Bula CapatazBR

acessos
clorpirifós
1512
Ouro Fino

Composição

Clorpirifós 480 g/L Organofosforado

Classificação

Acaricida, Inseticida
I - Extremamente tóxica
I - Produto extremamente perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Curuquerê
(Alabama argillacea)
0,5 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 7 dias. 21 dias. Iniciar as aplicações quando houver 2 lagartas por planta
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicho mineiro
(Leucoptera coffeella)
1 a 1,5 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 30 dias. 21 dias. Iniciar as aplicações quando cerca de 20% das folhas estiverem infestadas
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cochonilha pardinha
(Selenaspidus articulatus)
100 a 150 mL p.c./100L água 2000 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 15 dias. 21 dias. Aplicar no início da infestação
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
0,4 a 0,6 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 10 dias. 21 dias. Aplicar no período após a germinação até 60 a 70 dias de idade da cultura
Lagarta rosca
(Agrotis ipsilon)
1 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 14 dias. 21 dias. Aplicar no período após a germinação até 60 a 70 dias de idade da cultura
Pastagens Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cigarrinha das pastagens
(Deois flavopicta)
1 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 30 dias. 13 dias. Aplicar no início do aparecimento das primeiras pragas
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca das axilas
(Epinotia aporema)
0,8 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 10 dias. 21 dias. Iniciar as aplicações ao se observar o surgimento da praga na lavoura
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
0,25 a 1 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 21 dias. 21 dias. Iniciar as aplicações ao se observar o surgimento da praga na lavoura
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Larva minadora
(Liriomyza huidobrensis)
1,5 L p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 7 dias. 21 dias. Iniciar ao se observar o surgimento da praga na lavoura
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
100 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 7 dias. 21 dias. Iniciar ao se observar o surgimento da praga na lavoura
Pulgão das solanáceas
(Macrosiphum euphorbiae)
100 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 7 dias. 21 dias. Iniciar ao se observar o surgimento da praga na lavoura
Pulgão verde
(Myzus persicae)
100 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 7 dias. 21 dias. Iniciar ao se observar o surgimento da praga na lavoura
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca do colo
(Elasmopalpus lignosellus)
1,25 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 2 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 7 - 15 dias. 21 dias. Iniciar as aplicações assim que observarem os primeiros sintomas de infestação
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
0,75 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Caso necessário, reaplicar com intervalos em função da reinfestação. 21 dias. Iniciar as aplicações quando aparecerem os primeiros focos de infestação
Lagarta rosca
(Agrotis ipsilon)
1,5 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 2 aplicações, caso necessário, reaplicar com intervalo de 7 - 15 dias. 21 dias. Iniciar as aplicações assim que se observarem os primeiros sintomas de infestação
Pulgão das espigas
(Sitobion avenae)
0,4 a 0,5 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Caso necessário, reaplicar com intervalos em função da reinfestação. 21 dias. Iniciar as aplicações quando forem encontrados mais de 10 pulgões/espiga
Pulgão das folhas
(Metopolophium dirhodum)
0,3 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Caso necessário, reaplicar com intervalos em função da reinfestação. 21 dias. Iniciar as aplicações quando 10% das plantas apresentarem colônias em formação
Pulgão verde dos cereais
(Rhapalosiphum graminum)
0,2 a 0,3 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Caso necessário, reaplicar com intervalos em função da reinfestação. 21 dias. Iniciar as aplicações quando aparecerem os primeiros focos de insfestação

Frasco plástico: 0,5 e 1,0 Litro.
Bombona balde plástico: 5,0 10 e 20 Litros.
Tambor plástico: 20 e 100 Litros.

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – MAPA

INSTRUÇÕES DE USO:
CERTOBR é um inseticida de contato, do grupo químico dos organofosforados, usado em pulverização para controle de pragas da parte aérea das culturas de algodão, café, citros, milho, pastagem, soja e tomate.

ÉPOCA, NÚMERO E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
ALGODÃO:
Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura.
Iniciar as aplicações quando houver 2 lagartas por planta. Repetir se necessário com intervalo de 7 dias.

CAFÉ:
Realizar no máximo 2 aplicações durante a safra da cultura.
Iniciar as aplicações quando cerca de 20% das folhas estiverem infestadas. Repetir se necessário com intervalo de 30 dias.

CITROS:
Realizar no máximo 2 aplicações durante a safra da cultura.
Aplicar no início da infestação, e repetir se necessário com intervalo de 15 dias.

MILHO:
Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura.
Aplicar no período após a germinação até 60 a 70 dias de idade da cultura e repetir se necessário com intervalo de 10 dias para controle de Lagarta-do-cartucho e com intervalo de 14 dias para controle de Lagarta-rosca.

PASTAGEM:
Realizar no máximo 2 aplicações.
Aplicar no início do aparecimento das primeiras pragas, e repetir se necessário com intervalo de 30 dias.

SOJA:
Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura.
Iniciar as aplicações ao se observar o surgimento da praga na lavoura, e repetir se necessário com intervalo de 10 dias para controle da Broca-da-axilas e com intervalo de 21 dias para controle da Lagarta-da-soja.

TOMATE RASTEIRO, COM FINS INDUSTRIAIS:
Realizar no máximo 4 aplicações durante o ciclo da cultura.
Para o controle da broca-pequena-do-fruto iniciar as aplicações quando os frutos estiverem pequenos, e repetir se necessário com intervalo de 7 dias. Para mosca-minadora iniciar ao se observar o surgimento da praga na lavoura.

MODO / EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:
Aplicar através de equipamentos tratorizados com barra equipada com bicos JA2 ou similares, procurando obter gotas de pulverização com tamanho de 100 a 400 micra e densidade mínima de 40 gotas/cm². No caso da lagarta-do-cartucho em miho, recomenda-se usar bico leque série 80.03 ou 80.04 sobre a linha da cultura.
A pressão recomendada é de 150 a 300 Ib/pol2. Velocidade de Aplicação: 4,5 km/h.

Outros equipamentos sugeridos para aplicação: pivot central e aplicação aérea com GPS e sem o uso de
“bandeirinhas”

O Engenheiro agrônomo pode alterar as condições de aplicação desde que não ultrapasse a dose máxima, o número máximo de aplicações e o intervalo de segurança determinados na bula.




INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão: 21 dias
Café: 21 dias
Citros: 21 dias
Milho: 21 dias
Pastagem: 13 dias
Soja: 21 dias
Tomate: 21 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
-Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:
Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas indicadas.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
(Vide as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide Modo de Aplicação.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA)

MINISTÉRIO DA SAÚDE – ANVISA

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – IBAMA

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA)

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DO DISTRITO FEDERAL E MUNICIPAL

(De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis)

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO

PRECAUÇÕES GERAIS:
• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
• Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, mascara, óculos, touca árabe e luvas.
• Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
• Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.


PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:

Produto extremamente tóxico se inalado e extremamente irritante para os olhos.
• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
• Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado.
• Manuseie o produto em local arejado.


PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO

• Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
• Verifique a direção do vento aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
• Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calcas por cima das botas, botas de borracha, mascara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.


PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
• Não reutilize a embalagem vazia.
• Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada (24 h).
• Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do termino do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
• Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
• Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e mascara.
• Tome banho imediatamente apos a aplicação do produto.
• Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
• Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção apos cada aplicação do produto.
• Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
• No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual — EPI : macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.


PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vomite ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÃO POR CLORPIRIFÓS
INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico: Organofosforado.
Classe toxicológica: Classe I - Extremamente tóxico.
Vias de exposição: Clorpirifós é absorvido via sistema respiratório, pele e mucosas...
Toxicocinética: Após a absorção, os organofosforados são distribuídos por todos os tecidos do organismo, atingindo altas concentrações no fígado onde são metabolizados, e nos rins que os excretam. A meia vida destes inseticidas varia muito, dependendo da natureza do composto. Alguns metabólitos são mais tóxicos que a substância que os originou.
Mecanismos de toxidade: Inibição da enzima acetilcolinerase através de sua fosforilação, causando acúmulo de acetilcolina e consequente superestimulação das terminações nervosas, tornando inadequada a transmissão de seus estímulos as células musculares, glandulares, ganglionares e do Sistema Nervoso Central (SNC).
Sintomas e sinais clínicos: os efeitos podem ocorrer minutos ou horas após exposição. As manifestações agudas são classificadas como:
- Muscarínicas (síndromeparassimpaticomimética, muscarínica ou colinérgica): vômito, diarréia, cólicasabdominais, broncoespasmo,miose puntiforme e paralítica, bradicardia, hipersecreção (sialorréia, lacrimejamento, broncorréia e sudorese), cefaléia, incontinência urinária, visão borrada. Diaforese severa pode provocar desidratação e hipovolemia graves, resultando em choque.
- Nicotínicas (síndrome nicotínica): midríase, mialgia, hipertensão arterial, fasciculações musculares, tremores e fraqueza, que são, em geral, indicativos de gravidade. Pode haver paralisia de muscalutura respiratória levando a morte. A frequencia cardíaca e a pressão arterial podem estar aumentadas ou duminuídas, devido aos efeitos muscarínicos.
- Efeitos em SNC (síndrome neurológica): ansiedade, agitação, confusão mental, ataxia, depressão de centros cardio-respiratórios, convulsões e coma. Também podem ocorrer, tardiamente, os seguintes quadros:
1. Síndrome intermediária: podem ocorrer entre 24-96 horas após a exposição e resolução da crise colinérgica aguda. É caracterizada por paresia dos músculos respiratórios e debilidade muscular que acomete principalmente face, pescoço e porções proximais dos membros. Também pode haver comprometimento de pares cranianos e diminuição de reflexos tendinosos, podendo prolongar-se por meses após a exposição.
2. Neuropatia Retardada Induzida por Organofosforados: Desencadeada por dano aos axônios de nervos periféricos e centrais, caracterizada por paresias ou paralisias de extremidades, sobretudo inferiores, podendo persistir durante semanas ou anos. São casos raros, após exposições agudas e intensas, que também podem desencadear déficit residual de natureza neuro-psiquiátrica, com comprometimento da memória, concentração e iniciativa.
Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição, de quadro clínico compatível, associados ou não a queda na atividade das colinesterases. Queda em 25% ou mais de sua atividade original indica exposição importante. Queda de 50% é geralmente associada com exposição intensa. A pseudocolinesterase é um indicador sensível, mas não específico. Ambas podem demorar de 3-4 meses para se normalizar.
A identificação das substâncias e seus metabólitos em sangue e urina pode evidenciar exposição, mas não são facilmente realizáveis. Outros controles incluem: eletrólitos, glicemia, creatinina, amilase pancreática, enzimas hepáticas, gasometria, ECG ( prolongamento de QT), RX toráx (edema pulmonar e aspiração). Convém considerar a possibilidade de associação do organofosforado a outros tóxicos, o que pode alterar ou potencializar o perfil clínico esperado.
Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação, trate o paciente imediatamente, não condicionando o início do tratamentoa confirmação laboratorial.
Tratamento: A pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente durante a adoção das medidas de descontaminação, deverá estar protegida por equipamentos de segurança, de forma a não se contaminar com o agente tóxico. os organofosforados são absorvidos por todas as vias (inalatória, dérmica e oral).
- Exposição cutânea: retirar imediatamente as vestes, lavar bem a pele com água e sabão e com especial atenção para regiões que possam reter o produto, como cabelos, axilas, umbigo, genitais e etc.
- Exposião oral: em caso de ingestão de doses elevadas, realizar esvaziamento gástrico. Realizar lavagem gástrica com 8 litros de soro fisiológico por sonda nasogástrica. Após o esvaziamento gástrico, utilizar carvão ativado 50 a 100g para adultos e 1 g/kg de peso para crianças. Associar sulfato de sódio ou sulfato de magnésio na dose de 20 a 30g para adultos e 250 mg/kg de peso para crianças. Atropina é o tratamento da intoxicação, na presença de sintomatologia colinérgica. Ministrar, por via endovenosa, sulfato de atropina. a dose usual para adultos é de 1 a 4 mg (ampolas de 0,25 ou 0,5 mg/ml) devendo ser repetida a cada 10 a 60 minutos, por várias horas, até a regressão da sintomatologia. A dose para crianças é de 0,01 mg/kg (com dose mpinima de 0,1 mg) nos mesmos intervalos. Além disto, ministrar Oximas (Contrathion), na dose de 200 mg EV a cada 6 horas para adultos e 5 mg/kg de peso para crianças. Entubação orotraqueal e ventilação mecânica podem ser indicadas nos casos graves. Corrigir distúrbios hidroeletrolíticos e alterações metabólicas. Controlar, a intervalos regulares, a atividade das colinesterases plasmáticas e eritrocitária.
Nunca administre sulfato de atropina antes do aparecimento dos sintomas de intoxicação. Se o acidentado parar de respirar, aplique imediatamente respiração artificial. Transporte- o imediatamente para a assistência médica mais próxima.
Contra-indicações: a diálise e hemoperfusão não estão indicadas.
Emese - em razão do risco potencial de aspiração.
Morfina, succinilcolina, teofilina, fenotiazina e reserpina. Aminas adrenérgicas só devem ser usadas em indicações específicas devido a possibilidade de hipotensão e fibrilação cardíaca.
Efeitos sinérgicos: Podem ocorrer efeitos sinérgicos com outros organofosforados ou carbamatos.

ATENÇÃO: Ligue para o Disque- Intoxicação 0800 722 6001para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800 701 0450

Mecanismos de ação, absorção e excreção para animais de laboratório:
Clorpirifós é um inseticida organofosforado e como tal funciona como inibidor de colinesterase. Testes realizados em animais de laboratório demonstram que o clorpirifós é repidamente absorvido, metabolizado e excretado por mamíferos após a administração oral, sendo que 90,1% do material administrado é eliminado após 27 horas. A excreção ocorre principalmente pela urina (905) e fezes (10%). O produtos excretados foram 3,5,6 - tricloro - 2 - piridil fosfate (75-80%), 3,5,6 - tricloro - 2 - piridinol, e traços de material não metabolizado.

Efeitos agudos e crônicos para animais de laboratório:
Efeitos agudos:
DL50 oral em ratos: > 300 mg/kg.
DL50 dérmica em ratos: > 2000 mg/kg.
CL50 démica em ratos: > 0,186 mg/L.
Irritação dérmica: levemente irritante.
Irritação ocular: extremamente irritante.
Sensibilização: não sensibilizante.

Efeitos crônicos: Exposições repetidas ou prolongadas podem resultar em prejuízo de memória e concentração, depressão severa, irritabilidade, cefaléia, sonambulismo ou insônia. Agudo: Sintomas de sonolência, cefaléia, tontura, tremores, náuseas, sudorese, visão turva, dificuldade respiratória, incontinência e convulsões.
Em estudos de longa duração em ratos (2 anos), doses de 1 e 3 mg/kg/dia produziram uma moderada depressão da colinesterase plasmática e eritrocitária. Num estudo de 2 anos com cães os resultados foram idênticos. Todos os níveis de colinesterase retornaram ao normal prontamente quando a dosagem foi interrompida. Em galinhas, doses orais e subcutâneas não foram capazes de produzir neurotoxidade.

1- PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é: ALTAMENTE PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE I).

- Este produto é ALTAMENTE BIOACUMULÁVEL.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para aves.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para abelhas, podendo atingir outros insetos benéficos. Não aplique o produto no período de maior visitação das abelhas.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
-Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
-Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água.
-Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distancia inferior a 500 (quinhen¬tos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento publico e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação susceptível a danos. Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

2- INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.


3- INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa
- Utilize os equipamentos de proteção individual – EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetores e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, contate a empresa registrante, para que a mesma faça o recolhimento. Lave o local com grande quantidade de água.

Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.

Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o Órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4- PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL


LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador devera estar utilizando os mesmos EPIs- Equipamentos de Proteção Individual — recomendados para o preparo da calda do produto.

Tríplice lavagem (lavagem manual):
Esta embalagem devera ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente apos o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa a embalagem até ¼ do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água da lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica perfurando o fundo.

Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica, perfurando o fundo.


Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, dire¬cionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:

Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, essa embalagem deve ser armazena¬da com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de ate um ano da data da compra, e obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses apos o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local co¬berto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de ate um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realiza¬da pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos Órgãos competentes.
É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTE DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causam contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto e feita através de incinerarão em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmara de lavagem de gases efluentes e aprovados por Órgão ambiental competente.
TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte esta sujeito as regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação especifica, que in¬clui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.
RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos Órgãos responsáveis.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:
Incluir outros métodos de controle de insetos (ex. Controle Cultural, Biológico, etc..) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.

RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE RESISTÊNCIA:
A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. As seguintes estratégias podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
• Rotação de produtos com mecanismos de ação distintos, quando apropriado;
• Adotar outras táticas de controle, prevista no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).