o produto é recomendado.
• Sementes tratadas com o AGROBEN 500 destinam-se única e exclusivamente para o plantio, não podendo ser utilizados para consumo humano e animal.
• Todo equipamento usado para aplicar o AGROBEN 500 deve ser descontaminado antes de outro uso.
• Não é recomendado o uso de AGROBEN 500, em tratamentos de sementes com o uso de ferramentas manuais, ou com o uso de lonas plásticas.
• As embalagens utilizadas para acondicionar as sementes tratadas com AGROBEN 500 devem ser flexíveis e consideradas contaminadas após sua utilização, devendo-se seguir as orientações para Destinação de Embalagens Vazias Flexíveis

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças (MID), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
- Utilizar sementes sadias.
- Utilizar cultivares de gene de resistência, quando disponíveis.
- Realizar rotação de culturas.
- Realizar manejo adequado de adubação.
- Semear/transplantar em época adequada para a região e com densidade de plantas que permita bom arejamento foliar e maior penetração/cobertura do fungicida.
- Alternar a aplicação de fungicidas formulados em mistura rotacionando modos de ação sempre que possível.

AGROBEN 500 é um fungicida sistêmico de translocação ascendente do grupo químico benzimidazol, composto por carbendazim que apresenta como mecanismo de ação a inibição da biossíntese de ßtubulina na mitose (B1), mais especificamente age na inibição de tubos germinativos, formação de apressórios e crescimento de micélios, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).

GRUPO B1 FUNGICIDA

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).