Bula Bromex - Bequisa

Bula Bromex

acessos
Brometo de Metila
588605
Bequisa

Composição

Brometo de metila 980 g/kg Alifático halogenado

Classificação

Formicida, Fungicida, Herbicida, Inseticida, Nematicida
I - Extremamente tóxica
I - Produto extremamente perigoso
Não inflamável
Corrosivo
Fumigante (FU)
Fumigante

Embalagens Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Controle de agentes biológicos em embalagens
(Controle de agentes biológicos em embalagens)
48 a 64 g / m³ - - Uma única aplicação é suficiente para o controle de pragas. Intervalo de segurança não determinado. Usado em procedimentos quarentenários e fitossanitários para fins de exportação e importação

Cilindro de aço carbono, peso líquido: 90 quilos. Container isotank em aço, peso líquido: 14.500 quilos.

Instruções de uso:
Bromex é um produto fumigante da classe inseticida, formicida, fungicida, herbicida e nematicida indicado para o uso em procedimentos quarentenários e fitossanitários para fins de importações e exportação de vegetais, produtos vegetais ou produtos de origem vegetal, madeira e seus subprodutos, e de embalagens e suportes de madeira e das culturas abaixo relacionadas.
Procedimentos quarentenários e fitossanitários para fins de exportação e importação

PRAGAS: Pragas quarentenárias e pragas não quarentenárias regulamentas.


DOSE:

“Sempre que possível e tecnicamente suportado, deve-se optar
por tratamentos alternativos em substituição ao brometo de metila”


Operações de Importação:

A dose de Bromex® a ser aplicada, conforme prescrição do MAPA, quando da interceptação de pragas quarentenárias ou pragas não-quarentenárias regulamentadas, nas operações de importação de vegetais, produtos vegetais ou produtos de origem vegetal, madeira e seus subprodutos, e de embalagens e suportes de madeira, é:

Temperatura do ambiente interno da câmara de tratamento Dose do ingrediente ativo
(g/m3)
21ºC ou superior 48
16ºC a 20,9ºC 56
10ºC a 15,9ºC 64


Operações de Exportação:

A dose a ser aplicada em vegetais, produtos vegetais ou produtos de origem vegetal, madeira e seus subprodutos deverá atender ao requisito fitossanitário exigido pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária - ONPF do país importador apresentado ao MAPA.

A dose a ser aplicada em embalagens e suportes de madeira, para atendimento da Instrução Normativa nº 32, de 23 de setembro de 2015, é:

Temperatura do ambiente interno da câmara de tratamento Dose do ingrediente ativo
(g/m3)
21ºC ou superior 48
16ºC a 20,9ºC 56
10ºC a 15,9ºC 64


NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

Uma única aplicação é suficiente para o controle de pragas.


MODO DE APLICAÇÃO:

Em atendimento à Instrução Normativa Conjunta nº 02, de 14 de dezembro de 2015, as operações de fumigação deverão ser realizadas apenas por empresas devidamente registradas no órgão estadual ou municipal, conforme art. 4º da Lei n? 7.802 de 11 de julho de 1989, e autorizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a realizar tratamento fitossanitário com fins quarentenários, conforme norma específica.

PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS NA FUMIGAÇÃO COM BROMETO DE METILA

1. Sinalização da área de segurança: Os Equipamento de Proteção Coletiva – EPC, constituídos pelo conjunto de: (a) cones de sinalização; (b) fita zebrada; (c) placas de sinalização e (d) cartazes de advertência devem estar dispostos de modo a garantir o afastamento de pessoal não envolvido diretamente na operação e prover informações necessárias à segurança operacional e ambiental do tratamento. (Vide Manual de Tratamento do MAPA)

2. Vedação da câmara hermética: Processo pelo qual se obtém a completa hermeticidade da câmara de forma a impedir a troca gasosa do interior da câmara de fumigação com o meio ambiente. (Vide Manual de Tratamento do MAPA)

3. Vestimenta do Equipamento de Proteção Individual - EPI: Uso obrigatório durante os procedimentos de dosagem, volatilização, aplicação do brometo de metila, sucção, aeração e medição/detecção dos gases.

4. Dosagem: Liberação do gás liquefeito, presente no cilindro, para o dosador, conforme dose exigida para a realização da fumigação;

5. Volatilização: a liberação do gás liquefeito do dosador para o volatilizador. A temperatura mínima exigida para a volatilização do gás liquefeito de brometo de metila para a fase gasosa é de 70°C (setenta graus Celsius), durante todo o processo de aplicação do gás.

6. Aplicação de brometo de metila: Injeção do agrotóxico em câmaras de fumigação, respeitadas as especificações dos equipamentos, somente em sua fase gasosa, mediante uso obrigatório do volatilizador. O material tratado deverá permanecer sob o efeito da fumigação pelo tempo de exposição exigido. (Vide Manual de Tratamento do MAPA)

7. Monitoramento concentração residual de brometo de metila, no tratamento das embalagens e suportes de madeira, conforme a Instrução Normativa nº 32, de 23/09/2015;

Registros Mínimos de Concentração (g/m3) em:
2 horas 4 horas 24 horas
36 31 24
42 36 28
48 42 32


8. Aeração: Operação destinada à remoção do gás do interior da câmara de fumigação, após o término do período de exposição exigido. Pode ser realizada de maneira natural ou com o uso de aparelhos que promovam a ventilação forçada ou a sucção do produto do interior da câmara. (Vide Manual de Tratamento do MAPA)

9. Conclusão da Fumigação: Após a aeração, o medidor de gases deverá apresentar medições inferiores a 5 partes por milhão ou detector de gases deverá indicar a ausência de gás no ambiente, antes da liberação do material para movimentação. (Vide Manual de Tratamento do MAPA)

10. Retirada da Sinalização da área de fumigação (Vide Manual de Tratamento do MAPA)


INTERVALO DE SEGURANÇA:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA / MS).


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA / MS).


LIMITAÇÕES DE USO:
Produtos sujeitos à alteração das características intrínsecas pelo uso brometo de metila:

Absorvedores de etileno (sachês de permanganato de potássio usado para remover etileno a partir de um gabinete, geralmente um contêiner carregado com frutas);
Artigos confeccionados com crina de cavalo;
Artigos de couro;
Artigos de magnésio (sujeito a corrosão);
Automóveis;
Borracha natural, em particular borracha esponja, espuma de borracha, e borracha recuperada incluindo travesseiros, colchões, carimbos de borracha e móveis estofados;
Borracha EPDM (borracha sintética etileno-propileno-dieno-classe M);
Blocos de cimento ou blocos de concreto;
Carvão;
Concreto misturado;
Equipamentos eletrônicos (somente podem ser fumigados se devidamente selados contra a contaminação do gás);
Espuma de poliuretano;
Farinhas de alto teor proteico (soja, trigo e amendoim)
Farinha de gordura de soja;
Farinha de ossos;
Fermento em pó;
Lã, especialmente angorá, e fios macios;
Materiais de couro ou pele, curtidos com produtos sulforosos;
Material para revelação fotográfico (produtos químicos para fotografia e impressões);
Máquinas com superfícies fresadas;
Neoprene;
Pele de animal;
Papel com alto teor de enxofre ou de pano
Papéis de polimento de prata
Penas;
Produtos com enxofre;
Produtos gordurosos (manteiga, graxas, tortas – torta de algodão, por exemplo), a não ser em recipientes hermeticamente fechados;
Produtos porosos;
Revistas e jornais (feito de polpa de madeira);
Sementes e bulbos (pode ser afetada a germinação de sementes e a viabilidade de plantas dormentes);
Tapetes de yak;
Tecidos de viscose raiom, seda;
Travesseiros, edredons;
Vegetais frescos.

“Fonte: United States Department of Agriculture (USDA).
OBS: Os produtos acima listados tiveram casos comprovados de incompatibilidade com o Brometo de Metila.

A relação acima não é conclusiva. Outros produtos ainda sem relatos de incompatibilidade podem estar sujeitos à alteração das características intrínsecas pelo uso do brometo de metila.”


INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.


INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:

Conjunto de equipamentos e materiais necessários à aplicação do brometo de metila, conforme a modalidade de aplicação descrita no Manual de Tratamento do MAPA:

Cilindro de transporte e armazenamento de brometo de metila

Câmara de fumigação: câmara hermética que assegure a contenção do gás fumigante de forma eliminar risco de fuga ou vazamento do gás, pelo período de tratamento exigido.

Conexões entre cilindro – dosador – volatizador: peças flexíveis metálicas, para gases liquefeitos do tipo GLP e que atendam a norma NBR 14.177 - classes 1 e 2, compostas por tubo metálico flexível, sanfonizado, fabricado de liga especial de cobre, revestido externamente com um trançado de fios do mesmo material. Devem ser instalados diretamente no cilindro, no dosador e no volatilizador, com o uso de braçadeiras metálicas.

Detector ou Medidor de gases: equipamento para medição da concentração de brometo de metila utilizado por ocasião da aeração para detectar a presença do gás.

Dosador: equipamento utilizado para dosagem do gás liquefeito de brometo de metila, sem contato com a atmosfera, ao ser retirado do cilindro, para posterior condução ao volatilizador e aplicação em seguida. Caso o volume a ser utilizado seja superior à capacidade do dosador, será necessário dividir em volumes menores e repetir as medições até chegar à quantidade necessária.

Lona superior: lona utilizada para a atividade de fumigação na modalidade Câmara de Lona, devidamente estampadas com sinal da caveira e duas tíbias cruzadas e conter a palavra "PERIGO". A lona deve ser confeccionada em polietileno de alta densidade, PVC ou outro material que apresente as mesmas características de vedação, conforme especificação do fabricante. A lona superior deverá apresentar espessura mínima e especificações de impermeabilidade ao gás Brometo de Metila, tendo em vista manter a atmosfera modificada sem trocas gasosas com o meio ambiente, pelo tempo de exposição exigido para a fumigação.

Lona inferior: lona utilizada para a atividade de fumigação na modalidade Câmara de Lona e que deve apresentar as mesmas especificações da lona superior. A lona inferior deve ser utilizada nos casos em que a qualidade do piso não ofereça condições de isolamento do gás de forma que a fumigação seja realizada com segurança e eficácia.

Mangueira de aplicação: mangueira flexível destinada à condução de gás do tipo GLP, que suportem pressão de 200 libras entre suas conexões e extensão, confeccionadas com material resistente ao ataque químico do brometo de metila, utilizadas para condução do gás volatilizado entre o volatilizador e a câmara de fumigação.

Sonda: cano rígido, com no mínimo de 30 cm de comprimento, acoplado na extremidade da mangueira de aplicação, com a finalidade fixar à câmara de fumigação para aplicação do gás volatizado de brometo de metila.

Volatilizador: equipamento destinado a promover a transformação do gás liquefeito de brometo de metila, na fase líquida, para gás volatizado, na fase gasosa, através de troca de calor. O volatilizador deve ser constituído dos seguintes componentes: (a) reservatório de água; (b) serpentina metálica, com metragem suficiente para promover o aquecimento e a completa volatilização do produto nas quantidades a serem utilizadas; (c) termômetro para controle da temperatura, (d) resistência elétrica, com capacidade suficiente para manter o conjunto na temperatura recomendada; e (e) conexões e mangueiras de alta pressão, adequadas para a entrada do gás liquefeito e saída do gás volatizado.

Incluir informações sobre o equipamento de monitoramento - FUMISCÓPIO


DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE;
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.


INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS;
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.


INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO.
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.


INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se a praga-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando-se as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) pode-se prolongar a vida útil dos inseticidas:
• Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
• Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo / bula.
• Em caso de dúvidas, consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para direciona-mento sobre as recomendações locais para o MRI.
• Incluir outros métodos de controle de insetos (Ex.: Controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.
Sempre consultar um engenheiro agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência


INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas, que incluem todos os princípios e métodos disponíveis, viáveis de controle.

MINISTÉRIO DA SAÚDE - AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

DADOS RELATIVOS Á PROTEÇÃO DA SAUDE HUMANA:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA / MS).


INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS

DADOS RELATIVOS Á PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA / MMA).


RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL

(De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis)

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES

PRECAUÇÕES GERAIS
PRODUTO EXTREMAMENTE TÓXICO
•Siga sempre as recomendações do técnico responsável
•Não manuseie ou aplique o produto em os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados
•Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados ou inadequados.
•Não utilize equipamentos com vazamento ou defeitos.
•Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
•Conservar o produto em local seguro, seco, fresco e ventilado até o momento de sua aplicação.
•Confirmar a perfeita vedação dos containeres ou câmaras de expurgo.
•Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO
•Retirar todos os adereços, tais como jóias, relógio, etc. durante a manipulação do produto.
•Devido à captação dos vapores pelos tecidos, couro e outros materiais, utilizar roupas de proteção amplas e bem ventiladas, com camisa e calça de mangas e pernas compridas, sapatos e meias.
•Utilizar luvas de neoprene e longas, cobrindo o antebraço até os cotovelos e passando por baixo das mangas da camisa.
•Utilizar peça facial inteira, com filtro para vapores orgânicos que especifiquem sua capacidade a reter os vapores de brometo de metila e cloropicrina. Verificar periodicamente a validade do filtro e trocá-lo quando estiver saturado pelo produto.
As roupas e equipamentos sobre os quais houve derrame do produto líquido ou que receberam um jorro importante da mistura devem ser lavados ou descartados.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO E DURANTE A APLICAÇÃO: LIQUIDO E VAPOR SOB PRESSÃO
•Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
•Esse tipo de EPI descrito acima é utilizado para aplicação de gás e deve sempre estar de posse dos técnicos operadores e disponível em lugar de fácil acesso nos terminais de armazenagem.
•Usar aplicadores de Brometo de Metila, perfeitos, sem qualquer tipo de vazamento.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
•Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
•Não reutilize a embalagem vazia.
•Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
•Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
•Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: sapatos e meias, roupa, máscara e luvas.
•Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
•Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao
lavar as roupas utilizar luvas e avental de neoprene.

PRIMEIROS SOCORROS:

ESTE PRODUTO É EXTREMAMENTE TÓXICO - procure logo um SERVIÇO MÉDICO DE EMERGÊNCIA, levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingestão: se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

Olhos: em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos, mantendo as pálpebras bem abertas. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Inalação: produto venenoso. Se o produto for inalado ("respirado"), leve imediatamente a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental de neoprene.

INTOXICAÇÕES POR BROMETO DE METILA
INFORMAÇÕES MÉDICAS
Grupo Químico: Brometo de metila ou brometano e cloropicrina
Classe Toxicológica: I- Extremamente Tóxico
Vias de absorção: BROMETO DE METILA- Absorção respiratória e dérmica rápida.
CLOROPICRINA- Absorção respiratória e dérmica rápida.
Toxicocinética:BROMETO DE METILA-rápida difusão a todo o organismo. Uma parte do produto é eliminada por via pulmonar sob forma não alterada, mas uma parte significante é eliminada após metabolização hepática. A primeira transformação gera íons brometo e metanol, detectáveis no sangue e eliminados pela urina. Brometos orgânicos se formam e aparecem no líquido e no muco estomacal. S-metilcisteina é eliminada pela urina. A meia-vida do brometo de metila no sangue é de aproximadamente 12 dias, o que permite a ocorrência de efeitos tardios e prolongados. Concentrações significantes de brometo de metila podem permanecer em muitos tecidos durante 30 dias após exposição.
CLOROPICRINA- extremamente irritante para a pele e mucosas
Mecanismos de toxicidade:BROMETO DE METILA-produção de íons brometo e inativação de vários sistemas enzimáticos celulares.CLOROPICRINA-efeito altamente irritante.
Sintomas e sinais clínicos:BROMETO DE METILA-
Olhos: o contato, mesmo breve, do vapor com os olhos causa irritação e queimaduras graves, com perda momentânea da visão, necessitando um atendimento oftalmológico de urgência.

Pele - O contato direto com a pele, ou mesmo através das roupas e o couro de sapatos e botas provoca queimaduras, descamação, eritema, pápulas, vesículas e bolhas, lesões acneiformes e edema.

Tubo digestivo - Vêem-se irritação e queimaduras de mucosas nasofaríngeas e brônquicas, tosse, edema pulmonar e dificuldade respiratória, hemorragia digestiva e alterações da função renal e hepática.

Sistema nervoso - Atinge especialmente o sistema nervoso, causando visão borrada ou diplopia, náuseas acompanhadas de vômitos, cãibras musculares,tontura, dor de cabeça, distúrbios da fala (disartria), incoordenação motora, mioclonias e fraqueza muscular, convulsões, tremor das mãos e hipertermia,vertigens, agitação e perda de consciência podem aparecer, assim como excitação, alucinações, confusão, delírio e outras alterações de comportamento.

Evolução - Freqüentemente tem-se seqüelas neurológicas centrais e periféricas- com alterações do funcionamento cerebral e sintomas extrapiramidais-, quadros neuropsiquiátricos permanentes e insuficiência renal. Coma e convulsões podem levar ao óbito em alguns dias. Em caso de sobrevida, a recuperação completa do intoxicado se dá lentamente, em vários meses.
CLOROPICRINA- o contato mesmo breve, do vapor com os olhos causa irritação, lacrimejamento, dor, eritema e lesões graves por queimadura, com perda temporária da visão e necessitando de um atendimento oftalmológico de urgência. A irritação da pele e do trato respiratório é rápida, com lesões cutâneas eritematosas e dolorosas, respiração difícil e superficial, podendo chegar ao edema pulmonar, perda de consciência e morte.

Diagnóstico: Noção de exposição a brometo de metila e cloropicrina, e sintomatologia compatível. Não existe indicador biológico confiável de exposição ao brometo de metila.Teor de brometos no soro acima de 1 mE/l podem indicar exposição.

Tratamento: Observação médica por pelo menos 24h, sabendo-se que os sintomas podem aparecer tardiamente. Tratamento sintomático e de suporte.
Exposição por inalação-Avaliar o comportamento pulmonar, hepático e renal. Monitorar ECG, oximetria e eletrólitos sanguíneos.
Em caso de depressão respiratória, administrar oxigênio e fornecer assistência respiratória, caso necessário. Tratar o broncoespasmo com agonista de beta 2 inalado e corticosteróides por via oral ou parental. Em caso de hipotensão reidratar o paciente e administrar dopamina ou norepinefrina, para evitar o choque.
Convulsão: administrar benzodiazepínico endovenoso, ou fenobarbital se as convulsões persistirem.
Exposição ocular ou dérmica: lave imediatamente a região atingida, com grande quantidade de água corrente por pelo menos 15 minutos e tratar as lesões para evitar a agravação e as infecções por germes oportunistas.

Contra- indicações: Caso haja ingestão, não provoque vômito- risco de pneumonite química de aspiração e agravação das lesões gastroesofágicas.

Efeitos sinérgicos: A cloropicrina é um líquido oleoso que é associado ao brometo de metila para sinalizar a presença da mistura no ar através de seu forte odor. No entanto, ela tem efeitos similares aos do brometo de metila sobre a pele e mucosas, agravando o quadro clínico.

Atenção:Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter
informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT – ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos e notificação (SINAN/MS)
Telefone de emergência da empresa:

ESTUDOS EM ANIMAIS DE LABORATÓRIO
EFEITOS AGUDOS:
Ingestão: a ingestão é geralmente improvável de acontecer no entanto, se ingerido é um irritante potente para a mucosa das membranas e um veneno extremamente tóxico. Em estudos de literatura a DL oral para ratos variou entre 100 a 200 mg/kg, para coelhos a DL oral foi determinada entre 60 a 50 mg/kg.
Contato com a pele: em dados de literatura exposição cutânea ao brometo de metila foi associado a efeitos sistêmicos típicos da inalação do produto. O brometo de metila na forma de líquido ou em concentrações elevadas de gás provoca em contato com a pele queimaduras com bolhas extensas, que surgem após algumas horas. Exposição menos severa pode causar dermatites de contato após alguns dias. Moderada exposição pode causar violenta coceira na pele.
Contato com os olhos: brometo de metila é um severo irritante ocular contato com o líquido ou a altas concentrações do gás com os olhos pode causar cegueira temporária, exposição menos severa pode causar conjuntivite. Em exposição contínua prolongada foi relatada diminuição da visão. Distúrbio de cor, constrição do campo visual e atrofia ótica também foram constatados.
Inalação: sintomas de envenenamento agudo incluem dor de cabeça, tontura, sonolência, vertigem, visão turva, fala indistinta, edema pulmonar, náusea e vômitos e possível convulsão e coma.

Os sintomas tóxicos podem demorar a se manifestar, de 30 minutos a alguns dias.

EFEITOS CRÔNICOS:
Exposição crônica a concentrações baixas de brometo de metila pode produzir efeitos no sistema nervoso central. Os sinais incluem confusão mental, letargia, incoordenação motora, dores musculares, fala incompreensível, angústia, etc. Exposições repetidas através da pele podem causar dermatites de contato. Pode também causar efeitos nos rins, coração, fígado e pulmões.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE
- Este produto é:
•ALTAMENTE PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE I)
•Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente
•Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos do solo
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave o equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a
contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens e restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE APLICAÇÃO DO PRODUTO

- As operações de fumigação deverão ser realizadas mediante a utilização de câmaras herméticas, equipamentos e procedimentos técnicos que eliminem o risco de fuga ou vazamento do gás, sendo permitidas as seguintes modalidades de tratamentos fumigatórios:
I. Em câmaras a vácuo
II. Em silos herméticos (silos pulmão)
III. Em containeres (para produtos importados, produtos destinados à exportação e "containeressacrifício")
IV. Em porões de navios
V. Em câmaras de lona
VI. Outras modalidades de fumigação poderão vir a serem autorizadas, desde que atendam às normas e procedimentos específicos de operação e segurança.
- Está autorizado somente o uso de cilindros metálicos recarregáveis, ficando vedada a utilização de embalagens descartáveis do produto (latas), sendo que as operações de fumigação deverão ser realizadas por empresas habilitadas e credenciadas pelo MAPA.

INTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas,
rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843, da
Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

PROCEDIMENTOS DE TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
•PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.
- TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica,
que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas, que incluem todos os princípios e métodos disponíveis, viáveis de controle.
USO EMERGENCIAL

- Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo o t lf9go se a praga-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementa - s seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) poderíamos prolongar a vida útil dos inseticidas.
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
- Utilizar somente as doses recomendadas.
- Em caso de dúvidas, consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para
direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI.
- Incluir outros métodos de controle de insetos (Ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.
USO EMERGENCIAL

Compatibilidade

Incompatível com outros agrotóxicos.