Bula Anchor SC

acessos
Carboxina + Tiram
1594
Arysta Lifescience

Composição

Carboxina 66.7 g/L Carboxanilida
Tiram 66.7 g/L Dimetilditiocarbamato

Classificação

Fungicida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não Classificado
Suspensão Concentrada (SC)
Contato, Sistêmico
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cladosporiose
(Cladosporium spp)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Damping-off
(Rhizoctonia solani)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Fungo de armazenamento
(Penicillium spp)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Fungo de pós colheita
(Aspergillus spp)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Pinta preta
(Alternaria spp)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Podridão cinzenta do caule
(Macrophomina phaseolina)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Podridão radicular seca
(Fusarium solani f. sp. phaseoli)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum truncatum)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Fungo de armazenamento
(Penicillium spp)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Fungo de pós colheita
(Aspergillus spp)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Fungo de pós colheita
(Cladosporium cladosporioides)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Fusariose
(Fusarium pallidoroseum)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Mancha marrom
(Phoma spp)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Mancha olho de rã
(Cercospora sojina)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Mancha púrpura da semente
(Cercospora kikuchii)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura
Seca da haste e da vagem
(Diaporthe phaseolorum var. sojae)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura

Embalagem: 1 L.

INSTRUÇÕES DE USO:

ANCHOR® SC é uma suspensão concentrada que contém o fungicida sistêmico (CARBOXINA) 66,7 g/L, e o fungicida de contato (TIRAM) 66,7 g/L, destinado ao tratamento de sementes.
ANCHOR® SC dá uma maior proteção à semente durante os estádios susceptíveis da plântula, principalmente em condições desfavoráveis ao desenvolvimento da cultura.
Por esta razão, ANCHOR® SC proporciona um aumento na porcentagem de germinação, velocidade de emergência e maior sanidade das plântulas.

CULTURAS/DOSES/DOENÇAS CONTROLADAS: Vide seção "Indicações de Uso/Doses".

Nota:
600 mL de produto comercial equivalem à 40,02 g do ingrediente ativo Carboxina + 40,02 g do ingrediente ativo Tiram.
800 mL de produto comercial equivalem à 53,36 g do ingrediente ativo Carboxina + 53,36 g do ingrediente ativo Tiram.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
É realizada apenas uma única aplicação do produto, por ocasião do tratamento de sementes antes da semeadura.

MODO DE APLICAÇÃO / EQUIPAMENTOS:
ANCHOR® SC é uma formulação especialmente desenvolvida para o tratamento direto na caixa da semeadeira, não sendo necessária a utilização de tambores rotativos e/ou equipamentos específicos para tratamento de sementes.
ANCHOR® SC possui substâncias que promovem sua perfeita redistribuição junto às sementes, além de agentes fixadores de bactérias nitrificantes (inoculantes a base de óleo ou turfa).
Não se recomenda adição de água no tratamento de sementes com ANCHOR® SC.

Para o tratamento na caixa da semeadeira:
1. Adicionar uma quantidade pré-determinada de sementes.
2. Despejar em forma de filete um volume proporcional de ANCHOR® SC procurando distribuir de forma homogênea sobre a camada de sementes.
3. Mexer com um bastão até que uma coloração rósea indique a uniformidade do tratamento.
4. Proceder da mesma maneira na adição de inoculantes.
5. Remexer com um bastão.
6. Repetir estas operações até o enchimento da caixa.
Não mexer as sementes com as mãos.
Sementes inoculadas devem ser semeadas no mesmo dia do tratamento não devendo ser armazenadas.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Não se aplica por se tratar de tratamento de sementes.

LIMITAÇÕES DE USO:
A semente tratada deve ser exclusivamente para o plantio. Não pode ser usada como alimento, ração ou na produção de óleo.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS: Vide item “MODO DE APLICAÇÃO / EQUIPAMENTOS”.

PRECAUÇÕES GERAIS: Uso exclusivamente agrícola. Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. Não utilize equipamentos com vazamento. Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO: Use protetor ocular. O produto é irritante para os olhos. Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use máscaras cobrindo o nariz e a boca. Produto perigoso se inalado ou aspirado. Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use luvas de borracha. Produto irritante para a pele. Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos. Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada. Não fume, não coma e não beba durante o manuseio com o produto.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO: Evite o máximo possível, o contato com a área de aplicação. Não aplique o produto contra o vento, nem na presença de ventos. A aplicação do produto produz poeira, use máscara apropriada cobrindo o nariz e a boca. Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, luvas impermeáveis e botas. Não fume, não coma e não beba durante a aplicação do produto.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Não reutilize a embalagem vazia. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. Tome banho, troque e lave as suas roupas.

PRIMEIROS SOCORROS: Não de nada por via oral a uma pessoa inconsciente. Ingestão: Provoque vômito e procure logo um médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receita agronômica do produto. Olhos: Lave com água em abundância e procure um médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receita agronômica do produto. Pele: Lave com água e sabão em abundância e se houver sinal de irritação procure um médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receita agronômica do produto. Inalação: Procure lugar arejado e se houver sinal de intoxicação, procure um médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receita agronômica do produto.

TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA (indicações para uso médico): SINTOMAS: O THIRAM (ditiocarbamato) é venenoso se o intoxicado ingerir bebida alcoólica. Os ditiocarbamatos são irritantes das mucosas, causando faringite, rinite, laringite, traqueobronquite e conjuntivite; em contato prolongado com a pele, podem causar dermatite. Em caso de ingestão, causa irritação da mucosa gástrica, com ardor epigástrico, náuseas e vômitos. Os compostos tiurânicos causam sérios acidentes se o indivíduo intoxicado ingerir bebida alcoólica antes da completa eliminação do tóxico, ocorrendo, então, dor de cabeça violenta com vertigens, excitação e angústia, congestão da pele e mucosas, náuseas e vômitos, opressão torácica, dispnéia, palpitações e distúrbios psíquicos. Pode ocorrer uma brusca queda de pressão arterial, com colapso e risco de vida. CARBOXIN (anilida) apresenta como principais sintomas a dispnéia, cianose, prostação, hipotermia e coma.

ANTÍDOTOS E TRATAMENTO: THIRAM (ditiocarbamato): esvaziamento estomacal com carvão ativado, no caso de ingestão. Para irritação cutâneo mucosa, tratamento sintomático. No caso de risco de colapso, oxigenoterapia e vaso constritores por via parenteral. CARBOXIN (anilida): induzir ao vômito em caso de ingestão. Tratamento sintomático.

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO: CARBOXIN: testes com animais de laboratório mostraram que o Carboxin é rapidamente absorvido pelo trato gastro-intestinal e é predominantemente eliminado através da urina. THIRAM: quando administrado oralmente a ratos, o Thiram é degradado rapidamente e é eliminado principalmente pelo ar expirado.

EFEITOS AGUDOS, COLATERAIS E CRÔNICOS: DL50 oral (rato) 6.370mg/kg. DL50 dérmica (coelho albino): superior a 2000mg/kg. Irritabilidade ocular (coelho albino): irritante moderado. Sensibilização dérmica (cobaias): não sensibilizante.

CARBOXIN: Carboxin não é mutagênico em testes in vivo e in vitro. Quando administrado oralmente a ratas e coelhas prenhas, Carboxin não produziu efeitos teratogênicos. Em estudos laboratoriais de alimentação a longo prazo com ratos e camundongos, o Carboxin não tem efeito carcinogênico.

THIRAM: Thiram em testes laboratoriais, não foi teratogênico, quando administrado a coelhas e ratas prenhas. Thiram não é mutagênico na maioria dos testes realizados in vivo e in vitro. Estudos de oncogenicidade com ratos e camundongos, demonstraram que o Thiram não é carcinogênico. Estudos de alimentação a longo prazo com Thiram na dieta alimentar de ratos e cães, demonstraram efeito na hemoglobina, na dose mais elevada testada.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é ALTAMENTE PERIGOSO ao meio Ambiente. USO EXCLUSIVO PARA TRATAMENTO DE SEMENTES. Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para peixes. Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente. Este produto não pode ser utilizado próximo de ambientes alagados naturais. Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Aplique somente as doses recomendadas. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto- sigas as instruções constantes na bula. Em caso de acidente, siga corretamente as instruções constantes na bula.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO: Mantenha o produto em sua embalagem original. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Trancar o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre sacos plásticos disponíveis, para envolver adequadamente embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
Em caso de armazéns maiores deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843. Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Contate as autoridades locais competentes e a Empresa. Utilize o EPI (Macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores).Isole e sinalize a área contaminada. Em caso de derrame, estancar o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou cursos de águas naturais. Siga as instruções abaixo: Piso pavimentado: Absorver o produto derramado com terra ou areia. Recolha esse material com auxílio de uma pá e coloque em tambores ou recipientes devidamente lacrados e identificados. Remova para área de descarte de lixo químico. Lave o local com grande quantidade de água; Solo: Retire, com auxílio de uma pá, as camadas de terra contaminada até que atinja solo seco, e coloque em tambores ou recipientes devidamente lacrados e identificados; Corpos d'água: Interromper imediatamente o consumo humano e animal e contatar o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINAÇÃO ADEQUADA DE RESÍDUOS E EMBALAGENS: Não reutilize embalagens vazias. As embalagens devem ser destruídas e enterradas em fosso para lixo tóxico. O local para construção do fosso deve ser distante de casas, de instalações ou de qualquer fonte de água, fora do trânsito de pessoas ou animais, porém de fácil acesso e onde não se preveja o aproveitamento agrícola, mesmo em longo prazo. O local não deve ser sujeito a inundações ou acúmulos de água. O solo deve ser profundo, de permeabilidade média para permitir uma percolação lenta e degradação biológica do agrotóxico. Abrir um fosso de 1 a 2 m de profundidade, comprimento e largura, não devendo exceder a 3 m, de acordo com as necessidades. Distribuir no fundo do fosso uma camada de pedras irregulares e uma camada de brita. Ao redor do fosso cavar uma valeta, com escoadouro, para impedir a penetração de enxurradas. Reservar uma área suficiente para instalação de mais fossos, de acordo com a necessidade. Isolar a área com cerca de tela, para impedir a entrada de animais e dificultar a entrada de pessoas. Colocar uma placa de advertência (CAVEIRA) com os dizeres: CUIDADO LIXO TÓXICO.
Antes de iniciar o uso de fosso, e após cada 15 cm de material descartado, colocar camadas de cal virgem ou calcário para ajudar a neutralização. Completada a capacidade do fosso, cobrir com uma camada de 50 cm de terra e compactar bem. Uma camada adicional de 30 cm de terra deve ser colocada sobre o aterro, para que este fique acima do nível do terreno. Observar legislação Estadual e Municipal específica. Fica proibido o enterrio de embalagens em áreas de abrangência do PROGRAMA NACIONAL DE RECOLHIMENTO E DESTINAÇÃO ADEQUADA DE EMBALAGENS DE AGROTÓXICOS, consulte o Órgão Estadual de Meio Ambiente.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Seguir as recomendações atualizadas de manejo de resistência do FRAC-BR (Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas – Brasil) - Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
•Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos.
•Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula.
•Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. Resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.
•Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.