Bula Avura - Syngenta

Bula Avura

Azoxistrobina; Difenoconazol
38218
Syngenta

Composição

Azoxistrobina 200 g/L
Difenoconazol 125 g/L

Classificação

Terrestre
Fungicida
3 - Produto Moderadamente Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Abacate

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Abóbora

Podosphaera Xanthii (Oídio)

Abobrinha

Podosphaera Xanthii (Oídio)

Algodão

Ramularia areola (Ramularia)

Batata

Alternaria solani (Pinta preta grande)

Berinjela

Phoma exigua var. exigua (Seca de ponteiros)

Beterraba

Cercospora beticola (Cercosporiose)

Caju

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Caqui

Cercospora kaki (Mancha circular)

Cebola

Alternaria porri (Mancha púrpura)

Cenoura

Alternaria dauci (Mancha de alternaria)

Citros

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Elsinoë australis (Verrugose da laranja doce)
Guignardia citricarpa (Mancha preta)

Ervilha

Erysiphe pisi (Oídio)

Feijão

Colletotrichum lindemuthianum (Antracnose)
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Figo

Cerotelium fici (Ferrugem da figueira)

Goiaba

Puccinia psidii (Ferrugem)

Mamão

Asperisporium caricae (Varíola)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Manga

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Maracujá

Cladosporium herbarum (Verrugose)

Melancia

Pseudoperonospora cubensis (Míldio)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Melão

Pseudoperonospora cubensis (Míldio)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Morango

Mycosphaerella fragariae (Mancha foliar)

Pepino

Pseudoperonospora cubensis (Míldio)

Pimentão

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Tomate

Alternaria solani (Pinta preta grande)

Tipo: Bag in box.
Material: Fibra de papel com bolsa plástica interna.
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180; 200; 220; 500; 1.000 L.

Tipo: Bombona.
Material: Plástico.
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180; 200; 220 L.

Tipo: Bulk.
Material: Aço/Ferro/Plástico.
Capacidade: 1.000; 5.000; 10.000; 20.000 L.

Tipo: Contentor intermediário (IBC).
Material: Plástico.
Capacidade: 500; 600; 750; 1.000 L.

Tipo: Farm-pack.
Material: Plástico.
Capacidade: 420; 1.000 L.

Tipo: Frasco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,1; 0,25; 0,4; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0; 5,0; 6,0; 20 L.

Tipo: Lata.
Material: Metálico.
Capacidade: 0,25; 0,4; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 5,0 L.

Tipo: Tambor.
Material: Fibra de papel com bolsa plástica interna.
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180; 200; 220 L.

Tipo: Tambor.
Material: Metálico/Plástico.
Capacidade: 100; 160; 180; 190; 200; 220 L.

Tipo: Tanque.
Material: Aço/Ferro/Plástico.
Capacidade: 1.000; 1.110 L(equivalente a 1.000 kg).

Tipo: Tanque.
Material: Metálico/Plástico.
Capacidade: 5.000; 20.000; 25.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO

AVURA é um fungicida sistêmico, com atividade predominantemente preventiva, mas também com ação curativa e anti-esporulante, usado em pulverização para controle das doenças da parte aérea das culturas do abacate, abóbora, abobrinha, algodão, batata, berinjela, beterraba, cajú, caqui, cebola, citros, cenoura, ervilha, feijão, figo, goiaba, mamão, manga, maracujá, melancia, melão, morango, pepino, pimentão e tomate.

MODO DE APLICAÇÃO

Aplicar AVURA nas dosagens recomendadas, diluído em água, com volumes que dependem da cultura e do desenvolvimento vegetativo:
Para aplicações com equipamentos terrestres tratorizados e costais nessas culturas, procurar obter uma cobertura boa e uniforme na parte aérea da cultura, utilizando bicos adequados.
AVURA pode ser pulverizado por meio de equipamentos costais (manual ou motorizado), motorizado, estacionário com mangueira e pistola ou pelo sistema convencional com barra. Os equipamentos devem ser adaptados com bicos de jato cônico, da série “D” ou similar, ou bicos de jato tipo leque capazes de produzir espectro de gotas compatível com a pulverização de fungicidas, com pressão variando entre 80 a 100 PSI (ou utilizar pressão segundo recomendação do fabricante), observando-se uma cobertura total das plantas até próximo do ponto de escorrimento ou observar o diâmetro do volume médio dfe gotas (DMV) de 200 a 250 µm e uma densidade acima de 200 gotas/cm2. Ajustar a velocidade do equipamento para a vazão/volume de calda desejada.
Condições Meteorológicas:
- Temperatura do ar: abaixo de 30°C
-Umidade relativa do ar: acima de 55%
- Velocidade do vento: média entre 3 km/h e 10 km/h
- Evitar aplicações durante os horários mais quentes do dia. A critério do Engenheiro Agrônomo as condições de aplicação podem ser alteradas.

Abacate, caju, caqui, figo e maracujá: as doses de AVURA expressas em mL/ha são recomendadas para aplicações terrestres, onde se empregam quantidades de água de 600 – 1000 L/ha para abacate, caju, caqui e figo e 800 L/ha para maracujá.
Abóbora, abobrinha e ervilha: as doses de AVURA expressas em mL/ha são recomendadas para aplicações terrestres, onde se empregam quantidades de água de 400 a 600 L/ha para ervilha e 600 a 1000 L/ha para abóbora e abobrinha.
Algodão: utilizar vazões de 100 a 200 litros de água por hectare, dependendo do desenvolvimento vegetativo da cultura e da capacidade do equipamento. Assegurar uma boa cobertura foliar com a pulverização.
Batata, beterraba, cebola, cenoura, feijão, melancia, melão e morango: utilizar vazões de 400 a 600 litros de água por hectare, dependendo do desenvolvimento vegetativo da cultura. Assegurar uma boa cobertura foliar com a pulverização.
Berinjela, goiaba, mamão, manga, pepino, pimentão e tomate: utilizar vazões de 600 a 1.000 litros de água por hectare, dependendo do desenvolvimento vegetativo da cultura. Assegurar uma boa cobertura foliar com a pulverização. Caso o equipamento de pulverização proporcione cobertura adequada da cultura em seu pleno desenvolvimento com volumes menores que 1000 litros por hectare, concentrar a calda de modo a respeitar a dose recomendada por hectare.
Citros: utilizar vazões médias de 2000 a 3000 litros de água por hectare. Assegurar uma boa cobertura foliar com a pulverização. Caso o equipamento de pulverização proporcione cobertura adequada da cultura em seu pleno desenvolvimento com volumes menores que 2000 litros por hectare, concentrar a calda de modo a respeitar a dose recomendada por hectare. Para esta cultura, recomenda-se a utilização de espalhante do tipo óleo vegetal ou mineral emulsionável.

MODO DE PREPARO DE CALDA

O produto, nas quantidades pré-determinadas em função da dose recomendada em bula, deve ser despejado diretamente no tanque do pulverizador parcialmente cheio (1/4 do volume cheio), com o sistema de agitação em funcionamento, promovendo uma mistura homogênea. Em seguida completar o volume com água.

INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita)

Abacate e Feijão: 14 dias
Abóbora, Abobrinha, Cajú, Caqui, Goiaba e Pepino: 2 dias
Algodão: 30 dias
Batata, Cebola, Citros, Figo, Manga e Maracujá: 7 dias
Berinjela, Beterraba, Ervilha, Mamão, Melancia, Melão, Pimentão e Tomate: 3 dias
Cenoura: 15 dias
Morango: 1 dia.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Fitotoxicidade para as culturas indicadas: Desde que sejam seguidas as recomendações de uso, não ocorre fitotoxicidade para a cultura. Não é fitotóxico para as culturas indicadas nas doses recomendadas.
Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador.
Outras restrições a serem observadas:
A azoxistrobina é extremamente fitotóxica para certas variedades de maçãs e por essa razão, não pulverizar o produto quando a deriva da pulverização possa alcançar macieiras. Não use equipamentos de pulverização que tenham sido usados previamente para aplicar AVURA para pulverizar macieiras. Mesmo resíduos do produto que tenham permanecido nos equipamentos podem causar fitotoxicidade inaceitável para certas variedades de maçã.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Avura é um fungicida composto por uma estrobilurina, azoxistrobina, e um triazol, Difenoconazol.
Estes ingredientes ativos apresentam dois diferentes modos de ação, o primeiro pertencente ao grupo dos QoI e o segundo pertencente ao grupo dos IBEs. Esta combinação de diferentes ativos faz parte de uma estratégia de manejo de resistência.
Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
- Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos.
- Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula.
- Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. Resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.