Bula Carial Opti

acessos
Clorotalonil
5111
Syngenta

Composição

Clorotalonil 400 g/L Carbonitrilas
Mandipropamid 40 g/L Éter mandelamida

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Contato, Sistêmico
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Requeima
(Phytophthora infestans)
2000 a 2500 mL p.c./ha 400 a 600 L de água/ha - Caso necessário reaplicar a cada 7 dias, realizando no máximo 4 aplicações. 7 dias. Iniciar as aplicações preventivamente, ainda durante a fase de desenvolvimento vegetativo (aprox 20 - 30 DAE)
Cebola Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Peronospora destructor)
3000 mL p.c./ha 400 a 600 L de água/ha - Caso necessário reaplicar a cada 7 dias, realizando no máximo 4 aplicações. 7 dias. Iniciar as aplicações preventivamente, durante a fase de desenvolvimento vegetativo (aprox 20 - 30 DAT)
Melancia Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Pseudoperonospora cubensis)
200 a 250 mL p.c./100L água 400 a 600 L de água/ha - Caso necessário reaplicar a cada 7 dias, realizando no máximo 4 aplicações. 7 dias. Iniciar as aplicações preventivamente, antes do florescimento (aprox 25 - 30 DAE)
Melão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Pseudoperonospora cubensis)
200 a 250 mL p.c./100L água 400 a 600 L de água/ha - Caso necessário reaplicar a cada 7 dias, realizando no máximo 4 aplicações. 7 dias. Iniciar as aplicações preventivamente, antes do florescimento (aprox 25 - 30 DAE)
Pepino Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Pseudoperonospora cubensis)
200 a 250 mL p.c./100L água 600 a 1000 L de água/ha - Caso necessário reaplicar a cada 7 dias, realizando no máximo 4 aplicações. 7 dias. Iniciar as aplicações preventivamente, antes do florescimento (aprox 25 - 30 DAE)
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Requeima
(Phytophthora infestans)
200 a 250 mL p.c./100L água 600 a 1000 L de água/ha - Caso necessário reaplicar a cada 7 dias, realizando no máximo 4 aplicações. 7 dias. Iniciar as aplicações preventivamente, no início do florescimento (aprox 30 DAT)

Frasco (Plástico): 0,1; 0,25; 0,50; 1,0; 1,5; 2,0 e 3,0 L
Bombona (Plástico): 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180 e 200 L
Tambor (Ferro, Aço ou Plástico): 100; 160; 180; 200 e 220 L
Farm pack (Plástico): 420 e 1000 L
Bulk (Ferro, Aço ou Plástico): 1000; 5000; 10000 e 20000 L
Tanque (Ferro, Aço ou Plástico): 1000; 5000 e 20000 L

INSTRUÇÕES DE USO:

CARIAL OPTI é um fungicida com ação protetora e profundidade (translaminar), pertencente à classe química dos aminoácidos e amidas carbâmicos sistêmicos (mandipropamid) e ftalonitrilas (clorotalonil),apresentado em formulação do tipo Suspensão Concentrada (SC), desenvolvido para o tratamento da parte aérea das culturas.

MODO DE APLICAÇÃO:
CARIAL OPTI deve ser pulverizado por meio de equipamentos costais (manual ou motorizado), motorizado estacionário com mangueiras (tomate envarado, pepino) ou pelo sistema convencional com barra (batata, cebola, melão e melancia).
Os equipamentos devem ser adaptados com bicos capazes de produzir gotulação que promova bom recobrimento das superfícies pulverizadas (jatos cônicos com ou sem difusores, leques de uso ampliado, leques duplos, etc) com pressão variando de 50 a 100 PSI, observando-se uma cobertura total das plantas até próximo do ponto de escorrimento, ou observando o diâmetro do volume médio de gotas (DMV) de 200 a 250 mm e uma densidade acima de 200 gotas/cm².

VOLUME DE APLICAÇÃO:
Seguir orientações abaixo, considerando o desenvolvimento da cultura.

Batata, cebola, melancia e melão:
Utilizar vazões de 400 a 600 litros de água por hectare, dependendo do desenvolvimento vegetativo da cultura. Utilizar pontas de bicos adequados, pressão e velocidade de aplicação que proporcionem uma boa cobertura foliar com a pulverização.

Pepino e tomate:

Utilizar vazões de 600 a 1.000 litros de água por hectare, dependendo do desenvolvimento vegetativo da cultura. Assegurar uma boa cobertura foliar com a pulverização. Caso o equipamento de pulverização proporcione cobertura adequada da cultura em seu pleno desenvolvimento com volumes menores que 1000 litros por hectare, concentrar a calda de modo a respeitar a dose recomendada por hectare

INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita):

CULTURA DIAS
BATATA 7
CEBOLA 7
MELANCIA 7
MELÃO 7
PEPINO 7
TOMATE 7


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da completa secagem da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI’s) recomendados para uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:
Os usos de produtos estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas indicadas.
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas nas doses e condições recomendadas.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM UTILIZADOS:
Vide MODO DE APLICAÇÃO.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COM INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Produto extremamente irritante para os olhos.
- Produto sensibilizante dérmico.
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidro-repelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P3; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO
- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
- Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa de produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidro-repelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico P3; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter os avisos até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão hidro-repelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS
Procure logo o serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, retire imediatamente a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado (respirado), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

- INTOXICAÇÕES POR CARIAL OPTI -
CLOROTALONIL (Chlorothalonil) + MANDIPROPAMIDA (Mandipropamid)
INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo Químico:
Clorotalonil................Isoftalonitrila
Mandipropamida........Éter Mandelamida

Vias de exposição:
Oral, dérmica, ocular e inalatória.

Toxicocinética:
Clorotalonil: em estudos em animais, após administração oral, a absorção do Clorotalonil é baixa e inversamente relacionada à dose. Assim, enquanto 30% da dose administrada, a doses de 50 mg/kg é absorvida, a doses maiores como 200 mg/kg, a absorção cai para 15%. Em ratos, o Clorotalonil é metabolizado por conjugação com a glutationa no fígado e no trato gastrointestinal, (9-18) horas após administração oral de 5.000 mg/kg, com depleção de (20-40)% da glutationa hepática respectivamente. Os conjugados formados são excretados pela bile (15-20)% e entram na circulação enterohepática voltando para o fígado sendo o resto eliminado pelas fezes (80-90)%. Os metabólitos de Clorotalonil conjugados com glutationa são transportados pelo sangue até o rim onde são completamente clivados nos túbulos proximais pela ação da Glutamil- transpeptidase e cisteína-conjugado-liase resultando na produção de derivados tiols (di-tiols e tri-tiols). Estes derivados são significativamente maiores em ratos do que em cães e primatas. Em ruminantes os maiores metabólitos identificados foram os 4-hidroxi-derivados. Os picos sanguíneos para a substância foram baixos (menos de 1% da dose presente no sangue) e observados entre 2-9 horas após a administração. Os maiores níveis de resíduos de clorotalonil foram encontrados no trato gastrintestinal, fígado e rins.
Mandipropamida: Estudos em animais mostraram que a absorção foi rápida, mas incompleta com (67-74)% sendo absorvida na menor dose testada (3mg/kg) e apenas (30-45)%, na maior dose testada (300mg/kg). A absorção foi mais rápida em fêmeas, com picos de concentração sanguínea ocorrendo após 4,5 horas da administração da dose de 3mg/kg e 10 horas após da dose de 300mg/kg, enquanto nos machos estes picos ocorreram após 8,5 horas e 24 horas, respectivamente. A excreção foi de 90% da dose administrada em 168 horas. Em machos, a maior proporção da dose administrada foi eliminada nas fezes, enquanto que nas fêmeas uma proporção significativa foi eliminada pela urina. A maior excreção biliar em machos que em fêmeas foi consistente com a maior excreção fecal em machos (73%) que em fêmeas (55%), na menor dose testada. Houve evidências de reabsorção dos metabólitos excretados por via biliar nas doses testadas. A retenção tecidual foi baixa, sem evidência de bioacumulação. As maiores concentrações foram encontradas no fígado. A biotransformação de Mandipropamida foi relativamente simples desde que não foi observada clivagem da molécula e envolvendo perda de um ou ambos dos grupos propargil da molécula, seguidas por glucoronidação e o¬-demetilação, para produzir seis metabólitos maiores. Incremento na dose resultou em saturação dos processos metabólicos.

Mecanismos de toxicidade:
O exato mecanismo de toxicidade em humanos não e conhecido para o Clorotalonil e Mandipropamida.

Sintomas e sinais clínicos:
Clorotalonil:
Toxicidade aguda: é um potente irritante e sensibilizante. Nos casos de intoxicação por Abamectina em humanos foram observados os seguintes sinais e sintomas:
Sintomas e sinais clínicos
Pele: dermatite aguda, fotossensibilização, dermatite de contato alérgica, dermatite pigmentada, reações de hipersensibilidade, urticária, eczema, eritema de face.
Olhos: dor, conjuntivite, ceratite, edema, eritema periorbital.
Vias respiratórias: sintomas decorrentes de irritação como: dor nasal, odinofagia, sensação de aperto na faringe e no peito, asma.
Imunológico: sensibilização dérmica e reação anafilática.
Exposição crônica: Na classificação da IARC, o Clorotalonil é considerado possível cancerígeno para humanos (Grupo 2B). Não há evidências de genotoxicidade ou teratogenicidade em humaanos.

Mandipropamida: Existe pouca literatura do produto em humanos.
Toxicidade aquda: Mandipropamida temjjtn baixo perfil de toxicidade aguda após exposição oral, inalatória e dérmica para animais de experimentação. E irritante para olhos e pele. É sensibilizante dérmico. O fígado é o órgão alvo.
Toxicidade crônica: em animais, os órgãos alvos da toxicidade crônica, nas doses mais altas, foram o fígado, rins e eritrócitos. Não há evidências de carcinogenicidade, mutagênese, genotoxicidade, neurotoxicidade, efeitos endócrinos ou teratogênese para humanos.

Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico compatível.
• Obs.: Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente.

Tratamento:
Antídoto: não há antídoto específico.
Tratamento: as medidas gerais são orientadas à remoção da fonte de exposição, descontaminação do paciente, proteção das vias respiratórias, prevenção de aspiração de conteúdo gástrico, tratamento sintomático e de suporte. Evitar o contato com os olhos, pele e roupas contaminadas.
Exposição Oral:
Em casos de ingestão de grandes quantidades do produto:
- Diluição: iniciar diluição imediatamente com (120 a 240) ml de água ou leite (não exceder 120 ml em crianças).
- Carvão ativado: se liga à maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a absorção sistêmica deles, se administrado logo após a ingestão (1 hora)
1. Dose: suspensão de carvão ativado em água (240 ml de água/30 g de carvão). Dose usual: 25 a 100 g em adultos / adolescentes, 25 a 50 g em crianças de (1 a 12 anos) e 1 g/kg em crianças < 1 ano;
2. Não atua com metais ou ácidos e bases fortes, nem com substâncias irritantes, quando pode dificultar a endoscopia.
- Não provocar vômito, caso ocorra espontaneamente não deve ser evitado; deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos.
- Irritação: considere endoscopia em casos de irritação gastrointestinal ou esofágica para avaliar a extensão do dano e guiar a lavagem gástrica.
- Reação alérgica:
1. Leve / moderada: anti-histamínicos com ou sem ß2-agonistas via inalatória; corticosteróides ou epinefrina via parenteral.
2. Grave: oxigênio, suporte respiratório vigoroso, epinefrina (Adulto: 0,3-0,5 ml de solução 1:1000 via SC; Criança: 0,01 ml/kg, 0,5 ml no máximo; pode-se repetir em 20 a 30 minutos), corticosteróides, anti-histamínicos, monitoramento do ECG e fluidos intravenosos.
- Emergência, suporte e tratamento sintomático: manter as vias aéreas permeáveis, se necessário através de intubação oro-traqueal, aspirar secreções e administrar oxigênio. Atenção especial para fraqueza de musculatura respiratória, parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias. Uso de ventilação assistida se necessário; PEEP pode ser requerido. Manter temperatura corporal. Tratar pneumonite e coma. Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria), eletrólitos, uréia, creatinina, ECG, etc.
- Manter internação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
Exposição Inalatória- Descontaminação: Remova o paciente para um local arejado. Se ocorrer tosse ou dispnéia, avalie quanto às irritações, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação, se necessário.
Trate broncoespasmos com ß2-agonistas via inalatória e corticosteróides via oral ou parenteral.
Exposição Ocular- Descontaminação: Lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina ao 0,9%, à temperatura ambiente, por pelo menos 15 minutos. Se a irritação, dor, inchaço, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, encaminhar o paciente para o especialista.
Exposição Dérmica- Descontaminação: Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com abundante água e sabão. Encaminhar o paciente para o especialista caso a irritação ou dor persistirem.
CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:
- EVITAR aplicar respiração boca-boca em caso de ingestão do produto; usar equipamento de reanimação manual (Ambú).
- Usar equipamentos de PROTEÇÃO: para evitar contato cutâneo, ocular e inalatório com o produto.

Contra-indicações:
A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.

Efeitos sinérgicos:
Não relatados em humanos.

ATENÇÃO:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica - RENACIAT — ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa 0800-7044304 (24 horas)

Mecanismo de ação, absorção e excreção:
Vide item Tocinocinética. O mecanismo de toxicidade para mamíferos não se conhece.

Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório:
EFEITOS AGUDOS:
Dados de toxicidade aguda da formulação:
DL50 oral em ratos ~ 3000 mg/kg p.c.
DL50 dérmica em ratos > 5.000 mg/kg p.c.
Irritação ocular em coelhos = Extremamente irritante
Irritação dérmica em coelhos = irritante leve
CL50 inalatória > 1,10 mg/L de ar
Sensibilização dérmica: Produto sensibilizante dérmico.

Efeitos crônicos:
Clorotalonil: nos estudos crônicos de carcinogenicidade em animais (camundongos, ratos) demonstrou-se um incremento na incidência de tumores dos túbulos renais, maior em machos, e de carcinomas e papilomas do pré-estômago, predominantes em fêmeas. Não foi encontrado em cães. Administração de Clorotalonil na dieta de cães causou redução do peso corporal. Anemia leve e alterações histopatológicas no fígado, rim, tireóide e estômago. Os estudos não demonstraram genotoxicidade.
Efeitos na reprodução e no desenvolvimento em animais: Clorotalonil causou toxicidade materna caracterizada por morte, diarréia, alopecia, diminuição do ganho de peso e de consumo de alimentos, a altas doses. Abortos pós-implantação foram observados a doses tóxicas maternas, indicando que os efeitos não foram produzidos diretamente pelo Clorotalonil, mas secundários à toxicidade materna. Os seguintes achados foram encontrados em estudos com Clorotalonil na dieta de duas gerações de ratos: hiperplasia e hipertrofia epitelial tubular renal (ambos os sexos), hiperplasia e cariomegalia de células claras renais (machos); hiperqueratose e hiperplasia do epitélio escamoso do pré-estômago; diminuição significativa no peso dos filhotes. Lesões renais foram mais graves nos ratos machos.

Mandipropamida: os órgãos alvos de toxicidade crônica nas doses mais altas foram o fígado, os rins e os eritrócitos. A Mandipropamida não demonstrou ser genotóxica, mutagênica ou carcinogênica, entretanto, existe uma impureza proveniente da síntese do ingrediente ativo (a "SYN 545038"), que em doses acima do limite máximo de 0,01% (monografia da ANVISA), é genotóxica e apresenta potencial carcinogênico. Efeitos no desenvolvimento foram vistos em estudos em ratos: diminuição no peso corporal, no ganho de peso, no consumo de alimentos e na utilização de alimentos, e retardo na separação prepucial, em machos; não foram observados efeitos na reprodução ou teratogenicidade.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
- Este produto é: MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).
- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Evite contaminação ambiental – Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placas de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a empresa SYNGENTA PROTEÇÃO DE CULTIVOS LTDA - PLANTÃO SYNGENTA 24 HORAS - TELEFONE DE EMERGÊNCIA 0800-704-4304.
- Utilize o equipamento de proteção individual – EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d’água. Siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante como indicado acima.
Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, de CO2 ou PÓ QUÍMICO, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL
LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPIs- Equipamentos de Proteção Individual — recomendados para o preparo da calda do produto.

Tríplice lavagem (lavagem manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água da lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica perfurando o fundo.

Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- lnutilize a embalagem plástica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, essa embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deverá guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deverá guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PARA TODOS OS TIPOS DE EMBALAGENS

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA:
Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
• Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos.
• Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula.
• Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. Resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.